19 de novembro de 2018

Tolerar trata-se de uma arte!

Escrevi o texto abaixo já faz um tempinho, mas por estarmos em um momento de tantas dificuldades relacionais resolvi republicar na minha página do Facebook. 

Foi bem particular o que aconteceu.  Houveram muitos compartilhamentos, o que me sinalizou o desejo de resgatarmos o diálogo, as trocas mais leves ou o convívio mais fácil com as diferenças. Mas também houveram reações um tanto fortes a minha fala.

Na minha fantasia, fantasia porque ainda não posso conferir, pois ainda não foi possível retomarmos os diálogos no Facebook.  As reações tipo: tolerância zero e outras semelhantes... devem compor a expressão, da fala autorizada, a ser o que se deseja ser e pronto!  E, que bom então.

Que bom, porque poder se expressar com mais autenticidade, podendo ser o que se é, nos faz muito bem. Mas atenção, o jeito que falamos algo tem o poder de construir ou invalidar um encontro e a possível verdadeira troca, o que nos faz perder tanto e pode ser uma pena.  Mas eu sei que é na experiencia que aprendemos isso, porém fica a dica.

Bem, eu continuo na observação de muitos fenômenos e tentando contribuir, da melhor forma possível.

Para quem a estas horas está um tanto curioso vai o texto.



Vivemos um momento relacional de muita intolerância, mesmo que estejamos sendo chamados a atenção a todo tempo sobre a importância do respeito as diferenças, muitos de nós,  ainda não internalizaram isso como um valor fundamental,  estamos engatinhando,  fazendo ainda  pelo politicamente correto. E tudo bem! Já temos um avanço.

Tolerar a escolha do outro é difícil? Aquele jeito que não é o seu, aquela forma de responder, de reagir, de se afetar, de se emocionar tão distinta. Será que isso pode parecer ameaçador por não ter sido o que se elegeu como valores e crenças importantes? Sim, é mais ou menos por aí.

Mas será que para convivermos com diferenças precisamos abrir mão do que acreditamos? Não claro que não! Na maioria das vezes é possível negociar, achar formas e jeitos de respeito mútuo. Para tolerarmos diferenças precisamos estar certos do que somos, queremos, elegemos ... assim não nos sentimos ameaçados!

Portanto tolerar trata-se de uma arte, em que o equilíbrio entre ceder e aceitar é essencial.  Esta é a grande arte dos relacionamentos.

Difícil? Um pouco com alguns grupos, algumas pessoas, em certos cenários em que vivemos. Mas gosto de pensar que é possível e que precisamos fazer a nossa parte para que isso aconteça.
  

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