18 de dezembro de 2013

Para aqueles que acham que perderam “tudo” com o afastamento da pessoa amada.



Eu sei que ter que se afastar de quem se gosta é dolorido, mas nunca o fim do amor.  Acredite, pode ser o recomeço,  de uma nova forma de se amar. Sim, é verdade que quando amamos, amamos a nós mesmos e também a partes do outro.  A doce e cruel ilusão é acharmos que é só ao outro que amamos. Portanto, quando acontece o afastamento estamos nos afastando parcialmente do que amamos. 
Fernando Pessoa coloca isso com primazia neste poema.
Você fica com você! Com a vida e com o  “tudo” , mas um tudo de possibilidades novas.  
É triste e lindo se visto assim...


Nunca amamos ninguém.
Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém.
É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos.
Isso é verdade em toda a escala do amor.
No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio
de um corpo estranho.
No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado
por intermédio de uma idéia nossa.
(Fernando Pessoa)

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