31 de dezembro de 2015

Feliz ano novo!

Como é de costume compartilho com vocês o meu jogo do I Ching para o ano de 2016. Com o I Ching podemos interpretar processos pessoais e tendências de fluxos energéticos de aprendizagem que estão presentes em um determinado período e nos beneficiarmos de algumas lições.

Mas antes de falar de 2016 precisamos voltar a 2015 e deixa-lo ir se esgotando. Como acontece em todos os movimentos energéticos, esta energia não se cessa num estalar de “dedos”,  mas gradualmente. Neste ano indo até março.

Pois ainda dá tempo de olhar e refletir. Em 2015 a ordem foi de reforma intima, a partir das pequenas dificuldades enfrentadas o discípulo se reformulou e pode mudar de postura.  Foi um ano de pequenos movimentos, regido pela lentidão da força yin. Na astrologia chinesa a Cabra falou do reconhecimento da responsabilidade sobre os problemas e prejuízos, de humildade, mas isto esteve muito sutil e só o observador atento pode se dar conta  e ai teve sucesso. A temática esteve voltado aos princípios.
 Foi preciso paciência com as paradas e lentidão de movimentos, com a  estagnação. E talvez até março ainda seja assim e ainda se posso tirar lições, portanto esteja atento a atitudes precipitadas! A humildade e o reconhecimento da sua parcela na dificuldades, ainda se pode voltar o olhar mais para sí e menos para o outro.

 E para trocar de ano e de influencias devemos pensar em valorizar as pequenas conquistas de 2015. Nada de muito grandioso foi conquistado e sim de força intima. E o discípulo pode crescer e ficar mais forte com um intimo revisado, sem necessidade de mostrar – sendo humilde.

Para 2016 haverá uma mudança na energia teremos um ano Yang – de força na ação. Teremos muito yang presente, ventos e trovões agitaram os dias de 2016 e a energia do Macaco (horóscopo chinês)  animará esta força e nos dando animação para um ano com muita chance de ser forte, intenso. As lições estarão nas situações mais externas – na observação do meio – e na capacidade de definir caminhos “corretos” e persistir com determinação. O perigo? Se perder no supérfluo.

A imagem do Hexagrama 32 – A perseverança  aconselha o sujeito a ter um fim em vista e a manter-se estável neste fim, podendo mudar de caminhos, mas não de fins. E se as condições externas forem difíceis e surgirem bloqueios é preciso ser forte como o trovão e  persistente como o vento trocando a forma e a conduta, mas mantendo a determinação.      

 O Hexagrama do ano de 2016.


Heng – Perseverança (continuidade)
Indica progresso bem sucedido e nenhum erro (no que ele dá a conhecer). Mas a vantagem virá de ser firme e correto. O movimento em qualquer direção será vantajoso.

Simboliza longa continuidade. São o vento e o trovão em mutua e firme comunicação; a força motriz e a docilidade na manutenção.

Indica progresso bem sucedido e nenhum erro, mas a vantagem virá de ser firme e correto. Isto afirma que deve haver longa continuidade em seu modo de ação. O sol e a lua realizados em si mesmos. 

As quatro estações, por suas mudanças e transformações, podem perpetuar a criação. Os sábios perseveram em seu modo de ação e tudo sob o firmamento é transformado e aperfeiçoado. O sujeito pode ser considerado perseverante em feitos convenientes como se dedicar a algo, se afastar de algo ou pessoa se aproximar, se inspirar em ações, se colocar em movimentos contínuos para sua existência...

O Horóscopo chinês do Macaco

O Macaco, o animal mais auspicioso do horóscopo chinês. Este ano pertence ao elemento Fogo, portanto, é o ano do Macaco de Fogo. 

O macaco é o nono signo na astrologia chinesa. Está associado a características como ambição, atividade, esperteza, malícia e aventura. Já o Macaco de Fogo soma a estas qualidades charme, agressividade, ímpeto, ambição, autocrítica e facilidade de reconhecer e acatar conselhos e ensinamentos que levarão ao sucesso. 

É um ano que pode trazer muito sucesso para seus empreendimentos e facilidade para resolução de antigos problemas. Mas, cuidado! Se você iniciar um novo projeto este ano, certifique-se de que está se associando aos parceiros corretos. O Macaco é impulsivo e pode se deixar levar pelas aparências. 

No trabalho, desde que você haja com prudência, foco e se cerque das pessoas certas, 2016 é um excelente ano para se conseguir reconhecimento e, consequentemente, ascensão.

Nos relacionamentos, o ano do Macaco de Fogo é um tempo em que os casais costumam questionar suas relações. Os que conseguem superar a crise geralmente tomam o caminho de quebrar a rotina. 

Será também o tempo perfeito para reconsiderar a organização de sua vida social. Tente se desconectar daqueles amigos mais amargos e ciumentos, que costumam te deixar pra baixo. 

2016 pode ser um ano de alegria, basta que você faça os movimentos "certos", com prudência mas com muito otimismo e confiança. E isso o Macaco nos traz de sobra!


24 de dezembro de 2015

Feliz Natal!


Que Papai Noel seja o bom velhinho, o maroto homem, a possível mulher ou o menino que está em você. E que um destes lhe traga consentimentos.... Alegria, presenças, aceitação, carinhos, visão, respeito, uns nãos e uns sins, molecagem e prazeres diversos... tudo isso regado por um bom espumante e doses grandes de paz!

Grande abraço a todos!

6 de dezembro de 2015

Bate-papo com a mulherada – Falando de sexo, amor e relacionamentos!

Dia 09/12/2015. 
Venha participar! 
Encontro aberto ao publico.
Inscreva-se em (51) 33337052


Neste encontro, de continuidade a série  A Borboleta Sai do Casulo, estarei abordando o feminino e o masculino ao longo da história, em suas ânsias amorosas e sexuais.

