27 de setembro de 2013

E se o outro fosse eu?

Para reflexão
Confúcio comunicou a seu discípulo Zengzi, cognominado Shen: “Shen, meus ensinamentos podem se abarcar em apenas um”. Zengzi disse: “Sim!” Tendo saído o Mestre, os outros discípulos perguntaram: “O que ele queria dizer?”. Zengzi respondeu: “Os ensinamentos do Mestre reduzem-se a fidelidade, em relação a si mesmo, e compreensão para com os outros”

Esta passagem tão famosa parece expressar a ideia central do ensinamento de Confúcio.

A resposta de Shen aos seus colegas foi a respeito de duas ideias, que parecem ser centrais:

O “Zhon” é a fidelidade a si mesmo, a lealdade consigo mesmo. O ideograma, muito sugestivo, mostra o centro de um coração: indicando a ideia de “estou dentro e no centro do Eu para ser fiel e sincero comigo mesmo”.


Já “Shu” é a compreensão para com os outros, o perdoar o outro. O ideograma sugere que o coração está em comparação com outro coração: é a ideia de “e se o outro fosse eu?”, de compreender o outro, se colocando no lugar do outro, e de "não fazermos aos outros o que não gostaríamos que fizessem conosco".

Para ilustrar melhor esta ideia, encontramos na oração cristã, “Pai-Nosso”, as melhores palavras. Ao rezarmos: “... Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aqueles que nos tenham ofendido...”; não é a expressão mais perfeita desta ideia? Pois o que pedimos não é que sejamos perdoados conforme a capacidade que cada um de nós tivermos para perdoar o outro?(1)


Nota (1)  Prof. Sylvio R. G. Horta.
Fonte: http://www.dhnet.org.br/dados/livros/memoria/mundo/confucio.htm

Obrigada a todos que cruzam o meu caminho e me ensinam sobre mim e sobre as pessoas.
  

Nenhum comentário:

Postar um comentário