26 de abril de 2014

Fronteiras Do Pensamento 2014

Já estão a venda os ingressos para o ciclo de conferencias do Fronteiras Do Pensamento deste ano.

Ideias para RE inventar Ciclo de Conferências debates os desafios éticos, econômicos, filosóficos e criativos do mundo contemporâneo.



Está me parecendo muito interessante! Estarei lá.
Trouxe um trecho do texto A ciência pode ser pop, está na revista Fronteiras Do Pensamento da Zero Hora deste sábado.

...O desafio deste ano é aproximar um público curioso, mas não acadêmico e científico, de temas que articulam o altamente sofisticado de pesquisas em laboratórios de última geração às questões sociais que nos rodeiam, como a engenharia das grandes cidades; o relacionamento com o mundo à nossa volta desde a infância; as grandes leis do universo e, principalmente, as transformações que vêm ocorrendo nas concepções mais tradicionais da física, como a Teoria das Cordas, em que noções como as de dimensão estão sendo paulatinamente repensadas. 
(Joana Bosak )

24 de abril de 2014

O impasse da idade avançada


Atender em casa não é algo que eu faça regularmente, só em situações especiais. Graças a uma delas tive o privilégio de iniciar esta reflexão.

Por algum tempo acompanhei um paciente de 90 anos em sua casa. Este de cama, por um período maior do que seu corpo deixasse de reclamar e o humor de se ressentir, se recuperava de uma doença. Eu o ajudava e   compartilhava da sua difícil e silenciosa adaptação a idade avançada.

Suas limitações físicas já o estavam impedindo de muitas tarefas, porem a sua lucidez permitindo realizar escolhas, que o traziam vida. Esta situação me fez notar o quanto a mesma  lucidez o impedia de se admitir em suas novas limitações e acabava o levando a uma postura rígida em relação as mudanças.  Eu observava o quanto ele tentava manter a conquistada independência da juventude e o que isso significava.
  
Já acompanhei vários casos que prevalecem os prejuízos cerebrais, doenças degenerativas diversas que levam a perda e controle das próprias vidas. Experiencia difícil para a pessoa e para os familiares, mas agora via outra versão do processo.

É, cada fase da vida tem seus desafios, assim como cada etapa pede os seus ajustes. Me parece que, independente do caso,  a maior dificuldade em envelhecer esteja relacionada ao fato de que agora os ajustes são mais regressivos do que progressivos e isso é dureza de aguentar.

Um dia, depois de tanto esforço, nos vemos adultos, plenos  e sabedores de tudo um pouco e aí temos que começar a nos conformar com os abandonos: de controle, de autonomia, de execução própria, de mando... Temos que entregar o comando para outros que, com sorte, levarão isto em conta e serão compreensivos com as resistências.

Por um lado a resistência deve ser compreendida, por outro a própria resistência é o pior dos embates, o mais destrutivo e, as vezes,  o vilão da paz de espirito de quem envelhece. E dos que participam deste momento.

Que impasse! La pelas tantas o jogo vira e sabedoria é conseguir se entregar, este passa a ser o desenvolvimento atingido na fase. Entrega essa que, em muitos casos, dita o equilíbrio necessário para um desfrute mais tranquilo.


Esta aí um desafio para quem envelhece e para quem acompanha.  Que deve ter como única regra o bem estar de todos. 

2 de abril de 2014

Dá Para Fazer

Dá Para Fazer é um filme que fala, antes de mais nada,  de valorização e crença no potencial das pessoas. Tão bonito.
Eu fiquei encantada com o filme por vários motivos, o principal foi por haver um personagem que aposta no potencial de pessoas ditas incapazes. 

Apostar nas possibilidades mostrando que “dá para fazer” ou que “a todos é possível” é um depósito de fé, que pode mover montanhas.
Digo isso porque vejo todos os dias o tanto que a valorização aciona na segurança das pessoas. 

Quando desliguei a TV pensei que tinha que escrever algo sobre isso, para os pais dos “meus” adolescentes.

Muitas vezes os pais não se dão conta do efeito que suas ações e falas tem.  Alguns tem o hábito de corrigir, seus pequenos e grandes filhos, dando mais ênfase para o erro, o ‘feio”, o ruim do que para as possibilidades de fazer diferente. Não percebem que isto acaba mais agindo sobre a criança do que sobre o melhor a fazer.

Ao invés de: que feio! Tu não sabe! Tu não entende nada! Que tal: assim não é muito legal, vamos pensar em outro jeito... que tal assim filho?... eu sei que outra vez tu vai fazer diferente, tu está grande... já sabe...que bom...

A valorização pessoal se constrói na convivência e, na sua medida, promove a força para um adulto seguro, ativo e desafiador.

Mas atenção! Também é possível desvalorizar um filho fazendo tudo por ele. Alguns pais acostumam seus filhos a não fazer nada, os mimam e não apostam nas suas capacidades de realizar e desenvolver tarefas.  Nestes casos, mais tarde, podem  aparecer os problemas de autonomia e crença em sí.

Tenho acompanhado problemas de escolhas em adolescentes que sempre receberam tudo nas mãos. Como acreditar que sei escolher, sempre me deram a entender que eu não sabia escolher? 

Que coisas, não?

Pois bem, assista o filme e tire as suas conclusões. Se achar pertinente observe a sua fala com os “erros” do seu filho e se precisar mude o jeito; tente estimular o seu pré-adolescente a fazer coisas por ele, mesmo que ele resmungue;  permita que seu adolescente experimente errando e acertando, com você por perto e as vezes sozinho. Ele consegue mais do que você imagina.

Aposte neles!  Você pode ficar com o coração na mão, faz parte. Pode achar que eles não fazem tão bem quanto você faria, e daí? Cada um do seu jeito.

Ficha Técnica:
Título Original: Si può fare
País de Origem: Itália
Gênero: Drama/ Comédia
Tempo de Duração: 110 minutos
Ano de Lançamento: 2008
Direção: Giulio Manfredonia
Elenco:
Claudio Bisio…Nello; Anita Caprioli…Sara; Giuseppe Battiston…Dottor Federico Furlan; Giorgio Colangeli…Dottor Del Vecchio; Andrea Bosca…Gigio; Giovanni Calcagno…Luca; Michele De Virgilio…Niki; Carlo Giuseppe Gabardini…Goffredo; Andrea Gattinoni…Roby; Natascia Macchniz…Luisa; Rosa Pianeta…Enrica; Daniela Piperno…Miriam; Franco Pistoni…Ossi