18 de junho de 2015

Reinventando as relações

A partir dos anos 60 muitas das  regras estabelecidas para as mulheres, a milhares de anos, começam a mudar e  homens e mulheres se veem perdidos, em uma avalanche de novidades. As libertadoras mudanças que se iniciavam nestes anos, e ainda engatinham hoje, nos trouxeram muitos ganhos, mas também muita necessidade de adequação. 

Cada vez mais observo o quanto, por conta destas mudanças, muitas pessoas precisam rever suas formas relacionais e seus jeitos de estar amorosamente e sexualmente.
Mudaram as organizações familiares e relacionais. Um bom exemplo disto esta na atual independência da mulher para ter filhos. Isto traz uma grande mudança nos nossos valores.  É compreensível que mulheres e homens estejam perdidos e confusos em seus papeis e desejos.
Tudo está  muito rápido. Muitas vezes estamos desejando algo que faz sentido e parece lógico, mas que ainda não está internalizado e o sentimento não acompanha, dai surgem os conflitos.  
Então me pergunto: como isso tudo influencia as nossas vidas,  nossas relações amorosas, nossos papéis nos casamentos, escolhas profissionais e a nossa vida sexual? Vejo que mais do que nos damos conta.
Ao receber pessoas em crises em suas vidas amorosas e sexuais sugiro olharmos estas mudanças, entendê-las em seu processo sócio-cultural e em como estas afetam a pessoa que está ali, com seus histórico de experiências, crenças, valores.
Os valores sexuais se transformam. As crenças vindas do romantismo, cujo mando era sexo com amor vem se desconstruindo dando espaço para momentos de amor e momentos de sexo separados, mas isso é uma novidade.  São questões relevantes a se discutir, entender e, quem sabe, rever.
Elas estão presentes no tédio que acompanha a vida sexual de muitos casais, mas isso pode ser compreendido e, de um jeito ou de outro driblado. Nem tudo é tão pessoal como parece.  
As pessoas que recebo costumam se surpreender com o poder que as pequenas mudanças no cotidiano tem em suas vidas amorosas e sexuais.
E eu gosto de enfatizar que amor se faz em muitos momentos não só na hora do sexo e quando este está saciado ele nem precisa aparecer no sexo. Interessante, não?
Estas e outras questões são muito relevantes para as novas leituras dos dias de hoje. É bom poder se reinventar usufruindo da conquistada liberdade, mas sem perder o seu equilíbrio e leveza. 

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