31 de março de 2016

A crise ética que nos atinge



Vivemos um momento de crise. Nossos representantes políticos estão em guerra, nossos administradores perdidos, e o povo? Nós estamos impotentes, por vezes, nos deixando conduzir pela rasa compreensão dos fatos e acuados diante de encaminhamentos que não refletem propostas coerentes para
a solução dos problemas.

Eu sei que não é simples lidar com o medo do descontrole e com faltas de posicionamento de quem “lidera”. Isto, em maior ou menor grau, gera insegurança. Um tipo de insegurança que agrava a crise e faz com que ela se estenda a todas as camadas da sociedade.

Então as perguntas são: com quem contar? Quem poderia contornar o desastre?  Nós! Os nossos gritos, o nosso sim ou não, o nosso comprometimento e responsabilização.

E é possível. Algumas das características da saída da adolescência para entrada na vida adulta é aprender a se responsabilizar, se comprometer, aprender a decidir e agir com coerência e ética. Pois bem, somos uma nação de adolescentes que ainda esperam que os pais os salvem. É hora de fazermos algo e só existe uma cura para o nosso país, a mudança de cultura, a reforma ética.  

Vejo muitas pessoas denominando esta crise como política e econômica mas, está claro que estamos lidando com as consequências de uma crise ética com raízes na nossa estrutura sociocultural.

De onde vem a corrupção? De algum partido político? Não ela é apartidária! Ela vem das pessoas, que estão no poder e fora dele. Está na nossa sociedade. A raiz do problema está nas condutas éticas. Precisamos mudar! Hoje fazendo pressão para uma reforma política, mas pensando seriamente em reformular nossas formas de pensar a vida e educar nossos filhos.  

Como? Nos preocupando em aprofundar a compreensão do que acontece, sendo ativos nas exigências, nas ações éticas e nos responsabilizando pelas falhas éticas que todos cometemos.

Cada um pode fazer um pouco e assim teremos muito. Dentro da minha área penso em estimular a reflexão sobre a ética no dia a dia, as responsabilidades sociais de cada um, sobre o valor do humano, a aceitação das diferenças, ecologia...

Fica o convite para que você faça a sua parte!

10 de março de 2016

Crítica construtiva

Ontem uma mãe me trouxe suas dúvidas a respeito das suas formas de criticar o filho. Foi uma longa conversa. A questão estava centrada na linha tênue que existe em conseguir fazer uma crítica construtiva ou acabar criticando de uma forma que não traga benefícios. 
A noite, voltando para casa, lembrei deste texto publicado em fevereiro de 2015 no site Vida e Psicologia. Estou trazendo na integra.

Criticar faz bem? 


Para conseguirmos responder a pergunta título dessa publicação, precisamos compreender que existem dois tipos de críticas: a crítica construtiva e a crítica manipulativa. A crítica construtiva concentra-se no que a pessoa que está fazendo a crítica está a informar. Nada mais é do que uma opinião sobre determinado conteúdo e não impõe nenhum ponto de vista pessoal. Serve como veículo de informação, acrescendo uma nova possibilidade de pensamento ao sujeito. Já a crítica manipulativa não é normalmente uma reação adequada ao comportamento do outro. Visa atingir o sujeito em sua globalidade e sem uma preocupação real ao conteúdo que estava sendo discutido. A ideia desse tipo de crítica é fazer com que o outro se submeta à perspectiva do indivíduo responsável pela crítica.
Desse modo, fica evidente que a crítica construtiva é favorável, enquanto a manipulativa não é. Mesmo tendo consciência dessa questão, muitas pessoas não sabem como fazerem uma crítica que seja positiva ao outro. Por isso, seguem algumas orientações:
  • O primeiro passo é SEMPRE expressar um ponto positivo a respeito da pessoa tanto no início quanto no final da crítica;
  • Não direcione a crítica à pessoa em sua globalidade (Ex: você é desorganizado). A crítica tem que ser feita a pontos específicos do comportamento do indivíduo;
  • Exponha os seus sentimentos à situação que motivou a crítica;
  • Se expresse de maneira firme, com um tom de voz normal, não de maneira zangada ou alterada;
  • Solicite mudanças concretas no comportamento do sujeito, não dando margem para ele fantasiar o que exatamente você deseja. (Ex: o trabalho que você realizou em trinta minutos poderia ser executado na metade do tempo).
Fazer críticas dessa maneira sempre fará com que as pessoas a seu redor cresçam e se desenvolvam!

https://vidaepsicologia.wordpress.com/tag/critica-construtiva/