Jeitos e formas de ver e desfrutar da vida sexual, do amor e do prazer; diferenças que envolvem os homens e as mulheres; as confusões que as mudanças atuais tem promovido em muitas pessoas e em seus relacionamentos.


Quando entendemos um pouco mais das mudanças e das diferenças, o olhar se transforma e muitos equívocos podem ser evitados!




18 de novembro de 2015

O fundamental papel dos pais na psicoterapia com adolescentes

Acompanhar adolescentes é um desafio, por vezes, complexo e trabalhoso no que tange a dedicação, mas encantador no seu desenrolar e nos resultados. Digo isso porque estes jovens costumam chegam ao consultório não querendo saber da terapia, são trazidos por pais ou cuidadores preocupados com o que estão vendo em seus filhos. E, por conta disso, iniciar o tratamento é a primeira barreira a ser vencida, entre tantas várias que vão surgindo ao longo do processo.
Tenho enfrentado, junto com alguns jovens, situações nada agradáveis que, normalmente, são resultantes do que foi se estabelecendo e formando ao longo da história de vida do jovem em sua família, escola e meio.  Fatos difíceis para quem está vivenciando, mas que estão plenamente justificadas em percalços no nascimento, nas relações familiares, no que os pais conseguiram orientar ou viver com seu filho.
Toda terapia tem seu processo, que varia de jovem para jovem e que se assemelha em alguns pontos quando se trata de um grupo tão específico. No caso da adolescência esta deve passar por um tipo de revisão das fases do desenvolvimento infantil com o jovem através de dinâmicas diversas e as vezes com os pais como convidados, para que estes possam se olhar e entender o que também precisam rever. É preciso criatividade e ousadia para isso, mas a técnica da Gestalt ajuda.
O fato é que a adolescência é a fase da revisão de tudo que aconteceu antes, neste momento se reeditam marcas, dificuldades, bloqueios e o que o jovem faz, na grande maioria das vezes é “gritar” por socorro.  E isso é uma das coisas que me encanta no trabalho com adolescentes: eles gritam! Não só verbalmente, mas em ações.  Eles dão demonstrações do que não está bem, pedem socorro esperneando ou se fechando,  “batendo a cabeça” como eu digo ou em aparentemente  “ridículos” ou desastrosos erros. E muitos deles se entocam em seus mundos deprimidos e sem ação, sendo isto também um tipo de ação.
É preciso ler! Olhar para o seu filho e entender o manifesto, mesmo que incômodo para os pais e este é um desafio para quem está junto, seja na família, escola ou terapia.
Vejo muitos dos “meus adolescentes” sofrendo quando chegam ao consultório, mesmo sem dizer. Ofereço presença, compreensão, respeito ao seu jeito de olhar e estar podendo ser. Com o tempo e com confiança o trabalho se inicia. Oriento aos pais a tentar fazer o mesmo, pois este é sempre o melhor caminho. Depois disso é preciso compreender o que está acontecendo e ver se ele consegue perceber isso de alguma forma, um segundo desafio que as vezes leva um tempinho e nem sempre se dá sem um ponto de reviravolta, que aprendi a nominar de ponto de embate terapêutico. Algo que só o tempo acompanhando jovens me mostrou como tão importante e tão difícil de vivenciar para todos os envolvidos.
Demorei a entender o que significava isso quando ouvi a sábia terapeuta gestaltista Jean Clark Juliano defender como o grande ponto do tratamento.  Trata-se de uma “luta” a favor da reorganização, luta que fica mais difícil quando eles se armam de suas forças e tentam ir adiante e os pais, sem se dar conta, por impedimentos diversos não permitem.
Porém existe algo de muita vida no ser humano e este algo briga a favor da saúde do jeito que der para brigar. Sendo assim as vezes vejo alguns jovens fazerem crises de estremecer pais e, com a ajuda deles próprios, quando brigam juntos, o jovem sai da crise e tudo se reformula. Depois disso o tratamento costuma mudar de figura, iniciando um movimento da identidade liberta.
Escrevo estas linhas para os pais que estão no processo e corajosamente se envolveram como companheiros de batalha, entram na briga. Reforço a sua importância, os  parabenizo por sua força e coragem de se rever junto com os filhos e efetivamente ajuda-los a sair do seu “turbilhão”. Vejo alguns jovens melhorando muito por conta da efetiva presença dos pais como parceiros em suas batalhas! 
Na presença verdadeira se pode aprender a andar só, com a certeza e segurança de não estar só em sua "luta" e isto é fundamental para o que se precisa fazer e para o colorido do adulto que vem surgindo.

15 de novembro de 2015

Os perfis de personalidade na Medicina Tradicional Chinesa e a Tensão pré-menstrual como forma de compreensão.


MADEIRA, FOGO, TERRA, METAL e ÁGUA
Estes são os Cinco Movimentos Naturais da Medicina Chinesa, que estão associados a perfis de personalidade. Estudo que desenvolvo a alguns anos e que se tornou uma ferramenta de trabalho -  para que na psicoterapia as pessoas possam se conhecer em seus jeitos de ser, adoecer e estar de bem com a vida. 

Esta série propõe que você descubra o seu perfil e aprenda a lidar com a sua TPM! Hoje estaremos falando da mulher do tipo Madeira e nos próximos vou trazendo os outros perfis. 

Receita mágica para a TPM? Que nada! Sem ilusões meninas, para os orientais, velhos conhecedores das coisas do ser humano,  não existe regra única e nem receita de bolo e sim muita observação e conhecimento de sí.  Cada uma de nós tem seu tipo de movimento natural que contempla, não só o seu ciclo menstrual, como o seu jeito de sentir, se relacionar, se expressar e, também de “adoecer”.


