3 de novembro de 2013

Seja grato

Naikan significa olhar para dentro a fim de entender o que há de difícil.

Faz tempo eu li isto em um texto de Maria Olímpia de Melo. O texto falava de gratidão, um tipo de sentimento que não desenvolvemos pela simples dificuldade de percebermos o que fazem por nós.


É verdade, atualmente tenho pensado que a gravidade de muitos desentendimentos poderia ser amenizada pela presença deste escasso sentimento.



Você que está aí em alguma dificuldade com alguém já parou para pensar no tanto que já recebeu desta pessoa. E isto onde fica? E o sua parcela já foi contabilizada?

Pense! Em toda a situação relacional existem dois envolvidos e sempre o que está acontecendo diz respeito a ação e reação. Isto é algo importante, pois, assim não tem sentido “atacar” ao pretexto culpado.

Tratemos hoje de gratidão!


Gratidão por tudo aquilo que recebemos do outro, tudo aquilo que ele nos dá, nos deu. Seja lá quem for esse outro. Porque embora a gente não se dê conta essas benesses existem, minuto a minuto, hora a hora, dia a dia.

Quantos conflitos entre pais e filhos, desentendimentos de casais, processos de separações poderiam ser amenizados com a simples consciência de que tanto recebemos da pessoa que estamos hoje em discórdia.

Onde está a gratidão? De repente tudo some e não vale mais nada.

Desde que somos concebidos, de uma forma ou de outra, somos cuidados; desde que iniciamos um namoro e, mais ainda, ao compartilhar a vida com alguém, somos cuidados e amparados. Ao longo dos anos de convivência, seja ela qual for, recebemos, sem pararmos para anotar e contabilizar os feitos. Achamos esse cuidado tão natural que não o consideramos a maravilha que é. De repente esquecemos  do mais importante! 


Existem pessoas que acham que nada devem a ninguém.  Já dizia Sartre que o inferno são os outros e muita gente acredita mesmo nisso, sem nunca ter ouvido falar em Sartre. Mas é impossível viver sem os outros. Nós “enrugamos” e “secamos” desnutridos de afetos, de apoio, de amizade, de acolhimento, trocas...


Quem dera eu consiga deixar a gratidão se apropriar de mim. Por isso eu oro. A gratidão pelas pessoas e pequenas grandes coisas da vida.

E você?


Inspirada no texto -  Sobre a Gratidão de Maria Olimpia Alves de Melo

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