5 de agosto de 2013

Bate-papo com os pais

O adolescente se olha no espelho e se acha diferente. Constata facilmente que perdeu aquela graça infantil que, na nossa cultura, parece garantir o amor incondicional dos adultos, sua proteção, e solicitudes imediatas. Essa segurança perdida deveria ser compensada por um novo olhar dos mesmos adultos que reconhecesse a sua imagem como sendo a figura de um outro adulto. Ora, esse olhar falha: o adolescente perde ( ou, para crescer, renuncia) a segurança do amor que era garantido a criança, sem ganhar em troca outra forma de reconhecimento que lhe pareceria, nessa altura devido.  Contardo Calligares.

Neste trecho acima podemos refletir sobre a demonstrada insegurança dos nossos adolescentes.

“Eu imaginava que agora teria algo muito melhor". Este algo melhor pode ser traduzido por um  reconhecimento  almejado em grande parte da infância, um status semelhante ao dos adultos. Mas este não vem, ao contrário.

“Eles só dizem que não é isso ou não é assim,  parece que não sei nada direito, não posso nada, que eu sou  imaturo, desatento, bagunceiro, desorganizado, egoísta etc”... Então eles não sabem o que fazer, parecem se sentir sem chão, incompetentes, incapazes e desajeitados para saber por onde ir.

Esta é, podem acreditar, a grande primeira confusão e desilusão. E agora o que fazer? Dormir, fugir, se isolar, se esconder, negar de diversas formas é o que fazem primeiro. Procuram conversar e ficar com os que são iguais, isto lhes consola, alivia e faz um bem.

Quando conversar é difícil e De onde vem tanta insegurança? Serão os temas do Bate-papo com os pais desta sexta-feira, dia 09/08/2013, no consultório da Zona Sul. 

Inscreva-se no telefone (51) 33337052

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