Na TPM – Uma mulher que fica mais irritada e impulsiva, do tipo “ventania”, está no sistema do Fígado/VB; outra mais voraz, comilona e que tende a encher a cabeça de preocupações está no sistema do Baço/Pâncreas/E,  aquela que fica chorosa e sensível pelo menor motivo e sente-se sem ânimo ou até deprimida está no sistema do Rim/B e aquela que fica critica cortante e demasiadamente exigente no sistema do Pulmão/IG. ( mas este ultimo está menos envolvido com a TPM, portanto menos afetado)

A Mulher Madeira e sua TPM - Quando o vento está batendo forte não tem janela que contenha, ele se impõe, entra e até invade. Desta forma é a mulher MADEIRA com tensão pré-menstrual, não consegue conter seu vento interno.

Na perspectiva chinesa, o vento é uma característica muito positiva das mulheres Madeiras. O Elemento MADEIRA é ascendente, faz crescer, florir, colorir, confere movimento e impulso, sua energia é yang (para o alto). É representado pela primavera com o movimento de brotar e o poder do nascimento. As mulheres representadas por este elemento são rápidas, ágeis, impulsionam pessoas e equipes, lideram e são muito criativas, decididas, espontâneas.... Em desequilíbrio tendem a ter impulsos de raiva, problemas de fígado ou vesícula, tem sensibilidade nos músculos, tendões e olhos e enxaquecas muito fortes. 

Na TPM... Deus do céu.... Sofrem de alterações de humor e a irritabilidade que podem dispar a partir de um pequeno estímulo de descontrole. A ansiedade pela falta de controle das situações  pode consumir com a energia trazendo primeiro irritabilidade e depois até abatimento e apatia - para algumas acompanhadas de uma sensação de depressão. Sem falar nas terríveis dores de cabeça laterais, estimuladas pelo fígado ou cólicas terríveis.  

Regrinhas básicas para prevenir... No período pré-menstrual coma menos carne e mais verduras e legumes bem clarinhos, nada de pimentas e de chocolates, eles são muito yangs e aumentam a pressão. Chá de cidreira, camomila e artemisa. Cuide do seu fígado sempre. Dormir mocinha – você é do tipo Fígado e este precisa de descanso. Outra: tenha consciência da tendência a irritabilidade e use a regra dos 5 – conte sempre até 5 antes de dizer algo neste período ou exercite a frase: Desculpe-me. E não deixe de falar e expor o que lhe incomoda, porque isso vai sair de qualquer forma e na TPM de um jeito desmedido. Se você é Madeira precisa treinar a melhor forma de comunicar o que sente. 

Para os companheiros. Como lidar com esta ferinha que está dentro e fora?
Para os homens que convivem com elas recomendo a sabedoria da “ARTE DA GUERRA”, perceba o inimigo e faça sem fazer... tente escutar e guardar para conversar depois. Tente entender os acessos de irritabilidade ou “grosseria” eles são quase  involuntárias neste momento. O melhor agora é concordar mesmo sem concordar.
Converse com sua companheira  e combine um sinal que sinalize o excesso, este pode ajuda-la a se retira para se acalmar e logo passa. DISCUTIR neste momento é PIOR, mas o assunto deve voltar após a menstruação chegar, para que não se acumule e volte de um jeito ruim.
E não a deixe com fome ou sono! Isto pode desencadear um problema e tanto... É um exercício de tolerância e tanto!

Tratamento O mais indicado dentro da perspectiva da Medicina Tradicional Chinesa  contempla uma avaliação geral do tipo de perfil e desequilíbrio do seu sistema. Depois disso, na maioria das vezes, recomendo auriculo-terapia e ajuste alimentar, conforme a natureza dos alimentos. Se necessário acupuntura e algumas boas conversas para colocar as “coisas no lugar” e aprender a lidar com a impulsividade e forma de comunicar o que deve ser comunicado, mas sem descontrole.

É isso aí... Na próxima terça-feira teremos a TPM da mulher TERRA e seu perfil de personalidade. Acompanhe!

9 de novembro de 2015

O tédio sexual nos casamentos


Tenho me dedicado a entender o tédio que acompanha a vida sexual de casais de longa data, um vilão que faz com que muitas pessoas se sintam desmotivadas com seus casamentos. Meu interesse foi crescendo na medida que aumenta o número de pessoas procurando soluções para suas frustrações na vida sexual e sofrem com tristeza a falta de satisfação de viver com quem já foram tão satisfeitos.
   
Muitos chegam esgotados com a situação e as ideias para solucionar o problema passam pela separação ou busca de mais motivação e brilho em suas próprias vidas fora do casamento, a partir de relacionamentos extra-conjugais. Vejo nisso alguns equívocos, muita confusão e um tanto de consequências que necessariamente não tem sido positivas.

É verdade que nestes temos aqueles casais que o casamento acabou mesmo, cada caso é único e particular. Por isso o meu primeiro olhar volta-se para os reais motivos da falta de sexo e de animo em compartilhar a vida. As causas podem estar escondidas em inúmeras outras razões que não estão relacionadas a não gostar e não ter prazer com o parceiro, mas atingem o sexo e a boa vida a dois.
   
Sou psicóloga, mas também uma investigadora dos pequenos e grandes movimentos que atingem a vida das pessoas.  Gosto de pensar e estimular a busca de soluções criativas saudáveis para aqueles que acompanho e para isso é preciso entender o que acontece.  Ando conversado com a mulherada e com alguns corajosos homens, que falam de sexo, sempre em busca de depoimentos que me levem a estudos mais profundos sobre este comportamento que também é social.
   
