31 de dezembro de 2016

2017 vem aí! Veja as orientações do I Ching e da Astrologia Chinesa

Hoje estamos nos despedindo de 2016 para dar lugar a 2017! Quem ainda não fez, poderia reservar uns minutos para uma pequena reflexão sobre o ano que está indo. E para aqueles que gostam de se preparar para o que vem aí, deixo dicas e orientações do I Ching e Astrologia chinesa para o ano de 2017.

Primeiro a despedida 2016.

Este foi um ano de Macaco regido pelo elemento Madeira e do Hexagrama 32 – Heng – A perseverança. Uma combinação que nos ofereceu um pouco de equilíbrio ao meio de tanta força do vento e seu consequente tumulto. Um ano de muitas coisas ao mesmo tempo, agitado, no bom e ruim da palavra. Seu yang foi representado pela ventania, que esteve forte agitando a terra, o mar e nossas vontades, desejos, ofertas de opções ... Muito foi explicitado doendo a quem doer e tivemos que nos responsabilizar por isso, aprendendo.

O aprendizado esteve no do limite nas ações, na sábia escolha e na persistência com o escolhido.  Estivemos diante do desafio da escolhas em diversas áreas da vida,  pois não podemos ter tudo ao mesmo tempo. Escolhas excluem e isso nem sempre é fácil, mas para uma vida tranquila precisamos selecionar o que nos faz mais sentido, o que de fato é importante, dar vida a isso e persistir polindo dia a dia. Isto nos foi oferecido em 2016.

Tivemos bastante a aprender e desfrutar. Sempre que elegemos um caminho e nos experimentamos, internalizamos seus ensinamentos nos modificando, tendo assim a colheita da escolha.

A energia de Heng nos ajudou nisso e a perseverança, que dá força as escolhas ainda estará conosco por mais um tempo, como pré-requisito para o próximo passo. Assim é a vida, um passo por vez!


Vamos a 2017... Novas energias!!

Um ano mais fácil vem ai! Mas desafiador em outros aspectos.
Agora teremos o Galo regido pelo Fogo e o Hexagrama Ta Yu – Grandes Posses. O que estes nos reservam?

O galo nos traz a exuberância, o extravagante, o que se destaca por sua postura de força equilibrada pela honestidade, compaixão e coragem. Características que nos serão solicitadas durante o aprendizado do uso da força própria.

Mais um ano Yang forte, mas diferente do anterior, pois a intensidade não será na oferta de muitas coisas e sim na potência de poucas.

O aprendizado estará  na apropriação das próprias forças – apropriação dos poderes pessoais e do uso deste. O equilíbrio vem da solicitação do Hexagrama Ta Yu -  Grandes Posses a grandes homens e mulheres que sabem usufruir, não somente para seu benefício próprio.

Segundo este hexagrama de cinco linhas yangs fortes e uma única linha yin – marcada pela necessidade de humildade e compartilhamento, sucesso terá aquele discípulo que use de sua força individual, de sua alegria, dos seus poderes espirituais, e do seu leque de poderes internos para o bem de todos. “O chefe será assistido por mestres, então desenvolverá suas capacidades e um tanto destinará ao auxílio de seus seguidores, assim terá poderes e triunfará”.

O Galo de Fogo – é forte, um líder pavão e gracioso. Mas desta forma terá seus inúmeros desafios e o maior será se perder na arrogância. Assim tombará.  Devemos estar atentos, vivemos o desafio da ilusão da imagem, do status e das falsas demonstrações de poderes da aparência. Seremos testados pela energia que vem se potencializando a este favor, não é a toa que teremos um ano de Galo.

Mas para enfrentar os desafios temos as orientações, a tomada de consciência, a observação atenta de sí mesmo.  Todo discípulo consciente tem mais chance de ser bem sucedido e você está com tudo isso a seu dispor.

A vida nos oferece muito, devemos saber desfruta-la!


Tenha um ótimo 2017! Aproveite da alegria do galo, do potencial para o belo, desfrute dos seus poderes e forças, acolha, ajude e seja FELIZ!  

20 de dezembro de 2016

Neste Natal de o melhor presente!



!Abrace! Beije! 
!Esteja presente! 
!Aceite as diferenças 
!E desfrute do melhor dos seus!
  
Eu sempre digo: presença verdadeira, aceitação e compartilhar afetivo é um conjuntinho que faz milagres!

A aceitação é o que possibilita uma criança ser criativa, o alimento da autonomia do adolescente e a gratificação de um companheiro.  Balsamo para qualquer relacionamento.

A presença verdadeira dá segurança, qualifica, promove importância ao outro... costuma ser descrita como a  pérola da convivência. 

E estes dois acima, acrescidos de boas trocas afetivas, são a plenitude de uma relação! 

Portanto amigos, presente é bom quem não gosta? Mas presença, carinho e aceitação é o que realmente nos faz felizes!  Mesmo que muitos não tenham isto claro.

