25 de junho de 2018

Grupo terapêutico - Adolescentes em contato

Inicio: 10/08/2018 
Encontros quinzenais –  Sexta-feira, das 14:30 as 16:00
Com:  Claudia Guglieri – Psicóloga  e Maria Ester Vieira – Terapeuta auxiliar
Local:  Casa do Bem.  Rua Auxiliadora 210 – Auxiliadora PoA
Investimento 
De R$ 200,00  à  R$ 150,00 (conforme a renda)  
E R$ 100,00  (para alunos de escola pública) 
Inscrições e mais informações em
(51) 995137052 / 999638932 Telefone e WhatsApp. 
E-mail: gruposclaudiaguglieri@gmail.com


Grupo -  Adolescentes em contato  

O que é? Grupo de psicoterapia para adolescentes. Acompanhamento especialmente pensado para os desafios desta fase.

Qual o objetivo? Tem como objetivo trabalhar as questões da adolescência, atendendo as necessidades que cada jovem apresente. Favorecer amadurecimentos  saudáveis  e potencializar  boas resoluções.  Além disto, promover um espaço grupal que  possibilite a troca relacional, tão fundamental para a fase.

Como acontecerá? O trabalho acontecerá a partir de técnicas diversas, reflexões sobre os exercícios e estímulo a escolhas possíveis. Contam com trabalhos de desenvolvimento de confiança, aceitação e valorização de pessoal, contato com reais necessidades, respeito as diferenças e muito mais. Um convite ao contato e a aos relacionamentos.  Como pano de fundo o  grupo passa por uma revisão de questões que estiveram presentes nas fases anteriores e que são significativas para este momento da vida.  

Entenda um pouco mais
Toda fase do desenvolvimento tem suas solicitações e seus desafios a serem vencidos, são questões fundamentais para o desenvolvimento.  Ao vencermos a solicitação de uma fase nos estabilizamos com o que é possível e seguimos crescendo.  A adolescência é a fase de transito da infância para a vida adulta. Um momento fantástico de experimentações e desfrute, mas permeado por “crises”. Este tanto de crises tem justificativas. A Crise normativa, é algo esperado para este momento,  surge para ajudar a reajustar conteúdos da infância.  Isto acontece em diferentes graus, para que haja  novas oportunidades de integração de conteúdos  das fases anteriores. Uma espécie de revisão que busca melhores resoluções e apronta para a entrada na vida adulta.



Na adolescência o foco estará no amadurecimento do eu, na estruturação da identidade em suas  inúmeras solicitações. Os experimentos pessoais colaboram com o que está em interrogação, permitem testes e averiguações. Há muita oscilação, pelas mudanças hormonais e por conta das dúvidas.  Tudo passa a ser sentido com bastante intensidade, as reações são potencializadas ou negadas. Os grupos são vistos como novas referências e um bom lugar de apoio.

Para este trabalho nos perguntamos: Quem é o jovem de hoje? Do que ele está  precisando ? Que tipo de contatos o adolescente está  podendo fazer? Como cada um está fazendo  seus ajustes e solicitações do momento? Como está se vinculando e podendo viver seus afetos? Que tipo de comprometimentos e responsabilizações lhe são solicitadas? Como cada um reage a isto e o quanto se permite crescer? Como cada um passa por suas revisões das fases anteriores e como está conseguindo  ir adiante?
Quanto ao apoio dos pais:  Paralelo a este grupo estaremos convidando pais para alguns bate-papos  que incluem: Como  apoia-los nesta fase? Como as novas solicitações do adolescente afetam seus pais? São muitas dúvidas: quanto ao educar atual, quanto a segurança em serem bons pais, quanto a orientações e posturas, confiança  no filho,  em como lidar com este mundo “louco” que os cercam... As conversas podem ajudar. 

14 de junho de 2018

Para pais de adolescentes - confiando e ajudando seu filho


Me encanta trabalhar com adolescentes, acompanhar seus passos  de saída da infância e amadurecimento pessoal, rumo a vida adulta. Tenho aprendido muito com eles e com suas famílias, cada uma com sua  história muito particular.

Nesta fase é necessário olhar o contexto  que os envolve, o jovem, sua família, escola, saber dos amigos e do seu campo relacional. É fundamental entender as nuances da  interação  familiar e poder trabalhar o que não está bem. Para isto conto com a participação dos pais. Quando eles participam, vejo que o desenvolvimento  do filho torna-se mais fluído. 
Com os pais, costumo fazer alguns encontros de esclarecimento quanto as reais necessidades do filho, algumas revisões de posturas e o reestabelecimento da confiança. 
Este é bem importante, pois alguns pais chegam com a confiança no seu filho muito fragilizada, assim tomando atitudes rígidas quanto ao que acreditam ser necessário para o seu filho.   
Outra questão importante está relacionada as resistências dos pais quanto as mudanças do filho, não são raros aqueles que temem  deixá-los sair da infância.  Algo compreensível, que acontece por motivos variados.
Percebo muito medo em ver os filhos se distanciarem. Quando as mudanças começam, alguns manifestam o quanto  estão  sentindo  falta do filho,  falta  do filho obediente, da companhia, das manifestações afetivas. Já outros trazem seus medos projetados no mundo lá fora, ressaltam  que o lugar mais seguro é a própria casa e o quanto a melhor companhia é a dos pais ou irmãos. Entendem que assim reduzem os riscos para seus filhos.
Estas falas dizem muito e demandam comportamentos que acabam dificultando o amadurecimento. Porém é interessante  perceber que estes pais querem que seus filhos cresçam,  mas não percebem que contribuem com a dificuldade de amadurecimento deles. 
Reforçar laços de dependência, inibe o uso dos  próprios recursos do adolescente  e promove um tanto de falta de confiança  em si mesmo. Esta forma de lidar, normalmente,  vem de pais muito atentos e preocupado, os tidos super protetores, que de jeito algum desejam  afetar seus filhos negativamente, ao contrário, mas acabam afetando.  Um conflito para todos.
Quando percebo isto acontecendo,  costumo  ver qual as particularidades desta família, porque e como está acontecendo.  A serviço de que?  É a pergunta que me faço e a resposta será um dos meus objetos de trabalho.
Além disso, é necessário reforçar a confiança na estrada já trilhada pelo filho, no já realizado com a família e o quanto agora é a hora das próprias experiências do jovem. 
Em alguns casos, indico  psicoterapia de grupo para o jovem. Ela  costuma ajudar  a amadurecer com o apoio dos semelhantes.   São trabalhos com técnicas específicas que favorecem o desenvolvimento e diferenciação de self. 
O grupo na adolescência tem um fundamental papel, contribui muito bem para a  importante separação dos pais e definições de identidade própria. É encantador acompanhá-los se  desenvolvendo,  valorizando as diferenças de identidades, suas características pessoais e  respeitando o que é do outro. Sendo muito produtivo para um jovem que se encontra  um tanto isolado no seu processo de saída da infância.
Portanto pais, é preciso confiar! No seu filho, na educação dada até agora, no seu poder e capacidade de suporte e na própria reorganização que tenderá a se reestabelecer. Os filhos vão e voltam, sempre amando os pais, por mais que  a “crise produtiva” da adolescência os distancie de nós.