31 de dezembro de 2018

2019 vem aí! Veja as orientações da Astrologia Chinesa e da sabedoria oriental.


Todo final de ano eu uso ferramentas da Astrologia Chinesa e dos cinco elementos para fazer reflexões com aqueles que acompanho, aproveito também para trazer as lições que a astrologia chinesa nos propõe para o novo ano. 

Se você se interessa pela tema aproveite! E Feliz Ano Novo!

Primeiro as reflexões sobre o ano vivido e logo abaixo as tradicionais orientações para 2019! Ano Porco de Terra!


Adeus ano Cão de Terra!

Veja o que você conseguiu vencer e aprender neste ano que passou.

Em 2018 fomos regidos pelas energias do Cão de Terra, por conta disto nossos desafios estiveram relacionados a busca do equilíbrio pelo exercício da flexibilidade. O discípulo deveria aprender a usar suas forças com empatia, diminuindo o EU para voltar-se ao NÓS. Uma lição e tanto!

O Cão nos desafiou na escuta e solicitou o aprendizado da tolerância as diferenças. Mas como todo desafio temos as possibilidades de realizações e dificuldades, infelizmente vivemos um ano de muita resistência as diferenças e muita necessidade de confirmações de verdades tidas como absolutas.
Quem conseguiu se entregar as lições do Cão de Terra se saiu bem e conquistou mais uma grande lição:  a arte do respeito ao outro e a aceitação e tolerância as diferenças.
Quem não conseguiu acabou vivendo um ano de muita discórdia, ressentimentos, excesso de preocupação e um tanto de persistência em erros. Ao fim um possível esgotamento e um distanciamento do Nós. Uma grande pena!  

Segundo os sábios orientais, isto aconteceu pela influência da solicitação do Cão e pela experiencia da energia  Terra que nos influenciava.  Um ano Terra nos oferece os polos (++--), estes podem ser vividos a favor da busca do meio e do equilíbrio de forças complementares, que dialogam se harmonizando. Mas também podem ser vividos como forças opostas em suas polaridades e se contrapondo.

É, se refletirmos,  tivemos um tanto de polarização e muita diferença explicitada! Se você olhar para como foi o ano de 2018 pode observar muito bem estes fenômenos acontecendo, especialmente nos relacionamentos.

Pois bem, aproveite o fim deste período e faça suas reflexões pessoais. Ainda dá tempo, para os orientais o ciclo astrológico de 2018 termina só em 5 de  fevereiro. 


Bem vindo ano Porco de Terra!

O que nos traz a regência do Porco?

Tudo indica que o ano de Porco de Terra deve nos trazer  leveza  e alegria.  O Porco chinês é um Porco brincalhão, mais flexível em sua forma de lidar com o que surge e carrega um tanto de modéstia. Isto deve nos trazer uma energia que só os modestos e mais humildes tem. Bem diferente,  do que tínhamos na energia do Cão de Terra  vivido em 2018.

Muito ligado a família e um tanto humilde deve trazer mais paz para os relacionamentos.

Feliz, responsável, muito intuitivo e sempre a galope,  deve trazer melhores formas para os investimentos e negócios.


Então veja o que 2019 nos trará de solicitações e aprendizados

Estar sob a regência do Porco nos propõe uma busca por novas atitudes e mudanças de comportamentos. Esta solicitação vem de 2018, algo que não se completou e ainda tem muita necessidade: devemos deixar o excesso de centralização no EU e migrarmos para experiencias relacionais voltadas ao NÓS.

O desafio continua, mas agora de forma um pouco diferente pois, seguimos com o elemento Terra que dá continuidade as polarizações, mas agora com a regência do Porco cuja suavidade faz muita diferença.

Os aspectos de polarização que viveremos na regência do Porco serão: impulso/preguiça, responsabilidade/descaso, paciência/atropelo, intuição/de sensibilização.

Estes em um ano  Terra precisarão ser equilibrados e não vividos em oposição. Então corremos um risco semelhante ao vivido em 2018 – polarizarmos e vivermos um dos aspectos, sendo que a solicitação é equilibrarmos estas forças.


Esteja atento as suas tendências de erros pessoais.

Se você é um tipo excessivamente leve com a vida, tendendo a preguiça e acomodação. Neste ano o desafio é equilibrar a ação. Desacomode-se, use a intuição e siga seus desejos  com menos receios. Aprender a ser impulsivo em uma dose boa pode lhe ajudar. Galopar com mais força é a sua lição em Porco, porem equilibrando esta força com brandura e responsabilidade. E erre se for preciso, o que vale mesmo é aprender com os seus próprios movimentos.

Se você é um tipo impulsivo, mas que se condena excessivamente  por se sentir responsável por tudo, o seu aprendizado estará em parar, pensar e não agir antes de refletir. Além disso use sua intuição com paciência,  levando tudo mais leve e com um tanto de bom  humor. Em Porco você pode “deixar acontecer”, brincando com as lições que a vida lhe oferece. O que vale aqui é usar a intuição para equilibrar o seu galopar e deixar fluir.

Complicado ? Que nada, se olhe bem a fundo e você verá que tende a funcionar em um dos polos que se apresentam. Temos aí os polos yin e yang do elemento Terra. E desde 2018 o desafio de exercitarmos a complementação.

