27 de janeiro de 2014

"E que nos dizes do Matrimônio, mestre?"


Que sábias palavras a respeito dos casamentos. E quanto ao “para sempre” do inicio, porque não? Ao menos em confortantes recordações de bons momentos vividos e afetos, que não precisam ser esquecidos.




"E que nos dizes do Matrimônio, mestre?" E ele respondeu, dizendo:

"Vós nascestes juntos, e juntos permanecereis para todo o sempre.
Juntos estareis quando as brancas asas da morte dissiparem vossos dias.
Sim, juntos estareis até na memória silenciosa de Deus.

Mas que haja espaços na vossa junção.
E que as asas do céu dancem entre vós.

Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão:
Que haja, antes, um mar ondulante entre as praias de vossas almas.

Enchei a taça um do outro, mas não bebais na mesma taça.
Dai do vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço.

Cantai e dançai juntos, e sede alegres; mas deixai cada um de vós estar sozinho. 
Assim como as cordas da lira são isoladas e, no entanto, vibram na mesma harmonia.

Dai vossos corações, mas não os confieis à guarda um do outro. 
Pois somente a mão da Vida pode conter vossos corações.

E vivei juntos, mas não vos aconchegueis demasiadamente;
Pois as colunas do templo erguem-se separadamente;
E o carvalho e o cipreste não crescem à sombra um do outro."


Gibran Khalil Gibran (do livro "O profeta")

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