O que tenho constatado em muitas mulheres é que elas tem pensado em buscar uma solução para o tédio dos seus casamentos a partir de um caso extra conjugal e cada vez mais.  Algumas relatam que já tentaram de tudo em casa, mas não tiveram sucesso e que não sabem o que fazer com o problema do distanciamento sexual e até afetivo.

Muitas destas pensam que seus companheiros já o fazem, pois é sabido que os homens, ao longo da nossa história, solucionavam o tédio sexual do casamento buscando sexo fora. Portanto elas querem fazer o mesmo, mas esta é uma novidade para as mulheres que atualmente se sentem mais autorizadas a prática, mas perdidas na vontade e na forma de fazer.
   
Mesmo com todas as conquistas que as mulheres tem conseguido em relação a igualdade de escolhas, direitos etc., é inegável que existem diferenças significativas no jeito de se relacionar de homens e mulheres. Estas sem dúvida se justificam quando olhamos para as nossas influencias culturais, especialmente do romantismo. Homens e mulheres ainda, digo ainda porque não sabemos o que vem das novas gerações, são diferentes em seus jeitos de fazer escolhas sexuais e relacionais.
   
Desta forma “trair” é algo muito diferente para ambos os sexos. Homens normalmente buscam sexo casual e o mais distanciado possível afetivamente; mulheres buscam casos que contemplem algo que falta além de sexo, algo que entendem que deva acompanhar o sexo. Para umas um tipo de encantamento perdido, para outras o que lhes façam sentir, desejadas, importantes, valorizadas ou a própria afetividade perdida “fora da cama”.
    
Portanto buscar saciar a vida sexual fora do relacionamento pode ser uma armadilha para algumas desavisadas que optam por “trair”, elegendo alguém que contemple suas faltas que não necessariamente são só sexuais. Há um grande risco de se envolver em uma enrascada, que por vezes acaba em término do casamento e, não necessariamente em uma nova relação. Gerando mais frustração.

Já os homens que tenho conversado me parecem muito preocupados em perder suas companheiras por não saber o que fazer com o tédio sexual que abate o casal. Pois suas companheiras não são as de antigamente e se queixam, brigam e querem mais. O fato é que quando estes se sentem ameaçados pela perda vão em busca de soluções, mas só quando o esgotamento já é imenso ou quando algo “grave” já aconteceu e aí é um pouco mais difícil de ajudar. Os homens parecem lidar melhor com a falta de sexo com suas esposas, mas andam perdidos tanto quanto elas e tendem a negar o problema.
Portanto buscar sexo fora de casa não soluciona o tédio sexual de um casal? Pode solucionar o tédio sexual de quem faz, por quanto tempo depende da forma que faz como, porem pode ser um risco para a relação.  Mas isto é muito particular.

O fato é que as pessoas querem satisfação, querem estar contempladas sexualmente e estão certas! As mulheres tem gritado o problema e estão certas. Então o que fazer com a falta de ânimo com o companheiro/a? Sendo este companheiro alguém que vale apena investir e seguir junto. 
Reforço, cada casal tem suas particularidades e dificuldades, mas tem solução para aqueles que percebem que vale a pena investir na relação e não querem arriscar a perder o todo restante de bom que tem com seus companheiros.

Tenho discutido bastante em meus bate-papos e na terapia individual e de casal com os que me procuram. Sugiro olhar os seguintes temas abaixo. Estes fazem parte das confusões comuns a muitos e acabam interferindo na manutenção do prazer a dois ao longo do tempo.

Fazer amor é diferente de fazer sexo! Amor se faz em qualquer momento: vendo um filme juntos, em saídas do casal, em cuidar um do outro, dar carinho, respeitar, ouvir, ser atencioso, etc., e alimenta a importância do outro, a afetividade. Se isto é feito fora da cama não precisa ser feito na “cama” e se pode fazer sexo.  Sexo é desfrute dos corpos, excitação e estímulo de prazer nos corpos, na ideia e na fantasia erótica, é brincar, se soltar e permitir sentir, é gozo individual ou a dois, que para muitos depende de se sentir bem com a pessoa, portanto amado. Entendem a diferença? E onde quero chegar?  Isto é mais fundamental do que possa parecer.

Outra questão fundamental para os casais de longa data é diferenciar desejo e excitação.  Desejo costuma acompanhar novidade, falta,  consumo até e é basicamente visual. Você deseja o que não tem, algo que quer ter e quando se tem este desejo tende a  desaparecer, por estar saciado ou diminuir muito. Por isso manter o desejo ardente em uma relação de longa data é algo quase impossível. Manter o desejo acesso já é difícil, quando o morar junto traz uma série de atravessamentos da convivência e rotina. Portanto aconselho aos casais a trocarem o foco. Pulemos para a valiosa excitação, esta é muito mais fácil de conseguir e tem um efeito tão poderoso quanto ao do desejo. A excitação é basicamente tátil e por isso muito estimulada no toque físico, para algumas pessoas na fala, no cheiro, nos sons. Cada pessoa tem seu estímulo de excitação e seu jeito de querer ser excitado que pode ser explorado criativamente. Pule o desejo e descubra o quanto tudo pode começar se permitindo excitar e ser excitado. Desta forma um casal pode ir longe.
   

Portanto quando se fala de sexo na vida a dois é preciso estar sempre descobrindo, outras formas, outras possibilidades, mesmo que sejam os mesmos atores. As pessoas mudam, mas se o saldo for positivo vale a pena tentar limpar a sujeira que o tédio trouxe e as mágoas provocadas. 

19 de outubro de 2015

Bate-papo de outubro ADIADO para Novembro


Em Dezembro dia 09/12 as 19hs.  Ampliando a  visão  – O feminino e o masculino ao longo da história,  em suas ânsias amorosas e sexuais.
Neste encontro estaremos abordando um pouco da história cultural que nos influencia até hoje nos jeitos, formas e tendências de ver o que é sexo,  amor, prazer.  Falar e, quem sabe rir um pouco, das diferenças “naturais” e culturais entre os homens e as mulheres.  
A ideia é  ampliar a nossa visão:   quando aprendemos a ler estas diferenças nosso olhar se transforma e muitos equívocos podem ser  evitados!

