14 de março de 2015

Abrindo os olhos para a vida


São nas experiências que nós nos testamos e confirmamos. Quando uma situação nos toca, seja por ser prazerosa ou por acompanhar algum tipo de validação pessoal, esta faz sentido e nos faz sentir vivos!

Uma paixão pode ser o melhor exemplo disso. Esta, normalmente, é uma situação que nos afeta bastante.   Mas por que? Porque na paixão ou em um romance nós nos permitimos sentir com mais facilidade, muito por achar que a outra pessoa, e não nós, é a responsável pelo todo que estamos sentindo.
Vejam como é comum o erro de atribuímos a capacidade de “dar brilho a vida” a outra pessoa, mas esta capacidade nos pertence e não ao outro.


Esta mesma potência está em muitas outras experiências que a vida nos oferece e que nós, muitas vezes, fechamos os olhos para elas. Olhem a foto ao lado, o momento foi clicado por um amigo. Será que foi emocionante? 


No surf, para os amantes da prática, não há nada melhor que uma onda perfeita;  no “lugar” onde a música pode levar aquele que mergulha em sua melodia; no tanto da apreciação da arte, do belo, do poético que está em uma cena qualquer cotidiana;  no estudo de algo novo, que muda os sentidos de um saber;  nas simples pequenas coisas do dia a dia em família, nos sabores, no gozo...



Porem é preciso driblar o medo que nos impede de estarmos disponíveis para viver plenamente. 




Eu tenho feito minhas reflexões a respeito e percebo o quanto todos nós nos deixamos levar por algo que, de alguma forma, nos aprisiona e nos coloca nesta engenhoca mecânica de viver.

O livro Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago nos faz refletir sobre este medo de uma forma muito interessante.

 “O sistema que nos rege reduziu-nos à impotência” e precisamos nos esforçar para tornar a realidade diferente. É muito fácil ser pessimista, “nossa maior cegueira é não sabermos aonde nos levam e não mostrarmos nenhuma curiosidade em saber“, José Saramago.

Muito bom, me fez bastante sentido!


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