8 de dezembro de 2016

Sobre o novo local de atendimento da rua Auxiliadora

Hoje quero compartilhar com vocês a minha alegria e satisfação por estar atendendo na Casa Lella. A poucos dias escrevi aqui algumas linhas contando os motivos da troca de endereço e os encaminhamentos. Agora conto que a experiência está sendo muito boa. Estou feliz e me reencontrando em um tipo de suavidade que estava adormecida pela correria do dia a dia que vinha vivendo e pelo distanciamento da MTC, o que agora me está sendo mais solicitado. 

Para quem ainda não sabe, estou desde o dia 21 de Novembro atendendo em um pequeno oásis de saúde e cultura védica em Porto  A Casa Leela é da amiga e, agora colega, Laura Miguel. Fica na rua Auxiliadora n. 79. 
Telefones: meu consultório (51) 995137052 e geral da casa: (51) 32767046

Neste local muito simpático e acolhedor estou atendendo com Acupuntura (MTC e suas práticas) e com Psicoterapia da Gestalt ( adulto individual, casal e adolescentes). E também continuo a desenvolver os grupos terapêuticos operativos. Para 2017 terei novidades para pré-adolescentes e e adolescentes, além de retomar os grupos operativos – de trabalho pessoal e estudo dos Nove perfis de personalidade da Medicina Tradicional Chinesa aplicada a psicologia.  

Como venho dizendo, a casa conta com psicólogos, terapeutas, médicos e um amplo salão para yoga, além de um pequeno e delicioso bistrô ao lado do jardim.  Vale a pena vir visitar no horário do almoço (das 12hs as 14hs), se informar das atividades e conhecer o local. Mas dê uma ligadinha antes para marcar, pois os pratos são todos feitos certinho para o pequeno número de pessoas que vem desfruta-los. Nas sextas eu almoço as 13hs e posso acompanhar os amigos e mostrar o local. 

Lembro que a minha agenda está a cargo da solícita Mari no telefone:  (51) 995137052. Os Horários disponíveis  são de segunda-feira a quinta-feira das 14hs as 20hs e sexta-feira das 9hs as 15hs. 

5 de dezembro de 2016

A livre e necessária expressão politica de cada um


Ontem sai as ruas para me manifestar contra corrupção em PoA .  Desde adolescente estive  com uma bandeira na mão, gritando pelo povo e agora não posso fazer diferente. Meu grito agora é chega!

Não digo que me senti representada ontem e eu sabia que assim seria, pois os organizadores do evento  me parecem ainda imaturos quanto ao que entendo por  verdadeira democracia, mas assim ainda estão  muitos representantes  do lado oposto,  com o qual já me identifiquei mais.

O fato é que não sou uma entendida de politica, sou só uma cidadã querendo brigar contra a corrupção e a favor da democracia, precisando questionar muitas coisas  e  não podendo se silenciar diante do que não está “engolindo”.  E isto está me  fazendo  gritar e me expressar onde for, independente da bandeira.

Uma pena, mas minha filosofia partidária está abalada. Porem onde houver espaço estarei  me expressando, sem partido. Não ingenuamente, consciente dos panos de fundo, mas com o que agora tenho de definido.

O que estou vendo na politica e nas ações atuais politicas, não me representam. Sei que este momento passa e que algo que me atenda e me toque  deve surgir e  talvez eu possa ajudar a construir este algo. Quem sabe.

Estarei nas ruas sempre que puder,  com a esperança de que esta jovem nação desperte , mas atenta porque  só de esperança não se constrói o que desejamos! 

25 de novembro de 2016

A vida se movimentando - novo local de atendimento

Hoje quero me desculpar pela ausência dos últimos dias e explicar os seus motivos.  É a vida tem suas surpresas e  esta me aprontou uma.

Bem,  tem algo que eu sempre digo: diante de uma situação inesperada o melhor é se adaptar a ela, aprendendo com os imprevistos e  tentando  tirar o melhor possível do que se apresenta. É o que estou fazendo.

A alguns dias  a minha querida colega e parceira de trabalho na Clínica SPA Natural, Dra Carla Finocchiaro, faleceu inesperadamente.  Eu perdi uma amiga e também a parceria de trabalho.    

Num primeiro momento, me  pareceu uma “rasteira”, mas a vida segue e pensei que o melhor seria transformar isso em novas possibilidades de crescimento. Este é normalmente o ajuste criativo que me proponho, para este tipo de situação. Me ajuda bastante! 
 
Então depois de um período curto para me reorganizar internamente, passei a reorganizar  os aspectos profissionais, pois o SPA Natural encerraria  suas atividades.

Foi surpreendente o número de convites  que recebi para novas parcerias. Eu gosto de estar em grupo e os colegas sabem disso.  Agradeço! Estou grata a todos que se ofereceram para me acolher e se juntar a mim em possíveis novas propostas de trabalho conjunto.


