19 de outubro de 2015

Bate-papo de outubro ADIADO para Novembro


Em Dezembro dia 09/12 as 19hs.  Ampliando a  visão  – O feminino e o masculino ao longo da história,  em suas ânsias amorosas e sexuais.
Neste encontro estaremos abordando um pouco da história cultural que nos influencia até hoje nos jeitos, formas e tendências de ver o que é sexo,  amor, prazer.  Falar e, quem sabe rir um pouco, das diferenças “naturais” e culturais entre os homens e as mulheres.  
A ideia é  ampliar a nossa visão:   quando aprendemos a ler estas diferenças nosso olhar se transforma e muitos equívocos podem ser  evitados!

Confira as novas datas
Tema: Sexualidade
Em OutubroAdiado para Dezembro

Em Dezembro– dia 09/12 as 19hs.  Ampliando a  visão da borboleta – O feminino e o masculino ao longo da história,  em suas ânsias amorosas e sexuais.  

Em Janeiro Evento especial –     A borboleta e seus segredos.  Mitos, tabus, verdades e mentiras do corpo,  dos mandos sociais e da vida sexual.
A borboleta  em seu perfil sexual. Quem sou eu em termos de sexo?  E como me reinventar? 

15 de outubro de 2015

Solidariedade dentro e fora de casa

Hoje, ouvindo o noticiário local fiquei alarmada com a gravidade dos efeitos da enchente. Minutos depois via ao vivo o que tinha acontecido com a cidade na noite passada.  Pensei: E as pessoas? O que eu posso fazer? Imediatamente me organizei para levar coisas ao Ginásio Tesourinha. No final do expediente comprar e amanhã antes de iniciar levar. 

Em seguida desliguei o rádio e fiquei pensando em solidariedade. Lembrei de como tinha trabalhado esta questões com uma paciente muito jovem esta semana. Lembrei também do que pensei quando esta me disse que solidadriedade era algo quase que desconhecido para ela... 

Pois bem, agora deixo um texto para que este inspire a todos sobre esta reflexão e, quem sabe, em como levar isso para dentro de casa.   
Abraços! 


SOLIDARIEDADE

O gesto não precisa ser grandioso nem público, não é necessário pertencer a uma ONG ou fazer uma campanha. Sobretudo, convém não aparecer.

O gesto primeiro devia ser natural, e não decorrer de nenhum lema ou imposição, nem convite nem sugestão vinda de fora.

Assim devíamos ser nós habitualmente, e não somos, ou geralmente não somos: cuidar do que está do nosso lado. Cuidar não só na doença ou na pobreza mas no cotidiano, em que tantas vezes falta a delicadeza, a gentileza, a compreensão; esquecidos os pequenos rituais de respeito, de preservação do mistério, e igualmente da superação das barreiras estéreis entre pessoas da mesma casa, da família, das amizades mais próximas.

Dentro de casa, onde tudo deveria começar, onde se deveria fazer todo dia o aprendizado do belo, do generoso, do delicado, do respeitoso, do agradável e do acolhedor, mal passamos, correndo, tangidos pelas obrigações. Tão fácil atualmente desculpar-se com a pressa: o trânsito, o patrão, o banco, a conta, a hora extra... Tudo isso é real, tudo isso acontece e nos enreda e nos paralisa.

Mas, por outro lado, se a gente parasse (mas parar pra pensar pode ser tão ameaçador...) e fizesse um pequeno cálculo, talvez metade ou boa parte desses deveres aparecesse como supérfluo, frívolo, dispensável.

Uma hora a mais em casa não para se trancar no quarto, mas para conviver. Não com obrigação, sermos felizes com hora marcada e prazo pra terminar, mas promover desde sempre a casa como o lugar do diálogo, não do engolir quieto e apressado; o quarto como o lugar do afeto, não do cansaço.
Pois se ainda não começamos a ser solidários dentro de nós mesmos e dentro de nossa casa ou do nosso círculo de amigos, como querer fazer campanhas, como pretender desfraldar bandeiras, como desejar salvar o mundo – se estamos perdidos no nosso cotidiano?

Como dizer a palavra certa se estamos mudos, como escutar se estamos surdos, como abraçar se estamos congelados? Para mim, a solidariedade precisa ser antes de tudo o aprendizado da humanidade pessoal.

Depois de sermos gente, podemos – e devemos – sair dos muros e tentar melhorar o mundo. Que anda tão, e tão precisado. Melhor seria se conseguíssemos.

Lya Luft, São Paulo 2001.