Confira as novas datas
Tema: Sexualidade
Em OutubroAdiado para Dezembro

Em Dezembro– dia 09/12 as 19hs.  Ampliando a  visão da borboleta – O feminino e o masculino ao longo da história,  em suas ânsias amorosas e sexuais.  

Em Janeiro Evento especial –     A borboleta e seus segredos.  Mitos, tabus, verdades e mentiras do corpo,  dos mandos sociais e da vida sexual.
A borboleta  em seu perfil sexual. Quem sou eu em termos de sexo?  E como me reinventar? 

15 de outubro de 2015

Solidariedade dentro e fora de casa

Hoje, ouvindo o noticiário local fiquei alarmada com a gravidade dos efeitos da enchente. Minutos depois via ao vivo o que tinha acontecido com a cidade na noite passada.  Pensei: E as pessoas? O que eu posso fazer? Imediatamente me organizei para levar coisas ao Ginásio Tesourinha. No final do expediente comprar e amanhã antes de iniciar levar. 

Em seguida desliguei o rádio e fiquei pensando em solidariedade. Lembrei de como tinha trabalhado esta questões com uma paciente muito jovem esta semana. Lembrei também do que pensei quando esta me disse que solidadriedade era algo quase que desconhecido para ela... 

Pois bem, agora deixo um texto para que este inspire a todos sobre esta reflexão e, quem sabe, em como levar isso para dentro de casa.   
Abraços! 


SOLIDARIEDADE

O gesto não precisa ser grandioso nem público, não é necessário pertencer a uma ONG ou fazer uma campanha. Sobretudo, convém não aparecer.

O gesto primeiro devia ser natural, e não decorrer de nenhum lema ou imposição, nem convite nem sugestão vinda de fora.

Assim devíamos ser nós habitualmente, e não somos, ou geralmente não somos: cuidar do que está do nosso lado. Cuidar não só na doença ou na pobreza mas no cotidiano, em que tantas vezes falta a delicadeza, a gentileza, a compreensão; esquecidos os pequenos rituais de respeito, de preservação do mistério, e igualmente da superação das barreiras estéreis entre pessoas da mesma casa, da família, das amizades mais próximas.

Dentro de casa, onde tudo deveria começar, onde se deveria fazer todo dia o aprendizado do belo, do generoso, do delicado, do respeitoso, do agradável e do acolhedor, mal passamos, correndo, tangidos pelas obrigações. Tão fácil atualmente desculpar-se com a pressa: o trânsito, o patrão, o banco, a conta, a hora extra... Tudo isso é real, tudo isso acontece e nos enreda e nos paralisa.

Mas, por outro lado, se a gente parasse (mas parar pra pensar pode ser tão ameaçador...) e fizesse um pequeno cálculo, talvez metade ou boa parte desses deveres aparecesse como supérfluo, frívolo, dispensável.

Uma hora a mais em casa não para se trancar no quarto, mas para conviver. Não com obrigação, sermos felizes com hora marcada e prazo pra terminar, mas promover desde sempre a casa como o lugar do diálogo, não do engolir quieto e apressado; o quarto como o lugar do afeto, não do cansaço.
Pois se ainda não começamos a ser solidários dentro de nós mesmos e dentro de nossa casa ou do nosso círculo de amigos, como querer fazer campanhas, como pretender desfraldar bandeiras, como desejar salvar o mundo – se estamos perdidos no nosso cotidiano?

Como dizer a palavra certa se estamos mudos, como escutar se estamos surdos, como abraçar se estamos congelados? Para mim, a solidariedade precisa ser antes de tudo o aprendizado da humanidade pessoal.

Depois de sermos gente, podemos – e devemos – sair dos muros e tentar melhorar o mundo. Que anda tão, e tão precisado. Melhor seria se conseguíssemos.

Lya Luft, São Paulo 2001.

25 de setembro de 2015

Próximo Bate-papo Sexualidade

Série “A Borboleta Sai do Casulo”.
Em Outubro – dia 21 as 19hs.   Ampliando a  visão  – O feminino e o masculino ao longo da história,  em suas ânsias amorosas e sexuais.

Neste encontro estaremos abordando um pouco da história cultural que nos influencia até hoje nos jeitos, formas e tendências de ver o que é sexo,  amor, prazer.  Falar e, quem sabe rir um pouco, das diferenças “naturais” e culturais entre os homens e as mulheres.  
A ideia é  ampliar a visão das participantes:   quando aprendemos a ler estas diferenças nosso olhar se transforma e muitos equívocos podem ser  evitados!
Inscreva-se já! Evento aberto ao publico, sem custo.

Telefone: (51) 33337052
Com a Psicóloga Claudia Guglieri e a Dra. Carla Finocchiaro

16 de setembro de 2015

Acupuntura auricular e as emoções na Psicologia

A aurículo-terapia é uma técnica que faz parte do conjunto de técnicas da MTC 
( Medicina Tradicional Chinesa).  Nesta usa-se o pavilhão auricular para efetuar tratamentos terapêuticos, buscando reflexos sobre o sistema nervoso central.
A técnica tem ampla indicação no resgate da saúde e equilíbrio geral do paciente. Porem destacam-se os resultados em desequilíbrios emocionais, em apoio a dietas, estados alérgicos, nas TPMs e estados de estresse.

Em meu consultório sigo as bases da MTC Constitucional no uso da terapia auricular. Este parte do reequilíbrio geral do paciente para tratar os sintomas presentes.

