28 de novembro de 2013

No sentido que for...


A percepção de que o tempo está passando é, ao mesmo tempo,
maravilhosa e assustadora.
O devir causa-me a angustiosa pretensão de fazer com que
a vida adquira um sentido sempre interessante...

Mas é a vida em si tão absurda e tão intensamente inacreditável que me inquieta!
A vida que teima em surgir em vários espaços...
a vida que teima em renascer continuamente...
a vida que se afirma contra a força da destruição e da morte...
a vida que também pulsa em mim!


 Clarice Lispector

25 de novembro de 2013

O lugar do dinheiro nas escolhas


Ontem recebi um e-mail de uma querida de 16 anos que está em duvida a respeito da escolha de um curso que gosta muito, mas que ouviu dizer que não é tão bem remunerado como outros. Eu respondi e a convidei para conversarmos um pouco mais sobre sua escolha profissional. Disse que juntas podemos observar o que se pode fazer de criativo nestas situações, levando em conta as suas particularidades.

Diante disso pensei nas escolhas tão prematuras dos jovens e da atual realidade econômica em que vivemos. Muitas reflexões me vem, especialmente  quando a questão é o balanço desejo e necessidade quanto a escolha profissional.

Tenho muito respeito as necessidades de cada um. Sei que as pessoas organizam suas crenças, a respeito do lugar do dinheiro em suas vidas, movidas por inúmeras experiências, interferências de vida e influencias diversas, que eu nem poderia listar.  Falo daqueles que passaram por momentos de privações, dos que ainda tem faltas, daqueles que construíram seus sonhos respaldados em alicerces um tanto “caros”, daqueles que se valorizam em suas bases...

Eu e nós todos de alguma forma não tão explicita passamos por isso, mas sempre podemos questionar e reavaliar o que é realmente importante, em seu devido tempo e lugar.

Pense nisso! E dentro do possível adeque a sua vida.



 “Melhor ter uma vida curta que está cheia do que você curte fazer do que uma vida longa gasta de um jeito miserável. E, no fim das contas, se você realmente gosta do que faz, não importa o que seja, você poderá eventualmente se tornar um mestre daquilo. A única maneira de se tornar um mestre em algo é você estar realmente naquilo.
Alan Watts, em “What If Money Was No Object?

19 de novembro de 2013

Sem medo de amar

Será que está faltando amor por aí? Será que a correria do dia a dia e a avalanche da era da imagem e do descartável, não estão nos deixando amar? Ou será que desacostumados a nos deixar afetar e até envergonhados por isso, não estamos nos permitindo simplesmente amar. Amar sem o drama do romantismo, sem  ter que ser salvo de nada ou, menos ainda, ter que ser descoberto por um super alguém encantado.  Falo de amar  e só isso. A nós mesmos, por mais piegas que possa parecer, as pessoas que convivemos e, acima de tudo, a vida que está aí ao nosso dispor!

Sabe como é? Não?

Então leia o conto abaixo e reflita. Foi um querido paciente de 17 anos quem me enviou.


Um jovem que foi visitar um sábio conselheiro e lhe falou sobre as dúvidas que tinha a respeito de seus sentimentos por uma bela moça.
O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe apenas uma coisa: “Ame-a”.
E logo calou-se.
O rapaz, insatisfeito, acrescentou: “Mas ainda tenho dúvidas…”
Novamente, o sábio lhe disse: “Ame-a”.
E diante do desconcerto do jovem, depois de um breve silêncio, continuou:
Meu filho, amar é uma decisão, não um sentimento. Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor. O amor é um exercício de jardinagem. Arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide. Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excesso de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim. Ame, ou seja, aceite, valorize, respeite, dê afeto, ternura, admire e compreenda. Simplesmente: Ame! A vida sem AMOR… não tem sentido.

6 de novembro de 2013

Bate-papo com adolescentes

Convide seu filho, sua filha!
Inscrições no telefone: (51) 33337052

Tema: E a minha imagem ? 

Quando: Dia 08/11/2013 as 14hs.
Onde: Rua Freire Alemão 366 Mont Serrat.
Evento aberto - É necessário inscrever-se com antecedência.

3 de novembro de 2013

Seja grato

Naikan significa olhar para dentro a fim de entender o que há de difícil.

Faz tempo eu li isto em um texto de Maria Olímpia de Melo. O texto falava de gratidão, um tipo de sentimento que não desenvolvemos pela simples dificuldade de percebermos o que fazem por nós.


É verdade, atualmente tenho pensado que a gravidade de muitos desentendimentos poderia ser amenizada pela presença deste escasso sentimento.



Você que está aí em alguma dificuldade com alguém já parou para pensar no tanto que já recebeu desta pessoa. E isto onde fica? E o sua parcela já foi contabilizada?

Pense! Em toda a situação relacional existem dois envolvidos e sempre o que está acontecendo diz respeito a ação e reação. Isto é algo importante, pois, assim não tem sentido “atacar” ao pretexto culpado.

Tratemos hoje de gratidão!


Gratidão por tudo aquilo que recebemos do outro, tudo aquilo que ele nos dá, nos deu. Seja lá quem for esse outro. Porque embora a gente não se dê conta essas benesses existem, minuto a minuto, hora a hora, dia a dia.

Quantos conflitos entre pais e filhos, desentendimentos de casais, processos de separações poderiam ser amenizados com a simples consciência de que tanto recebemos da pessoa que estamos hoje em discórdia.

Onde está a gratidão? De repente tudo some e não vale mais nada.

Desde que somos concebidos, de uma forma ou de outra, somos cuidados; desde que iniciamos um namoro e, mais ainda, ao compartilhar a vida com alguém, somos cuidados e amparados. Ao longo dos anos de convivência, seja ela qual for, recebemos, sem pararmos para anotar e contabilizar os feitos. Achamos esse cuidado tão natural que não o consideramos a maravilha que é. De repente esquecemos  do mais importante! 


Existem pessoas que acham que nada devem a ninguém.  Já dizia Sartre que o inferno são os outros e muita gente acredita mesmo nisso, sem nunca ter ouvido falar em Sartre. Mas é impossível viver sem os outros. Nós “enrugamos” e “secamos” desnutridos de afetos, de apoio, de amizade, de acolhimento, trocas...


Quem dera eu consiga deixar a gratidão se apropriar de mim. Por isso eu oro. A gratidão pelas pessoas e pequenas grandes coisas da vida.

E você?


Inspirada no texto -  Sobre a Gratidão de Maria Olimpia Alves de Melo