Entre eles recebi o convite da  amiga Laura Miguel, proprietária da Casa Leela. Um pequeno oásis de saúde e cultura védica em Porto Alegre, que conta com psicólogos, terapeutas, médicos e um amplo salão para yoga, alem de um pequeno e delicioso bistrô ao lado do jardim. 




Lá estarei recebendo meus pacientes de psicoterapia e acupuntura, além de ampliar os meus trabalhos de grupo e os bate-papos com pais de adolescentes e mulheres. O espaço é belíssimo e propicia.



Espero que o fim de uma jornada muito boa seja o inicio de uma nova tão boa quanto. E que eu possa estar crescendo cada vez mais, para poder  ajudar e apoiar a todos que acompanho.

17 de outubro de 2016

Falando de tolerância - na sexualidade


A estas alturas desta série você já percebeu que ao falarmos em tolerância estamos falando também de aceitação.  Venho dizendo: a aceitação das diferenças é o que nos permite mais facilmente tolerar.

Quando falo em diferenças na sexualidade estou falando em diferença no jeito de se comportar, no que é ou não erótico para cada um, falo de fantasias, das escolhas e de um mundo próprio que envolve as opções sexuais. Tudo muito particular e construído ao longo de experiências únicas, compartilhadas ou não.

O fato é que na esfera sexual os medos são gigantes, as pessoas costumam se sentir especialmente ameaçadas por diferenças sexuais. Isto acontece por estarmos tratando do universo do desejo e este é misterioso para nós. Ninguém sabe muito bem porque deseja algo deste ou daquele jeito, porque se senti assim e, menos ainda, se tem ou não controle sobre isso. O que é complicado para os “controladores de plantão”.

Além disso, para algumas pessoas, trata-se de uma área truncada em suas vidas e de certa forma angustiante, seja por dificuldades em ser espontâneo, por se sentir preso a padrões, por se achar errado, confuso...E, diante disso, pensa que o melhor é evitar e até reagir ao que fica muito fora do padrão escolhido.

Então conviver com o diferente passa a ser desafiador. Quem está seguro das suas escolhas e convicções não teme tanto o que o outro é, mas pode querer se opor a diferença de valores contidos no jeito do outro. As vezes algo no comportamento diferente nos foi afirmado por muito tempo como ruim, feio etc.. e, talvez fosse nos valores de um determinado grupo, mas ainda é? E para você? Por que? Questionar se faz necessário.
   
Se seu companheiro ou sua companheira não é aquele modelo de “recato” esperado ou  ao contrário é “travada/o” em demasia, se tem algum tipo de comportamento que de longe você um dia imaginou em compartilhar e agora resiste mesmo sem saber porque,  se sua filha não está agindo da forma que você idealizou para ela, se seu filho escolheu namorar um menino... Isto tudo pode gerar tremendos desconfortos e reações fortes. Mas você pode escolher encarar o desafio e trabalhar possíveis aceitações, aprendendo inicialmente a permitir-se tolerar para poder experimentar conviver e, quem sabe,  chegar a conclusão que não é tão ruim assim.
   
Portanto fica a dica:

Na busca de uma vida equilibrada e saudável,  facilita reconhecer as suas convicções e o que lhe faz bem. Se isto estiver ok é importante tentar aceitar o que faz bem ao outro, se permitindo observar e se deixar avaliar aos poucos, sem tanto medo.

Se precisar converse com pessoas em busca de clarear o que é necessário e reflita sobre mudanças, sobre o que ainda está válido ou não para você,  seu casamento, sua família e o mundo. Adaptações ao novo sem agressões próprias sempre são possíveis, promovem ressignificações e fazem muito bem.
Claudia Guglieri Psiciloga - 

15 de setembro de 2016

Falando de tolerância – para casais.


Um dos grandes problemas dos casamentos está  na aceitação das diferenças. Aceitar que o outro pense diferente, faça outras escolhas e principalmente haja de forma diferente. Recebo casais que se encontram em conflitos até mesmo para fazer pequenas coisas juntos. Estão esgotados com o que tomam por implicâncias e magoados pelas discussões. Chegam acreditando que já não tem mais coisas em comum e não combinam mais. O que pode ser é um equívoco.

Ao longo da vida a dois as pessoas vão mudando, as necessidades e vontades vão mudando e com isso as expectativas, anseios e exigências. A vida acontece em fases e o casal passa por estas fases. Além disso, todo casal tende a se misturar sem se dar conta. Lá pelas tantas um ou os dois começam a sentir falta do que foi sendo deixado de lado para dar lugar a outras importâncias da ocasião. Mas as ocasiões passam, a fase muda. Neste processo as diferenças começam a emergir, se destacam, algumas vezes lutando para ter vez. E, com clareza ou não do que está acontecendo, a pessoa passa a agir diferente e o outro tende a reagir a isto.

