12 de julho de 2016

O super-herói das mudanças - A criatividade!

Já a alguns anos venho me dedicado as dificuldades que envolvem mudar. Não fazemos psicoterapia para mudar, antes disso uma boa terapia deve ajudar a reconhecermos reais desejos e jeitos de ser. E, se neste reconhecimento forem percebidos impedimentos de autenticidade, anseios e sofrimentos, aparecem as necessidades de mudanças.

Em um processo de psicoterapia, normalmente, as mudanças vão acontecendo aos poucos, nas pequeníssimas questões que vão dando espaço a outras possibilidades no pensar, sentir e se experimentar. Quanto mais  nos “aproximamos” de nós e experimentamos esta aproximação, mais nos ousamos a fazer pequenas mudanças. E vale a pena!

Mas para muitas pessoas fazer mudanças é algo complicado, além disso ainda temos as questões que não podemos mudar. Aquelas questões tão profundas das fases iniciais da vida ou vividas com tamanha intensidade que resistem ao desejo de transformar. Para estas a proposta é aprender a lidar com elas. E então reafirmo que a melhor forma é se conhecer e aprender a manejar criativamente o que teima em estar presente.

Quando nos conhecemos, aprendemos a identificar estímulos externos que desencadeiam desequilíbrios, leituras errôneas das situações e repetições indesejadas. Complicado? É, ao descrever aqui parece, mas na troca terapêutica, falando sobre acontecimentos do dia a dia, fica bem mais fácil.

Então quando mudar é necessário precisamos achar as formas para isso. E é ao que me dedico, apostando no acionamento do grande “super-herói” presente em todos nós, o potencial criativo que cada pessoa tem.

Em Gestalt-terapia, criatividade e saúde são funções que andam juntas. Criar é algo vital ao ser humano e ser criativo é um modo de ser que lhe é peculiar.  Segundo o renomado estudioso da Gestalt, Joseph Zinker, “O ato criativo é uma necessidade tão básica quanto respirar e fazer amor. Somos impelidos a criar”. 

Deste modo, o que nos impedirá de usufruir das possibilidades de ser criativo? Por que não usamos este recurso que quando crianças era tão natural, tão fácil e nos fazia tão bem? Porque nos tornamos adultos rígidos em demasia, com muitas dificuldades para o novo e para mudanças necessárias.


Estas e outras são respostas que procuro encontrar com as pessoas que acompanho, muito individualmente. Pense nas suas! Talvez o potencial criativo que está em você possa lhe ajudar a equilibrar harmonicamente o seu tanto de dever e de desejo. Assim, quem sabe, você poderá se permitir ousar mais e até achar novos jeitos para a sua vida. 
Claudia Guglieri - Psicóloga -

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