Os casos mais frequentes estão associados a estados de ansiedade, depressão e estresse. Veja um interessante e pequeno resumo de como os desequilíbrios emocionais se relacionam ao nosso físico.
As crises de medo estão associadas a deficiências do sistema do Rim, de tristeza  ao sistema do Pulmão, de ansiedade do Coração,  impulsividade e fúria estão no sistema do Fígado, os pensamento obsessivos ao Baço e assim seguem outros inúmeros exemplos do dialogo físico/emocional que se estendem a nosso sistema hormonal e metabólico.  

Quando estão no grupo acima os agentes desequilibrantes são, na maioria das vezes,  situacionais e vindos de históricos emocionais. A técnica pode ser aplicada com ou sem psicoterapia dependendo da necessidade do paciente e do grau de comprometimento.

Todos nós temos as nossas tendências a desequilíbrios dentro deste esquema acima. Isto está na definição do seu perfil constitucional, mas se manifestará dentro de um conjunto muito particular e complexo. Esta é a base dos meus estudos como psicóloga acupunturista. 

9 de setembro de 2015

Em busca de força


A vida anda tão densa...
Toda esta violência e impotência que nos circula nos contagia e como não?  

Eu que estou aqui, acompanhando a tantos desencantamentos, lástimas e medos por conta do momento que vivemos, fico pensando: mas onde se busca potência em um momento deste? Potência para lidar com o dia a dia, com a crise, com a vida incerta.  

 Então chegou o texto do caríssimo Rafael Trindade, do site Razão Inadequada, e este me fez muito bem, me deu vontades. E você? 


Uma boa pessoa ( a mais bonita da cidade) 

Se você dormiu bem, se você comeu bem“, provavelmente você está preparado. Foi nutrido? Foi amado? Foi encorajado? Faz frio lá fora… não digo que você vai conseguir, mas você bem que poderia tentar. Abra a janela só um pouco, uma fenda já é o bastante. Sabe… às vezes a gente fica com medo, mas vai com medo mesmo e acaba dando certo… a grama ainda está com aquela geada da noite passada, faz quantos graus lá fora? Muito frio, até mesmo os corações congelaram nesta noite que passou. Mas a temperatura baixa deixa o céu mais azul e convidativo, “com uma beleza que caçoa“, sabe?

Você está de pijama e pantufas, mal tomou o café da manhã e a vida já te chamou pelo alto falante: “Vai!“, ela disse. Acabou o tempo de se preparar, acabou, agora é hora de ir despreparado mesmo. Há uma voz que chama, não dá pra saber se ela vem de dentro ou de fora. As janelas se abrem, as paredes racham, tudo está desmoronando, mil brechas; nestes momentos, todas as saídas são de emergência. E o que dizem as vozes? “É a voz do seu amor que chama agora“. Uma puberdade do espírito, um metamorfose da inocência, um engrandecimento da alma, um salto cego, um estremecimento no peito, um grito para o desconhecido. Um desejo de ser mais que um…

Há sempre um medo, uma vontade de voltar, de dormir até mais tarde, de chorar escondido. Há… eu sei…. uma tentação de dizer não. Mas voltar não é um bom caminho, talvez nem seja mais uma opção. Voltar é um jeito torto de seguir adiante. A bolsa se rompeu, você nasceu. O que alguns chamam de castração pode ser chamado de vontade de viver. Sair do colo da mãe, sair do berço, sair do abraço apertado, sair de casa, sair pelos portões afora. Castração ou expansão? Há um pouco de morte superada em cada vida que se fortalece.

Existe, acima de tudo, uma vontade de amar… sim, de crescer para além de qualquer racionalidade. Uma vontade enorme de bons encontros, uma pele que quer encostar na outra. Duas superfícies que se tocam podem se tornar mais profundas que todos os abismos. Você quer andar a pé com uma mochila nas costas (e às vezes olhar para trás, para ver quem ainda está lá), abrir caminhos, encontrar fissuras, não com um marca passos, nem em espaços marcados.


A vida cresce mais com amor que com ódio. A vida vai mais longe com felicidade que com tristeza. E você vai porque ela chama, ela pede apenas um pouco mais de coragem, força, potência. É possível, encontramos tudo isso nos laços que fazemos, mas então é preciso sair de casa e ouvir o barulho lá fora. A vida tem muitas vozes, aos sussurros e gritos, ela vem… e ela passa (mas tudo que é eterno não tem tempo). É preciso fazer da vida um poema, nos misturar tão intimamente ao ponto de nos tornarmos apenas um. Esta é, enfim, a melhor maneira de ser vários.

http://razaoinadequada.com/2015/09/09/uma-boa-pessoa-a-mais-bonita-da-cidade/

3 de setembro de 2015

Segundo bate-papo sobre sexualidade


Eu e a minha colega Ortomolecular, Dra. Carla Finocchiaro, convidamos nossas pacientes, amigas e a  comunidade feminina em geral para participar do nosso segundo encontro sobre sexualidade feminina.  

Dia 16/09 as 19hs no SPA Natural. 
Rua: Florêncio Ygartua 422. Moinhos de Vento. PoA. 

"A borboleta nas fases da vida sexual" 
Driblando hormônios e ajustando jeitos de ser.

O primeiro encontro foi um sucesso, as participantes tiveram a oportunidade de entender melhor das questões que envolvem seu potencial de desfrute ou não quanto a sua vida sexual atual. Falamos da variedade de questões que influenciam a sexualidade: do temperamento e perfil sexual mais natural até as construções possíveis e interferências do percurso individual de  todas nós. Foi um bate-papo tranquilo e divertido.
Neste segundo encontro estaremos abordando as questões químicas, hormonais e sua relação com os perfis sexuais que vamos organizando para a nossa vida. Trataremos das questões do corpo e do psiquismos usando os saberes da Medina Ortomolecular e da Medicina Tradicional Chinesa. A proposta é conseguir fazer “leituras” do próprio percurso sexual, suas escolhas, possibilidades e impossibilidades sexuais.