Ao diagnosticar este problema a proposta é destacar as diferenças e trabalhá-las. Clareando os desejos que se manifestam, compreendendo o porquê dos incômodos e encontrando formas de lidar com tudo isso. Neste processo a grande mestre é a tolerância!

Trata-se de um rico e especial trabalho em que o casal pode rever o relacionamento a partir de novas compreensões do outro e de si mesmo. Todo casal pode se reinventar dando espaço aos desejos que reaparecem ou as novidades que vão surgindo.

Como este trabalho é realizado?
Na terapia de casal e em casos que envolvam dificuldades relacionais costumo usar uma técnica que venho desenvolvendo ao longo de 15 anos, um método que une conceitos de filosofia oriental e de Gestalt-terapia.

Trata-se da identificação de  perfis de personalidade (baseados na teoria dos Cinco Elementos da Medicina Chinesa) e do uso de exercícios e fundamentos da Gestalt-terapia. Uma composição que ajuda a entender as individualidades e suas dinâmicas relacionais. 

Com casais primeiro é necessário baixar as guardas, especialmente para o que é visto como “ataque” as diferenças. Algo bem interessante da terapia tem sido mostrar o perfil de personalidade que cada um funciona, as formas que esta pessoa elege para se expressar, o que tende a lhe afetar mais, o que lhe move, suas dificuldades etc... É especialmente positivo acompanhar o quanto cada um vai mudando o olhar sobre os jeitos do outro.

Paralelo a este processo, vou tratando as  dificuldades   que vão   aparecendo quanto as autenticidades que afetam ao outro. Sempre propondo combinações que contemplem as possibilidades de cada um e seus anseios, de forma saudável para o casal.

Para tudo isto, constantemente proponho exercícios que possam identificar os jeitos que cada um lida com as situações,  relacionando as experiências do dia a dia do casal. Esta técnica ajuda a ampliar as percepções e repensar formas de agir, ampliando a tolerância do que antes parecia intolerável.

Bem, aqui temos uma pequena parte do todo da terapia de casal. Cada casal é único e tem suas particularidades e então o trabalho será único. Mas algo é comum a maioria, a necessidade de regatar a tolerância e de equilibra-la.
   
Portanto fica a dica: O que seria dos nossos relacionamentos sem uma boa dose de tolerância? E o que seria da nossa autenticidade sem o equilíbrio dela? 

25 de agosto de 2016

Falando de tolerância – para pais de adolescentes


Até onde devo tolerar determinados comportamentos da minha filha adolescente? Esta foi a pergunta de uma mãe preocupada.

Aprender a tolerar trata-se de um exercício, talvez mais frequente e árduo para pais de adolescentes. A adolescência é a fase da reedição de tudo que não ficou bem resolvido nas fases anteriores. Os problemas enfrentados na infância voltam como uma oportunidade para melhorar. Daí vem a expressão: crise normativa da adolescência.

Então é necessário contextualizar, entender que comportamentos difíceis são estes e porque estão presentes.  Entendendo os porquês fica bem mais fácil tolerar e assim entrar junto no tratamento.

Me agrada traçar  uma estratégia para ajudar os adolescentes que acompanho e quando os pais participam, com o seu tanto de tolerância e aprendizados próprios, funciona muito melhor.

Mas até onde tolerar? Está aí uma boa pergunta que devemos nos fazer.

Vivemos um momento relacional de muita intolerância, mesmo que estejamos sendo chamados a atenção a todo tempo sobre a importância do respeito as diferenças, muitos de nós,  ainda não internalizaram isso como um valor fundamental,  estamos engatinhando,  fazendo ainda  pelo politicamente correto. E tudo bem! Já temos um avanço.

Tolerar a escolha do outro é difícil? Aquele jeito que não é o seu, aquela forma de responder, de reagir, de se afetar, de se emocionar tão distinta. Será que isso pode parecer ameaçador por não ter sido o que se elegeu como valores e crenças importantes? Sim, é mais ou menos por aí.

Mas será que para convivermos com diferenças precisamos abrir mão do que acreditamos? Não claro que não! Na maioria das vezes é possível negociar, achar formas e jeitos de respeito mútuo. Para tolerarmos diferenças precisamos estar certos do que somos, queremos, elegemos ... assim não nos sentimos ameaçados!

Portanto tolerar trata-se de uma arte, em que o equilíbrio entre ceder e aceitar é essencial.  Está é a grande arte dos relacionamentos.

Difícil? Um pouco com alguns grupos, algumas pessoas, em certos cenários em que vivemos. Mas gosto de pensar que é possível e que precisamos fazer a nossa parte para que isso aconteça.

No caso de  pais de adolescentes, vale ser o modelo. Um sábio adulto que exercita tolerância, respeito e a própria autenticidade e, desta forma, ensina a exercitar na prática.

Pensando assim, você pode ter certeza que saberá até onde precisa tolerar e fará bem o seu papel de pai ou mãe, presente e saudável.

