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Terapia de Grupo: tire suas dúvidas!


Terapia de grupo! Uma excelente forma de tratamento, com um custo menor e com muitas possibilidades criativas de trabalho. Quer saber mais? Me acompanhe!


A terapia de grupo é uma forma de tratamento muito eficiente e indicada para lhe ajudar na resolução de dificuldades e problemas. Confira algumas das suas indicações e veja se ela pode se encaixar as suas necessidades.


Relacionamentos e Processos de Mudança


Pode lhe ajudar muito na compreensão e melhora das suas questões relacionais: aumentando a sua percepção do outro, a visão do meio, as possibilidades de interações saudáveis... Pode contribuir para a sua compreensão do momento em que está e lhe promover um espaço para que você se observe e perceba em suas particularidades, bem como as particularidades dos outros participantes e, além disso, verifique movimentos culturais que influenciam o meio. Isto costuma ajudar muito a aquelas pessoas que estão em processos de mudança de ciclo de vida. Vejo como é importante na terapia com adolescentes e nos grupos de mulheres maduras.


Potencial Criativo


A terapia de grupo, no formato que proponho, pode lhe ajudar bastante na ampliação dos seus potenciais criativos para lidar com as dificuldades e lhe estimular a experimentar novas formas de ajustes saudáveis.



Como funciona?


Saiba mais sobre o meu formato de trabalho grupal. É a de estimular os participantes a refletirem e discutirem sobre diferentes temas que vão surgindo ou que vão sendo trazidos a partir de experimentos terapêuticos. Os temas surgem do próprio movimento de necessidades do grupo e seus participantes e são trabalhados de diferentes formas. As pessoas, inicialmente, podem temer as interações e as propostas de trabalhos e são respeitadas. Cada um tem seu tempo. As propostas de exercícios terapêuticos e de arteterapia contribuem para o aumento da intimidade e após alguns encontros os participantes costumam se sentir mais a vontade para o trabalho e tudo flui naturalmente. É muito rico!


Adolescentes


A minha experiencia com terapia de grupo com adolescentes tem sido rica, eles aproveitam muito! Isto por conta da grande mudança de campo de experiencias que esta fase da vida pede. Mudança de necessidades individuais, mudança de exigências do meio, de aprendizados, de relações... O meu grupo Adolescentes em Contato já acontece a alguns anos e é um sucesso, porem convencer os jovens a experimentar é o difícil. Depois eles adoram. Vamos ver por quê?

É fato, as pessoas evitam os trabalhos grupais? Por que os jovens resistem tanto, se estar em grupo é tudo que desejam? Vamos entender o que pode estar acontecendo com você aí ou com o seu filho? Para isso trouxe partes de um artigo bem legal desenvolvido pela colega Gestalt-terapeuta Camila Simões. Ela fez várias entrevistas em sua conclusão de curso, veja a seguir os resultados.


"As respostas que ouvia, sempre que proponha a oportunidade de fazer a terapia de grupo, geralmente eram as mesmas: “preferia fazer terapia individual”, “vai todo mundo saber da minha vida”, “estranho falar na frente de outras pessoas” etc.

Ou seja, tudo se resumia a vergonha do outro!



Ou melhor dizendo ao medo da crítica/julgamento do outro.

O medo de ser julgado está muito ligado ao receio de ser rejeitado, a uma busca pela perfeição e pelo temor ao desconhecido (obs.: leia o meu texto sobre o medo de ser criticado). Tudo isso fica muito misturado ao cogitarmos a hipótese de nos expormos diante de outras pessoas. E tal receio se multiplica ao pensar em Terapia de Grupo visto que a maioria das pessoas nunca tiveram contato com um psicólogo tão pouco com esta modalidade de terapia.


Como tal terapia não é muito conhecida por vezes ficamos ligados a fantasia do que é difundido na mídia: uma sala cheia de pessoas sentadas em plenária ou roda e cada hora uma pessoa fala apresentando a sua questão.


O que fazer? A primeira coisa que tento desmistificar é essa ideia de “julgamento”, o espaço da terapia de grupo é o de compartilhamento. Você pode pensar: mas todo mundo tem uma opinião, portanto podem não aceitar a minha história. Claro que sempre teremos alguma opinião (mesmo que seja a de manter-se calado) sobre o que chega até nós, porém a forma como a opinião do outro me afeta é que faz toda a diferença: de forma construtiva ou destrutiva?


Se tivermos a postura do compartilhar veremos os aspectos que existem no outro que me incomodam e perceberemos tais aspectos em nós mesmos e deste modo aceitar que nada do que é humano me é alheio. Além disso ouvir a história de vida do outro nos faz reviver aspectos na nossa própria vida e podemos compartilhar diferentes modos de pensar sobre problemas parecidos e assim enriquecermos sobre diferentes maneira de abordar tais problemas.

É como diz o ditado “Duas cabeças pensam melhor do que uma”!


Na minha experiência na condução de grupos pude perceber como as pessoas vão perdendo o receio de se expor, pois vão percebendo que naquele espaço existe um combinado diferente entre as pessoas. O combinado que estabelecemos desde o primeiro dia é o de respeito com o outro, cuidado na troca e o de sigilo do que acontece no grupo.


Com o passar do tempo as relações vão se tornando mais próximas e proporcionalmente a troca vai se tornando mais rica. E na medida que a troca se torna mais rica o apoio, a confiança e o auto-conhecimento também.


Outro ponto importante da terapia de grupo é a oportunidade que tal modalidade proporciona de aprendermos a lidar com o outro, pois dentro do grupo estamos em relação o tempo todo e na terapia de grupo estamos em um espaço protegido no qual podemos testar e obter um feedback de forma cuidadosa da forma como lidamos com as nossas relações no mundo lá fora.

Assim, se ainda está imaginando a terapia de grupo como um lugar cheio de gente falando uma de cada vez sem que haja interação e troca, não é esse o trabalho."


Bem, espero que você tenha conseguido perceber que a forma de terapia de grupo proposta pela Gestalt-terapia pode ser bem mais interessante do que você imagina e que os benefícios podem ser muitos.


Então que tal abrir um espaço aí para começar a se animar a experimentar? Fica o convite!


Claudia Guglieri

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