Venha papear conosco, se reconhecer e quem sabe se reinventar!
Encontro aberto ao publico. Inscrições: (51) 33337052


30 de agosto de 2015

Um pouco de delicadeza



"Um encontro pouco comum, entre o amor e a ternura, não tinha outra coisa. Tinha nome de flor e vivia entre as palavras. Adjetivos rebuscados, verbos que cresciam como a grama, alguns ficavam. Entrou suavemente desde o córtex até o meu coração.

Nas histórias de amor há mais que amor. Às vezes não há nenhum 'eu te amo', mas se amam.
Um encontro pouco comum. Eu a conheci por acaso no parque. Ela não ocupava muito espaço, era do tamanho de uma pomba com as suas penas. Envolta em palavras, em nomes, como o meu. Ela me deu um livro, e outro, e as páginas se iluminaram. Não morra agora, há tempo, espere. Não é a hora, florzinha. Me dê um pouco mais de você. Me dê um pouco mais de sua vida. Espere.
Nas histórias de amor há mais que amor. Às vezes não há nenhum 'eu te amo', mas se amam."



Estas são as palavras são do final do filme "Minhas tardes com Margueritte" de Jean Becker.
Um filme sobre pessoas comuns, coisas do cotidiano. Uma história sobre o encontro inesperado de Germain (Gérard Depardieu), um homem aparentemente rude, solitário e iletrado e uma senhora de 95 anos, Margueritte, (Gisèle Casadesu) que vive numa casa de idosos e que é encantada pela experiência da vida e, sobretudo, pela literatura.

Muito bonito! De uma sensibilidade e delicadeza encantadora. 



24 de agosto de 2015

As crises positivas da adolescência

Para muitos pais a adolescência é uma fase difícil de lidar com os filhos. Uma etapa da vida que os jovens  parecem não ouvir mais seus pais e também criticam tudo o que eles dizem. Um contraste com o que se vinha vivendo até então. E muitos se sentem perdidos quanto a como agir. O fato é que quanto mais compreendemos o processo mais podemos lidar de forma adequada com as mudanças, exigências, distanciamentos,  dificuldades de comunicação e demais questões da fase. 

Em meu trabalho com os jovens vejo constantemente o quanto eles podem ser difíceis de lidar  e também o quanto precisam de apoio, compreensão e contenção para chegar as suas resoluções. Percebo que pais bem informados conseguem passar pela adolescência de seus filhos de forma mais tranquila e aprendem, durante o processo, um jeito de equilibrar o seu papel de acolhedor e educador sem tanto desgaste para a relação. 

Entendendo um pouco mais
Esta fase é marcada por muitas resoluções que definirão a identidade.  Este é o principal desafio da fase. Neste processo existem uma serie de questões que aparecerão para todo o jovem, estas serão as resoluções básicas.  Mas o "colorido" de cada jovem, isto é a suas particularidades,  será definido pelas suas próprias resoluções quanto a sua afetividade, segurança, confiança, autonomia, potencial criativo, curiosidade, produtividade, intelectualidade, questões relacionais, sexualidade ... Questões que estão ligadas as suas experiencias anteriores mais as suas experiencias atuais e ajustes próprios.

Caso algo não tenha ficado bem nas etapas anteriores, agora voltará e será revisto e é isto que determina o que conhecemos por "crise" da adolescência. Cada um com a sua. Mas ai está uma nova possibilidade de se ajustar as necessidades que a vida vai nos propondo. Algo muito positivo, mas trabalhoso.  

Para alguns pais pode ser um alívio entender que estas resoluções, neste momento, pedem internamente, um nível de distanciamento e de crítica aos pais e, mais alívio ainda, saber que muitos comportamentos são tidos como “normais” e fundamentais.


É bom saber que 
A lógica interna agora é de que os pais precisam ser relativamente “abandonados” e isso não é fácil, nem para eles nem para os pais. Para eles só tem um jeito (inconsciente é claro) “rejeita-los” em maior ou menor grau, para os pais resta entender e fazer o seu melhor possível.

Dica
Esteja atento ao seu filho, procure se informar sobre as características da adolescência para lidar melhor com o que vai aparecendo. Se ele estiver com muitas dificuldades procure um profissional que possa ajuda-lo a dialogar com alguém neutro, apoia-lo e informa-lo, sem que ele entenda que isto seja para coloca-lo nas rédeas. Eu mesma estou retomando um grupo de bate-papo com os jovens que precisam de um espaço para compartilhar suas questões com iguais. Logo estarei divulgando, enquanto isso disponibilizo minha ajuda no consultório. 

A baixo deixo um convite para um trabalho bem bom da estudiosa  Evânia Reichert. Eu estarei lá como ouvinte.   

 Para pais, educadores, terapeutas e interessados no tema
Coordenação Evânia Reichert
Dia 31 de agosto, das 19h às 22h30 em Porto Alegre 
Inscrições até o dia 19/08 têm 10% de desconto

ADOLESCÊNCIA
Uma oportunidade de integrar pendências da infância
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Em um curso/seminário de três horas e meia, vamos adentrar nas etapas da crise da adolescência e no processo de resolução da identidade que marca essa idade. Com o fim da infância, irrompem os temas pendentes que necessitam ser integrados para a entrada no mundo adulto.
A adolescência é um momento crucial de resolução da nossa identidade. "Quem sou eu, o que quero fazer e viver?" são as perguntas centrais que marcam essa idade. É um momento decisivo para o adolescente e geralmente difícil para a relação pais e filhos, professores e alunos, mas também uma grande oportunidade de crescimento pessoal de adultos e adolescentes. O modo como os pais lidam com essas questões pode afetar, tanto positiva quanto negativamente o processo de resolução da identidade, crucial a quem está adolescendo.