10 de agosto de 2016

Hoje lembrei... poema



Hoje lembrei...
Que não deveria importar se sou branco, negro, amarelo ou vermelho.
Mas que sou cidadão, talvez, estagiando de "ser humano" na escola da vida.
...
Hoje lembrei...
Que não há nenhuma religião acima da verdade.
E que o Divino pode se manifestar em diferentes formas.

Hoje lembrei...
Que se pode escutar músicas com o coração.
E que não devo me separar das minhas escolhas.

Hoje lembrei...
Que espiritualidade não é um lugar, ou grupo ou doutrina.
Na verdade, é um estado de consciência.

Hoje lembrei...
Que ninguém compra Discernimento ou Amor.
E que não há progresso consciencial verdadeiro se não houver esforço.

Hoje lembrei...
Que o dia em que nasci não foi feriado na Terra.
E que, é bem provável, que não será no dia em que eu partir. 

Hoje lembrei...
Que tudo aquilo que eu penso e sinto se reflete em mim.
E que minhas energias me revelam por inteiro. Logo, preciso crescer muito, para melhorar.
... 
Hoje lembrei...
Que não sou o centro do universo.
Que Sem Amor, o meu coração fica seco, meus olhos sem brilho.
E que sem uma crença o meu viver perde o sentido.
 ...
Hoje lembrei...
Que ninguém sabe tudo e que conhecimento não é sabedoria.
E que todos nós somos professores e Alunos uns dos outros.
...
Hoje lembrei...
Que viver não é só para comer, beber, dormir, copular, isso é bastante mas,
viver é muito mais, é poder pensar, sentir e viajar, 
E sempre aprender.

Hoje lembrei...
Que de nada vale ganhar o mundo e perder a alma.
E que o mal que me faz mal, não é o mal que me fazem, mas, sim o mal que acalento.
...
Enfim, lembrei que ter Gratidão sonhar e realizar me faz muito bem!


Uma adaptação do poema, Hoje me lembrei... de cunho mais espiritualizado
de autor desconhecido

29 de julho de 2016

E quem não gosta de música?


Eu adoro, para mim trata-se quase de uma companhia. O que mais me encanta na música, perdoem-me os seus artistas, é o seu poder sobre o humor. E não estou falando só do potencial terapêutico, mas de uma grande fonte de prazer e distração.  
Não sou grande entendida do assunto, muitos de nós não somos, mas podemos aprecia-la sentindo e aí está a sua grande riqueza. Cada um com suas preferencias: da sofisticação do Erudito, a liberdade do Jazz, passando pelo tom dramático erotizado do Blues, da arte da Bossa Nova, da fácil MPB até a atual febre do Funk brasileiro, ela sempre nos provoca algo.
Música tem o dom de afetar a quem escuta e terapeuticamente nem se fala. Por estes e outros tantos motivos sou uma defensora da presença dela nas escolas como estudo, em clínicas geriátricas, de reabilitação, hospitais e indico aos pacientes,  para tornar o dia a dia mais “colorido”.
Uma das recorrentes sugestões que faço aos pais é da inclusão desta na educação dos filhos, ou melhor, que esteja presente a partir da gestação. Inúmeras pesquisas destacam seus benefícios na primeira infância, em todas as fases.
Em um seminário sobre música e medicina na Faculdade de Medicina de Harvard, em março de 2015, discutiu-se o quanto fazer música é uma ferramenta de reabilitação notável, uma vez que não só conecta o som com o sistema motor, mas também o une a um estímulo emocional e isso estimula áreas de prazer e recompensa no cérebro.
Outra pesquisa realizada pelo Dr. Nadine Gaab, professor de pediatria na Harvard Medical School e pesquisador-chefe nos laboratórios do Hospital Infantil de Boston em neurociência cognitiva, sugere que os pacientes músicos apresentaram melhor função executiva, memória de trabalho, flexibilidade cognitiva e fluidez verbal do que os não-músicos.
De acordo com Abrams, um dos participantes da pesquisa, infelizmente hoje em dia muitas escolas estão eliminando a música, de seus currículos.  Segundo ele, excluindo a educação musical “nos excluímos de uma parte fundamental de nossa humanidade.”
“As artes não são uma matéria”, disse ele. “Elas são como a comida. São necessárias para o ser humano. São totalmente parte de uma pessoa. Os cuidados com a saúde nos ajudam a permanecer vivos e fisicamente funcionais, mas queremos apenas nos manter vivos e funcionando? Precisamos de experiências significativas. Temos de ver a beleza de entrar em relações uns com os outros. É disso que se trata.”

Leia mais sobre a pesquisa realizada pelo Dr. Nadine Gaab, no link abaixo

12 de julho de 2016

O super-herói das mudanças - A criatividade!

Já a alguns anos venho me dedicado as dificuldades que envolvem mudar. Não fazemos psicoterapia para mudar, antes disso uma boa terapia deve ajudar a reconhecermos reais desejos e jeitos de ser. E, se neste reconhecimento forem percebidos impedimentos de autenticidade, anseios e sofrimentos, aparecem as necessidades de mudanças.

