27 de janeiro de 2014

"E que nos dizes do Matrimônio, mestre?"


Que sábias palavras a respeito dos casamentos. E quanto ao “para sempre” do inicio, porque não? Ao menos em confortantes recordações de bons momentos vividos e afetos, que não precisam ser esquecidos.




"E que nos dizes do Matrimônio, mestre?" E ele respondeu, dizendo:

"Vós nascestes juntos, e juntos permanecereis para todo o sempre.
Juntos estareis quando as brancas asas da morte dissiparem vossos dias.
Sim, juntos estareis até na memória silenciosa de Deus.

Mas que haja espaços na vossa junção.
E que as asas do céu dancem entre vós.

Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão:
Que haja, antes, um mar ondulante entre as praias de vossas almas.

Enchei a taça um do outro, mas não bebais na mesma taça.
Dai do vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço.

Cantai e dançai juntos, e sede alegres; mas deixai cada um de vós estar sozinho. 
Assim como as cordas da lira são isoladas e, no entanto, vibram na mesma harmonia.

Dai vossos corações, mas não os confieis à guarda um do outro. 
Pois somente a mão da Vida pode conter vossos corações.

E vivei juntos, mas não vos aconchegueis demasiadamente;
Pois as colunas do templo erguem-se separadamente;
E o carvalho e o cipreste não crescem à sombra um do outro."


Gibran Khalil Gibran (do livro "O profeta")

21 de janeiro de 2014

Até que a morte ou a falta de desejo nos separe

Para casais
Em busca da luz








Até que a morte ou a falta de desejo nos separe

Há algum tempo venho pensando sobre o que de fato contribui para a diminuição do desejo nos casamentos. Isto porque, qualquer um de nós, pode notar que de uns anos para cá houve um aumento considerável no número de separações e de pessoas em relações extraconjugais. No meu consultório são crescentes as queixas de distanciamento físico e afetivo e muitas mulheres tem me procurado por conta de um tipo de insatisfação que não sabem como lidar.  Me refiro as mulheres porque ainda são estas que primeiro tomam uma atitude.

Entre as pessoas com quem converso, porque além de psicóloga, sou curiosa e uma constante pesquisadora da “alma humana, a opinião é unânime: a culpa das separações é o distanciamento físico. “Tem uma porção de coisas, mas o que pesa mesmo é não se tocar mais, não querer ficar junto”, dizem. 

Penso que as pessoas tem razão, na maioria das vezes o grande vilão dos casamentos é a falta de desejo.  Este, que de fato, faz com que as pessoas se sintam desmotivadas, desencantadas  e busquem outras pessoas.
Porem saiba que isto tudo não é  tão pessoal como parece. O problema não está na companheira que engordou ou na barriguinha do seu “gato” que agora é de “urso”. Menos ainda nos rompantes de paixão que não acontecem mais. É claro que as pessoas mudam e isso interfere, mas não é o que mais distancia as pessoas. Ao contrário, casais saudáveis crescem com as mudanças.

O grande problema está no modelo de casamento que herdamos.  Vem da avó, da  mãe, e se não ficarmos atentas vai para os nossos filhos. Não conseguindo fugir de um pouco de generalização, digo que a nossa sociedade cria mulheres para dar conta de tudo que se diz respeito ao núcleo familiar. Mães muito capazes de gerenciar o seu núcleo e entender de tudo, muito melhor que ninguém.  Isso é ótimo, se não fosse o papel de “incapazes” que os homens acabam tendo que assumir dentro de casa. 

Eu ouso, e agora mais do que nunca observo, o quanto nós mulheres, e veja que me incluo, somos mandonas. É do jeito da mulher, como imaginou e/ou desejou e, se assim não for, não está bom ou certo. Como o homem pode ser capaz? 

Isso acontece na educação dos filhos, passando pelas escolhas até das roupas de alguns membros da família e determinação de rotinas. Será que também está na hora do sexo?  Quem determina as noitadas? De que forma?  Quanta autonomia! E mesmo com tudo isso muitas mulheres se queixam que seus maridos não tem “pegada” e perderam o erotismo.

Mas as mulheres nem podem ser tidas por culpadas, porque da mesma forma que nós mulheres nos colocamos  neste lugar os homens também se colocam e adoram a sua cômoda posição. Assim historicamente eles descansam das decisões.  

Só que os tempos mudaram.  Atualmente as mulheres também estão tendo que decidir muita coisa lá fora e andam sobrecarregadas, detestando todo este enrosco e projetando as suas frustrações nos companheiros.  Por outro, lado os homens não aguentam mais  serem tratados como “incompetentes” no que tem certeza que já estão competentes e menos ainda querem  se sentir inibidos em suas opinião e escolhas. Se queixam entre eles, também se desencantam, mas nada fazem.

Sei que não estamos falando de algo muito simples de mexer.  Muitas pessoas não querem mais esta realidade, mas sentem-se impotentes e apavorados e até preguiçosos em ter que mudar. É confortável ser “filhão” e ter mimos, mandar e ter as coisas do jeito que se quer. Mas a que preço?

Que sinuca! Bem, a minha sugestão é ir devagar. Pequenas mudanças nas atitudes de um muda o outro e o “nós. Observe-se e não ao outro e busque algo diferente na sua ação. Aguente firme, no começo pode ser estranho, mas com o tempo é muito bom. Falem sobre isso, sem se atacar, com afeto e bom humor, porque este sempre ajuda. 

14 de janeiro de 2014

Vossos filhos

“Vossos filhos não são vossos filhos.           
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.           
Vêm através de vós, mas não de vós.           
E embora vivam convosco, não vos pertencem.           
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,           
Porque eles têm seus próprios pensamentos.           
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;           
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,           
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.           
Podeis esforçar-vos por ser como eles, 
mas não procureis fazê-los como vós,           
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.           
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados 
como flechas vivas.           
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito 
e vos estica com toda a sua força          
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.           
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:           
Pois assim como ele ama a flecha que voa,

Ama também o arco que permanece estável.”

Kahlil Gibran

9 de janeiro de 2014

Bate-papo com adolescentes


Convide seu filho, sua filha!

Quando: Dia 16/01/2014 as 14hs. 
Onde: Rua Freire Alemão 366 Mont Serrat.
Evento aberto - É necessário inscrever-se com  antecedência.
Telefone: (51) 33337052 


TEMA

Adeus ano velho, 
feliz ano novo!