27 de março de 2015

Aprendendo com a solidão

Esta semana acompanhei algumas pessoas que estão no auge do seu resgate pessoal. Após o término de uma relação o movimento mais costumeiro é entender o que passou, se resgatar e aprender com os erros e com a solidão. 

Nestas situações temos a oportunidade de verificar que a solidão pode ser boa e mais, que ficar sozinho não é vergonhoso! Ao contrário, nos dá dignidade. 

Além disso, é através da qualidade da solidão que nos aprontamos para viver relações saudáveis, onde a palavra de ordem possa ser parceria e não complemento de necessidades. 

Quanto mais uma pessoa for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação  afetiva.


Todos nós devíamos ficar sozinhos de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno, se possibilitar ser e entrar em contato com nossos próprios desejos, forças e escolhas.

Na solidão, se pode entender que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro de nós mesmo e não a partir do outro.

E se nos couber novamente uma relação, porque não uma relação nos novos moldes que estão sendo propostos por ai? Relações menos projetivas e idealizadas,  sem tantas críticas ao que o outro é ou não é,  com menos cobranças e controles sobre o que se esperava... E com atenção e respeito ao outro e a si mesmo.

Um apanhado de idéias minhas 
e do texto Sobre estar sozinho de Flávio Gikovate

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