Em um processo de psicoterapia, normalmente, as mudanças vão acontecendo aos poucos, nas pequeníssimas questões que vão dando espaço a outras possibilidades no pensar, sentir e se experimentar. Quanto mais  nos “aproximamos” de nós e experimentamos esta aproximação, mais nos ousamos a fazer pequenas mudanças. E vale a pena!

Mas para muitas pessoas fazer mudanças é algo complicado, além disso ainda temos as questões que não podemos mudar. Aquelas questões tão profundas das fases iniciais da vida ou vividas com tamanha intensidade que resistem ao desejo de transformar. Para estas a proposta é aprender a lidar com elas. E então reafirmo que a melhor forma é se conhecer e aprender a manejar criativamente o que teima em estar presente.

Quando nos conhecemos, aprendemos a identificar estímulos externos que desencadeiam desequilíbrios, leituras errôneas das situações e repetições indesejadas. Complicado? É, ao descrever aqui parece, mas na troca terapêutica, falando sobre acontecimentos do dia a dia, fica bem mais fácil.

Então quando mudar é necessário precisamos achar as formas para isso. E é ao que me dedico, apostando no acionamento do grande “super-herói” presente em todos nós, o potencial criativo que cada pessoa tem.

Em Gestalt-terapia, criatividade e saúde são funções que andam juntas. Criar é algo vital ao ser humano e ser criativo é um modo de ser que lhe é peculiar.  Segundo o renomado estudioso da Gestalt, Joseph Zinker, “O ato criativo é uma necessidade tão básica quanto respirar e fazer amor. Somos impelidos a criar”. 

Deste modo, o que nos impedirá de usufruir das possibilidades de ser criativo? Por que não usamos este recurso que quando crianças era tão natural, tão fácil e nos fazia tão bem? Porque nos tornamos adultos rígidos em demasia, com muitas dificuldades para o novo e para mudanças necessárias.


Estas e outras são respostas que procuro encontrar com as pessoas que acompanho, muito individualmente. Pense nas suas! Talvez o potencial criativo que está em você possa lhe ajudar a equilibrar harmonicamente o seu tanto de dever e de desejo. Assim, quem sabe, você poderá se permitir ousar mais e até achar novos jeitos para a sua vida. 
Claudia Guglieri - Psicóloga -

22 de junho de 2016

As verdadeiras importâncias

Ontem, em três consultas, pude acompanhar e oferecer conforto a pessoas que acabaram de ter perdas repentinas. Perdas de pessoas importantes. Três dolorosas experiências que ressaltavam a fragilidade e instabilidade da vida. Sai pensando o quanto precisamos estar atentos ao que de fato é importante.

Por isso pergunto: quando foi a última vez que você disse ao companheiro/a o quanto o ama? Será que precisa dar tanta importância as chatices dos que convive? Está brigado com quem sempre esteve por perto? Por motivos tão relevantes assim? Quanto tempo faz que não fala com seus pais, amigos queridos ou filhos?

E no seu entorno? Tem sido gentil com o porteiro, caixa do supermercado, secretária? Realmente ouve ao que aquela pessoa lhe fala? Dá bons dias e boas noites a quem cruza? Sorri? Mandou algum abraço, carinha, flor a aquela pessoa que está na lembrança? Não! Então faça, o dia é hoje! O amanhã a Deus pertence...

Um grande ABRAÇO a você! 


17 de junho de 2016

Tem necessidade de agradar a todos?

Existe uma grande diferença entre fazer acordos sociais e apenas tomar atitudes para agradar os outros, a contragosto!

É verdade que, para manter uma boa relação, muitas vezes, precisamos ceder, concordar etc...ser flexível é fundamental, é o pão celestial dos relacionamentos. Mas ceder o tempo todo, a fim de agradar sempre pode ser um grande erro.

Agradar é bom e faz bem, mas todo excesso mostra alguma dificuldade que poderá trazer prejuízos. Se o caso for tentar agradar o tempo todo, esta ação pode ter um custo alto a autenticidade, vontade própria, posicionamentos verdadeiros, 
liberdade de ser quem se é!

Trouxe um texto do colega Bruno Rodrigues, este fala de uma forma simples sobre tema.


Querer agradar a todos não é uma virtude, longe disso, por trás de tal atitude pode existir um sério conflito”.

Antes de qualquer coisa, quero deixar bem claro que este texto se refere aquelas pessoas que buscam o tempo todo AGRADAR os outros, mesmo que para isso se desagradem. Possuem dificuldade de dizer não, rejeitar algo, fazem de tudo pelos outros.