Atenção!
O Porco vem ao fim do ciclo astrológico de todos os 12 movimentos para limpar formas enraizadas. O Cão de 2018 quebrou, explicitou e não perdoou os discípulos que não olharam para a sua lição. O Porco propõe uma experiencia mais leve, mas esta leveza  precisa ser equilibrada com as tendências de cada um.

Em 2019 vá a galope com o Porco, rumo aos seus desejos!!!

Mas lembre-se, sozinhos não vamos longe!!!

E ninguém galopa igual!!!

28 de dezembro de 2018


Eu aqui nas minhas micro férias, só curtindo a minha pílula relaxante. Super indicada para o inicio, o meio ou o final do dia – a pílula chama-se música!

Mais indicada ainda, quando a música que nos chega aos ouvidos é a voz de uma cantora como a Luciana Souza.

Fui "tocada" pelo disco The New Bossa Nova.

É verdade que sou suspeita, pois acho a Luciana uma das melhores interpretes da atualidade e este disco é de uma suavidade e delicadeza que tende a levar qualquer um ao descanso. Experimente!

“É claro que eu ia dar o nome do meu medicamento, não podia deixar de compartilhar com vocês”.


Mas seja lá qual for a sua preferência musical use desta pílula, só faz bem. Palavra de terapeuta!

#gestalt #terapia #terapiagestalt #ClaudiaGuglieri #psicóloga #adultos #adolescentes #jovensadultos #pílularelaxante

10 de dezembro de 2018


Ultimamente tenho falando bastante da ilusão do ideal e junto com isso de desilusão. São coisas que andam juntas, centre-se em um ideal ou algo perfeito e logo virá a desilusão.
Porém ter um ideal não é ruim, ao contrário pode ser bem bom como referência do que se deseja. Uma ideia bem completa do que se quer ou gostaria pode levar a muitas realizações. 
O problema está em prender-se a sua exatidão. O seu ideal, seja de pessoa ou situação, é fruto do seu desejo, da sua visão. A realidade pode ser bem diferente ou até bem parecida, mas não voltada ao que você deseja.  Por isso a desilusão e ela dói, mas nos ajuda a aceitar as "ricas" possibilidades da realidade. 

“Sonhar é maravilhoso, desejar é estimulante, realizar gratificante 
e flexibilizar é possibilitar viver tudo isso”.

Abaixo uma crônica de Ivan Martins sobre desilusão. Muito boa!


Desilusão é uma experiência terrível. 

Num momento qualquer, você está cheio de esperança. No outro, seu mundo veio abaixo. Como uma repentina bofetada, a desilusão machuca, desnorteia e humilha. É o evento dramático que, na vida amorosa, separa a realidade do sonho, os homens dos meninos e os tolos dos sábios. A desilusão é nosso diploma. Quem não passou por ela é um inocente. Ainda não sabe de nada.

Você, apaixonado, sugere à namorada que talvez seja hora de fazer planos e morar juntos. Ela responde, cheia de dedos, que talvez não esteja assim tão envolvida com você. Pleft!

Encantada com o sujeito, você pergunta, toda bonitinha, se o que rola entre vocês é um namoro – e ele diz, sem hesitar, que também sai com outra garota e não quer compromisso. Pleft!

Depois de cinco anos de casamento, as coisas esfriaram ao ponto de congelamento. Você tem esperança e propõe uma segunda lua de mel – então seu marido conta que tem saído com uma colega, que está apaixonado e vinha se preparando para contar que pretende morar com ela. Pleft!
Com essas histórias, quero dizer, ao contrário das lamúrias frequentes, que desilusão é bom. Quem nos desilude nos abre os olhos e nos descortina o mundo verdadeiro. Por isso, nos presta um grande serviço.

O iludido acredita, essencialmente, que o outro sente por ele o mesmo que ele sente pelo outro. Vive a fantasia de ser amado ou, pelo menos, tem esperança de um dia ser correspondido. É um sonhador que pode passar anos caminhando no interior do seu sonho, vendo apenas o que deseja ver. A desilusão é o despertar. Deveria ser saudada como libertação, mas costuma ser recebida com ressentimento. A pena de si mesmo é maior que a gratidão.

Na verdade, o inimigo é quem nos ilude. Faz mal aquele que, por fraqueza ou piedade – muitas vezes por vaidade – alimenta nossos sentimentos infundados. Quem nos olha nos olhos e diz a verdade merece nosso respeito. Demonstra respeito por nós, ainda que nos magoe.

A verdade, é importante que se diga, nem sempre é nítida. Quando se trata de afeto, somos criaturas confusas, habitadas por dúvidas e contradições. Por isso, mais importante que aquilo ouvimos é o que vemos. Mais importante que sentimentos, são ações. Se o sujeito parece ter por você o maior carinho, mas é sua amiga que ele chama para sair, parece que é da amiga que ele gosta – embora talvez nem saiba. As decisões dele contam tudo que você precisa saber, desde que você as conheça. Quem diz o que sente, mas esconde o que faz, ilude.

Eis uma boa máxima: não me diga o que você sente, me conte o que você faz.
Da minha parte, tendo vivido ilusões e desilusões, prefiro as últimas. Elas me salvaram de vexames profundos, me tiraram de enganos demorados, me abriram portas que eu desconhecia e me puseram no caminho certo. Tem sido assim com todos que eu conheço. Os mais tristes, os mais dignos de piedade, são os que se agarram a ilusões que todos em volta reconhecem, menos eles. A esses faz falta uma desilusão. Uma boa bofetada – pleft! – que os devolva de volta à vida.

(Ivan Martins)