Informações e inscrições com Joana Izabel: info.cursos@valedoser.com.br


20 de agosto de 2015

Primeiro bate-papo sobre sexualidade


Foi um evento e tanto! Eu e a Dra Carla Silveira Finocchiaro agradecemos as participantes que trocaram ideias e experiências, contribuindo muito. O inicio de um processo de revisão, atualização e reconhecimento do feminino e da vida sexual de todas.


Não perca os próximos! Inscrições no telefone (51) 33337052



16 de agosto de 2015

Claudia Guglieri no Jornal do Almoço

Para as que andam descuidadas com a sua imagem

Sim! Mulheres mais velhas, donas de casa super ocupadas, empresárias de tempo cheio, trabalhadoras incansáveis... todas podem e devem encontrar formas de se sentir bonitas. A vaidade, em sua dosagem certa, só faz bem!  


Jornal do Almoço


9 de agosto de 2015

Aos pais que ensinam sendo

Ninguém melhor do que um pai para mostrar que homens podem ser carinhosos e firmes; ninguém melhor do que um pai para ensinar que todos podem falar e também escutar; ninguém melhor para demonstrar a capacidade masculina de receber e dar atenção; ninguém melhor do que um pai que cuida, ensinando a cuidar; ninguém melhor para mostrar que as pessoas não são perfeitas e erram e, por isso, se desculpam; ninguém melhor para falar da importância do respeito ao outro, pedindo e também demonstrando respeito; ninguém melhor do que um pai para dar o exemplo de "pessoa", aceitando um filho que escolhe ser diferente dele e o assim também o ensina...

Feliz dia dos pais a todos os pais que dão o seu melhor! 

3 de agosto de 2015

Envelhecer sem ficar velho


Cada vez mais nós estamos atentos ao nosso  envelhecimento, estamos percebendo que podemos ficar  velhos sem o "ranço" que é imposto a idade. Eu gosto de brincar dizendo: meninas e meninos o jeito é envelhecer sem ficar velho.  Para mim ficar velho é se entregar a idade,  deixar de estar de bem com o  corpo, com o que faz, com seus sonhos, conquistas, aprendizados...

É verdade que cada um de nós sabe da pedra que lhe aperta o sapato, ou melhor, da ruga que lhe incomoda, do cansaço que lhe acompanha ou do medo e vergonha de ousar,  que lhe limita. O importante é nos darmos conta do que estamos passando e tentar sempre melhorar.

Por isso deixo abaixo  cinco pontos importantes a observarmos,  pense nisso.  A ideia é despertar o olhar para a sua vida e, quem sabe,  ajuda-lo  a se manter de bem com a  idade,  com qualidade e alegria. 
   
Ponto 1 : Você sabe o que lhe mantem vivo?  O que lhe dá brilho no olho?  Se você deixou isso de lado por algum motivo retome, mesmo que digam que não combina com pessoas mais velhas  A questão é se encher  de coragem e mãos a obra. Sem essa de velho não pode estudar, não pode namorar, transar, dançar, usar cabelos compridos... Se você se encanta com algo vá adiante!

Ponto 2 :  Como anda a sua saúde? A sua alimentação e atividade física terão grandes  pesos para a sua qualidade de vida. O fato é que com a idade o metabolismo baixa e é preciso diminuir a alimentação e aumentar os exercícios, assim grande parte do conjunto se equilibra.  Força aí, vale a pena!

Ponto 3 : Sexualidade, como está a sua? Sedução, esta ainda existe? Pois bem,  mulheres e homens  gostam de se sentir sedutores e desejar é tudo de bom.    E  quem não se sente contemplado com uma boa relação sexual, sem grandes idealizações é claro pois já não temos 30 ou 40 anos. Fazer amor, desfrutar dos prazeres do corpo ou simplesmente brincar de sedução, tudo vale para despertar o seu ser sexual... E por que não? Pense nisso e para as meninas com dificuldade de se ver como uma mulher que ainda pode viver a sua sexualidade, fica o convite para os meus bate-papos abertos.  Abaixo mais informações.

Ponto 4 : Você sabia que a medicina e as técnicas alternativas evoluíram muito na área de tratamento da menopausa, TPM e disfunções  hormonais diversas e sexuais. Hoje você tem disponível uma série de recursos que podem lhe ajudar a resgatar o seu estado químico e lhe permitir uma vida mais motivada, sem tantos sintomas desagradáveis e com bastante possibilidades de desfrute. E atenção as "encucações"  são um entrave!   Informe-se!  Um bom recurso é  a medicina ortomolecular,  esta pode avaliar o que lhe está faltando ou em excesso e lhe dar uma maior qualidade de vida.

Ponto 5 : Tente levar a vida com mais leveza e se aceite, aceite o que lhe cai nas mãos, mas sem ser passivo de mais. Permita-se  estar bem nos seus relacionamentos.  E já que os filhos já estão crescidos volte-se para sí e para o companheiro/a.  Pequenas atenções e mudanças podem fazer milagres quando falamos da vida a dois ou de qualidade na vida de solteiro.  Observe-se  e se precisar de uma ajudinha é só me procura que eu dou alguns empurrões.

É isto ai não tem receita de bolo, cada um é um. Olhe para você,  perceba como estão as suas coisas e não tenha medo de refletir e mudar.  Para mudar não tem idade!


Informações sobre o Ciclo de Palestra e Bate- papos sobre sexualidade feminina,    
Reinvenção Da Mulher: A Borboleta Sai Do Casulo
No telefone (51) 33337052. 
Os encontros são mensais e não tem custo.