Preciso dizer também que a princípio não existe nenhum problema em querer agradar a quem amamos coisa tão boa fazer um agrado para um filho, para os pais, para um amigo especial, ver o sorriso deles estampado no rosto, ou ainda receber um agrado, quem é que não gosta? O problema está quando a pessoa vive em função de agradar os outros. Uma coisa é agradar alguém se agradando também, outra coisa é agradar só por agradar.

Esta situação é muito comum e talvez todos nós já tenhamos passado alguma vez.

Existe um tipo de personalidade (homens e mulheres) que criaram para si uma forma específica de serem aceitos em grupo e esta forma é agradando a todos. Normalmente se destacam por serem ótimos amigos, anfitriões, funcionário. Se notarmos aparentemente essas pessoas tem prazer em ajudar, em deixar tudo em harmonia, dificilmente suportam ver discórdia, pessoa brigadas ou ressentidas e querem logo ajudar, e se a discórdia estiver envolvendo esta pessoa sai de baixo, ela não irá sossegar enquanto não conseguir pedir desculpas ou convencer a pessoa que ela não teve culpa. Mas cuidado, não fazem isso por bondade, por caridade, mas por terem a necessidade de serem recompensadas, seja através do reconhecimento, ou de um elogio. Prova disso é que se fazem um bem e alguém não agradece, ficam ressentidas por dentro.

O problema é que por trás dessa necessidade de agradar a todos está uma grande necessidade de ser aceito, de ser acolhido. Este tipo de pessoa aprendeu que quando agrada, tem mais chances de ter como recompensa um sorriso, um carinho extra, um elogio. Volto a dizer que não existe problema em agradar, o problema está em ser escravo deste padrão de comportamento. Vamos a um exemplo. Imagina que você odeia comer jiló e em um almoço de família sua sogra faz um belo prato à base de jiló, pergunta se você gosta e para não desapontá-la você diz que sim que adora jiló, pois bem, você come forçado, finge que está gostando e agradou a sogrona. Agora imagina que essa sogra, sabendo do seu gosto vai sempre preparar algo com jiló para você. Almoços e mais almoços por anos a fio com jiló que você odeia, isso tudo por que não conseguiu se impor, colocar seu gosto e dizer, sogra muito obrigado mas eu não gosto de jiló.

Se fosse apenas um simples almoço estaria ainda tudo bem, mas pessoas com este tipo de repertório comportamental costumam repeti-lo na maioria das situações da sua vida. No trabalho vão aceitar fazer coisas que não gostam para o bem da equipe, no sexo vai abrir mão de algum prazer em função do parceiro, com os amigos vai querer ir a lugares que eles escolherem e nunca irá escolher um lugar, por que no fundo para essa pessoa é mais importante que o chefe o aprove, que o parceiro possa gozar, que os amigos estejam felizes com ele, ou seja, essa pessoa deixa de lado suas própria vontades, desejos, gostos, a longo tempo a vida começa a perder a graça e ela não entende o por que. A vontade de sair com os amigos diminui, a paixão pelo trabalho desaparece e fica apenas a obrigação e o prazer do sexo deixa de existir.

Com o passar do tempo essa pessoa começa a ficar sufocada, pois criou por todos os lados um ambiente estranho, repleto de coisas que ela não gosta mas que acredita que gosta. Se conversar com essa pessoa é capaz dela garantir que gosta de tudo o que tem, uma vez que esse conflito é inconsciente.

Se ela quiser mudar esse panorama em primeiro lugar terá que descobrir quais são seus reais prazeres, vontades, gostos. Depois disso começar a entender que também é importante, que é uma pessoa importante, que tem direitos, que merece sorrir, amar, comprar, viajar. E principalmente que pode dizer não, não quero, não gosto, agradeço mas não. E se alguém ficar triste com sua negativa? Paciência, problema dessa pessoa que irá precisar aprender a lidar com o não de alguém.

Detalhe importante, se você se viu nesse texto uma dica, comece fazendo uma lista das coisas que você mais gosta de fazer. Normalmente a pessoa descrita no texto tem grande dificuldade, já que seus gostos se perderem no gosto dos outros, foi a tantos shows pelos outros, viu tantos filmes pelos outros, comeu tantos pratos diferentes para agradar os outros que nem se lembra mais do que lhe apetece.

E se você não se enquadra neste tipo de personalidade mas conhece alguém que se enquadre, não seja direto mas aos poucos vá mostrando para esta pessoa o quanto ela é importante, pergunte o que ela gosta, o que ela quer fazer, se for um caso crítico ela irá responder: “O que você quiser fazer eu faço”,”o que você quiser comer eu como”. Mesmo assim estimule essa pessoa, diga, hoje não, hoje vamos fazer algo que você quer!!!

Quem se sente obrigado a sempre agradar está preso em um conflito delicado mas não percebe. Liberte-se!

Que agradar alguém seja uma opção, uma escolha que possamos ou não ter, e não uma obrigação.






