18 de maio de 2015

Mantendo os sonhos

Uma pessoa recém separada me dizia: o que mais me dói acho que é a perda do que estávamos construindo juntos.   Neste momento ele  ainda não sabia que esta perda podia  ser trabalhada, pois  era a perda da pessoa com a qual ele havia  compartilhado os sonhos  e não a perda dos seus sonhos.   E isso faz muita diferença.

Em casos como este é importante se dar o tempo do “luto”, se deixar sentir a perda da pessoa e do cenário que havia. Tudo passa!  Algumas pessoas se vão, mas deixam muito na sua passagem e isso ninguém perde.  Os cenários se modicam, mudam, mas muitas coisas podem ter continuidade. Tudo depende de como a pessoa se permite deixar ir e refaz.

É fundamental saber que os sonhos e planos não precisam ser deixados de lado, que eles podem ser adaptados e seguidos sem o outro.


"Entre a Áustria e a Itália, há uma parte dos Alpes chamada Semmering. É uma parte incrivelmente difícil de subir, muito alto das montanhas. Eles construíram um trilho nestes Alpes para ligar Viena e Veneza, mesmo antes de existir um trem que pudesse fazer a viagem. Mas eles construíram porque sabiam que, algum dia, o trem chegaria".
(do filme Sob o Sol da Toscana)


Seguir em frente é o mais importante,  o complemento vai surgindo na construção da estrada...

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