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Entenda o TOC, um sofrimento agravado cada vez mais comum entre nós.


Hoje vou falar de um dos sofrimentos classificado na Gestalt terapia como Sofrimento Agravado. Sinto necessidade de trazer para vocês já que tenho visto este se tornar bem mais comum agora na pandemia. Acredito que por conta de toda a desorganização que esta experiência tem nos acionado. Não deixe de saber mais e passe para quem precisa. Vamos lá?


Com certeza você já deve ter ouvido falar do Transtorno Obsessivo Compulsivo, mais conhecido como TOC. Este costuma ser tema de filmes e até ser caricaturado muitas vezes, mas saiba que trata-se de uma experiência muito sofrida para quem desenvolve.


Sofrida especialmente pela sua forma aprisionadora de se manifestar, normalmente com repetições de comportamentos incontroláveis.


Vamos entender um pouco mais por que isso pode acontecer?


Pois bem, pode parecer estranho mas estes comportamentos são tentativas de lidar com sofrimentos internos, a partir de ações no meio. É, verdade. A pessoa desenvolve uma tendência compulsiva a repetir certas ações de forma


perfeccionista para organizar aquilo que sente desorganizado internamente. Cada uma a partir do que está relacionado com seus conflitos.





Mas como acontece?


Pense em movimentos repetitivos, como por exemplo, lavar as mãos muitas e repetidas vezes, buscando a perfeição da ação. Ou fechar a casa, conferir e reconferir muitas vezes. Ou verificar o gás de cozinha ou o fogo incansavelmente ... A pessoa tem a necessidade de centrar a suas mente no movimento até ter a sensação de que se "acalmou", que está controlando a situação.




Tudo isso acontece no dia a dia do paciente e tende a ir aumentando, como um recurso para que se sinta "melhor" em relação as suas ansiedades e medos. Estes vindos de um possível universo de emoções fortes como raiva, frustração, impotência... perante um fundo de dificuldades de auto aceitação e autoconfirmação. E muita culpa.







Entende por que digo que trata-se de um estado de muito sofrimento? Trata-se de um problema que pede muita atenção do profissional que está neste acompanhamento. Temos aí uma dinâmica muito complexa, mas que pode ser tratada ajudando muito no reestabelecimento do paciente.



Na Gestalt terapia nós trabalhamos olhando para este processo todo a partir de um diagnóstico processual. Não tratamos como algo que é isso e pronto, mas que está assim e que pode se modificar no processo do paciente no tratamento.


Outra questão importante é a atenção a complexidade muito particular ao fundo de vivências do paciente, sua historicidade que dá sentido e "pede" o surgimento deste ajuste disfuncional.


O acompanhamento deve ser realizado com muito cuidado, muito respeito as possibilidades de contato consigo da pessoa que está no processo. Favorecendo possibilidades de ressignificações, reorganização e resgate de auto suporte.






Bem, espero ter conseguido explicar um pouquinho e contribuído para as suas compreensões. Se tiver necessidade entre em contato. Será um prazer ajudar.



















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