18 de maio de 2016

Diálogos dependem de escuta


Assistir a casais que falam não se escutando e não se entendem é algo comum na terapia de casais, tanto quanto os desencontros de fala registrados pelos meus pacientes jovens e seus pais. É impressionante como os diálogos podem ficar ruins em um relacionamento. Tenho estado atenta a eles e batendo na tecla da importância da escuta.

Os adolescentes se queixam de não serem ouvidos, alegando que muito dos seus distanciamentos acontecem por isto. Dizem: Eu fico quieto, eles pedem pra eu falar, mas seu eu falar eles só brigam e entendem tudo errado.  Então eu não falo. Temos aí algo a dar crédito e investigar.  

Desta forma, passei a fazer isso e trago alguns padrões de comportamentos a serem observados por quem deseja melhorar suas interações relacionais.  Comece prestando atenção  em como a  maior  parte das pessoas que apresentam dificuldade em seus diálogos estão mais determinadas a dar contrapartida do que a ouvir.  

Mas porque isto acontece? Por vários motivos, veja alguns abaixo.

Nos diálogos de casais o mais frequente motivo está na dificuldade de dar espaço as diferenças. Quando isto acontece a escuta se torna defensiva e se aciona uma contraposição que, não raramente, já se automatizou por conta de hábitos já conhecidos. Neste caso as tentativas de defender as próprias opiniões se sobrepõe a escuta.  Disto surgem uma série de problemas que incluem longas discussões, deboches ou até mesmo o calar-se e o resultado pode ser catastrófico.

Já nos diálogos entre pais e filhos o campeão das dificuldades de escuta é a ansiedade por parte dos pais de dar o próprio parecer, palpitar. O propósito é ajudar, corrigindo “erros”, tropeços etc...mas o efeito é contrário, é de desvalidação. Outro problema tão ruim quanto está na tentativa de aliviar a angustia do filho, sem dar tempo para que este efetivamente a expresse. Um tipo de acolhimento que não acolhe, ao contrário costuma gerar sensações de banalização da experiência.

E por fim temos ainda um frequente problema de escuta presente nas em casais, pais e filhos, colegas de trabalho. Isto porque se refere mais a relações de longa data ou de grande intimidade. Trata-se do fenômeno da “escuta contaminada”. Acontece quando o interlocutor julga o que o outro vai dizer antes do termino e se mune de pré-conceitos e razões para reagir ao que pensa que será dito. Um vilão que gera muitos prejuízos.

Bem, aí você já ao que observar em seu próprio comportamento, quem sabe, para refletir em como promover mudanças. Lembre-se que quando um muda o outro tente a mudar também, mas alguém tem que iniciar.

Dialogar se aprende, escutar também e, para isso, é preciso dar tempo a fala e do outro. Uma boa coisa é tentar não adivinhar o que será dito, muito menos tentar prever o que o outro está pensando. Essa previsão não existe, mesmo que você conheça bem seu interlocutor não será ele na integra e sim um pouco de você.

Quem efetivamente escuta tende a conseguir promover diálogos claros e limpos. Quando isso acontece temos pessoas que podem ter efetividade na compreensão, no acolhimento, na troca de opiniões, quem sabe, uma maior flexibilidade com as diferenças. Grandes passos para a construção de interações gratificantes! 

7 de maio de 2016

Sobre ser mãe

Ser  mãe
Antes de ser mãe eu fazia 
e comia os alimentos ainda quentes.

Eu não tinha roupas manchadas. 
Eu tinha calmas conversas ao telefone.

Antes de ser mãe eu dormia o quanto eu queria
e nunca me preocupava 
com a hora de ir para a cama.


Eu não me esquecia
de escovar os cabelos e os dentes. 

Antes de ser mãe eu limpava
minha casa todo dia.


Eu não tropeçava em brinquedos 
nem pensava em canções de ninar.

Antes de ser mãe eu não me preocupava
se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas eram 
coisas em que eu não pensava.

Antes de ser mãe ninguém vomitou nem fez xixi em mim,
nem me beliscou sem nenhum cuidado,
com dedinhos de unhas finas.

Antes de ser mãe eu tinha 
controle sobre a minha mente,
meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos,
eu dormia a noite toda.

Antes de ser mãe eu nunca tive 
que segurar uma criança chorando
para que médicos pudessem 
fazer testes ou aplicar injeções.

Eu nunca chorei olhando 
pequeninos olhos que choravam.

Eu nunca fiquei gloriosamente feliz 
com uma simples risadinha.

Eu nunca fiquei sentada horas
e horas olhando um bebê dormindo.

Antes de ser mãe eu nunca segurei uma criança
só por não querer afastar meu corpo do dela.


Eu nunca senti meu coração se despedaçar
quando não pude estancar uma dor.

Eu nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina 
pudesse mudar tanto a minha vida.

Eu nunca imaginei que pudesse amar alguém tanto assim.


Eu não sabia que 
eu adoraria
ser mãe!











Tradução de "Before I Was Mother"
de Patricia Vaughan