4 de fevereiro de 2016

Coco Chanel - acima de tudo inspirando possibilidades

É bom estar de volta à maquininha depois de um tempo de tanta ”falta de tempo”. O fato é que no final 2015 e inicio deste ano passei pelo turbilhão de quem tem um familiar com problemas de saúde. Agora, já com tudo estabilizado e iniciando as férias merecidas, volto a compartilhar com vocês minhas reflexões. Férias são ótimas para dar espaço aqueles temas que estavam guardados para o desfrute.

Eu, nas minhas, adoro colocar em dia os livros não técnicos que vão se acumulando no criado-mudo. Estou lendo “Dormindo com o inimigo – A guerra secreta de Coco Chanel”. De Hal Vauchan, um jornalista americano, correspondente estrangeiro em Paris, que pesquisou a história deste período da vida de Chanel, uma das minhas ilustres modelos na adolescência.

Gabrielle Coco Chanel me inspirou por muito tempo e ainda me inspira, não só por sua genialidade com relação a moda do menos é mais, ela literalmente lançou sementes a libertação feminina inaugurando a moda moderna. Através de suas criações teve coragem de mostrar que as mulheres não precisavam mais se colocar como princesas frágeis e dependentes. Ditou e conquistou seu sucesso na beleza associada a praticidade na indumentária feminina: retirou o espartilho liberando movimentos, usou e deu valor ao uso do cabelo curto e estimulou a roupa despojada e simples, através principalmente do pretinho básico.  Um passo a favor da mulher prática que teria mais com que se preocupar.

Lendo hoje este livro que fala de uma Chanel menos idealizada, desconstruo a heroína as avessas da minha juventude ou ao menos a mulher perfeita. Durante a ocupação alemã a França, na Segunda Guerra Mundial, Chanel é tida como colaboradora da Alemanha Nazista. Teria tido um romance com um agente da Gestapo, Hans Gunther von Dincklage, um homem mais jovem.  Um livro polêmico no que tange o papel de Chanel neste período e muito interessante em seu contexto histórico.

Mas meu maior interesse nesta história está no conteúdo relacional e no fantástico tom humano que chega aos meus olhos.  É fascinante, hoje mais madura, ver algumas das minhas heroínas como Chanel,  Frida Kahlo e até mesmo Simone de Beauvoir, em suas vidas como mulheres que expressaram suas genialidades e amaram, cometendo erros ou não, foram politicamente corretas ou não, mas escolheram e se responsabilizaram por suas escolhas.

Enfim meninas e mulheres leitoras, com as quais tenho tanto conversado sobre suas possibilidades, estas mulheres estão aí e continuam surgindo cada vez mais em diversas esferas da sociedade. Que elas possam continuar nos inspirando a “ser” seja lá o que for, a amar da forma que elegermos e a nos permitir sermos afetadas pela vida.  

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