29 de agosto de 2013

Nossos filhos...


Tudo vai passar.
Eles vão crescer e dispensar nosso colo.
Vai chegar a fase em que os amigos serão mais importantes que os pais.
Que nossas demonstrações de afeto serão consideradas um grande mico.
Que em vez de torcemos para que eles durmam, torceremos pra que cheguem logo em casa.
Que não se interessarão pelos velhos brinquedos.
Que o alvoroço na hora do almoço, dará lugar a calmaria.
Que os programas em família serão menos atrativos que o churrasco com a turma.
Que dirão coisas tão maduras que nosso coração irá se apertar.
Que começaremos a rezar com muito mais freqüência.
Que morreremos de saudade de nossos bebês crescidos.

Por isso...

Viva o agora.
Releve as birras.
Conte até 10.
Faça cosquinhas.
Conte histórias.
Dê abraços de urso.
Deite ao lado deles na cama.
Abrace-os quando tiverem medo.
Beije os machucados.
Solte pipa.
Brinque de boneca.
Faça gols.
Comemorem.
Divirtam-se.
Acorde cedo aos domingos pra aproveitar mais o dia.
Rezem juntos.
Estimule-os a cultivar amizades.
Faça bolos.
Carregue-os no colo.
Faça com que saibam o quanto são amados.
Passem o máximo de tempo juntos...

...assim quando eles decidirem partir para seus próprios voôs, você ainda terá tudo isso guardado no coração.

De: Diário De Uma Mãe Especial

27 de agosto de 2013

Em homenagem aos possíveis encontros – Dia do Psicólogo

Apesar de tudo que eu saiba sobre os desejos, que não devemos ter, da melhora das pessoas que acompanhamos, ele muitas vezes é inevitável. Algo guardado, bem quietinho por traz do encontro terapêutico. Que me desculpem todos, mas no fundo eu sempre quero “curar”!  E isto faz parte da psicóloga pessoa que sou.


.....
Viver é afinar o instrumento
De dentro prá fora
De fora prá dentro
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro
.....
Tudo é uma questão de manter
A mente quieta
A espinha ereta
E o coração tranquilo
Tudo é uma questão de manter
A mente quieta
A espinha eret
E o coração tranquilo
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro

Trecho da música Serra Do Luar  com  Leila Pinheiro

26 de agosto de 2013

Solução infantil. Quer coisa melhor?

Hoje pela manhã, brincando com  meu filho ele disse: mãe mas quando os números param? Eu disse eles não param filho vão vão vão... até muito.... Mas eu não quero disse ele. Mas com os números é assim filho. E qual é o primeiro? O um né, ele só tem três anos. Mas eu quero o ultimo, assim não dá. Ele queria a maior velocidade para o seu carro e eu tentava convence-lo de que bastava uma ótima velocidade, explicando que os carros iam somente até tal número. Como este blábláblá de adulto não estava funcionando então eu disse: tá bom então o que nós podemos fazer com estes números que não param? Ele me olhou riu e disse com cara de satisfeito: botar um para choque pros números parar. Eu ri e disse: ótima ideia filho!

Nós continuamos, eu fui trancar a janela que batia e ao voltar perguntei? E o que nós podemos fazer com esta chuva que não para? Com a chuva? Disse ele. É, alguma ideia para esta chuva que não para? Ué pega o guarda chuva, pra se proteger se proteger, ele cantou... 


O restante é com vocês! 

23 de agosto de 2013

A imagem da beleza




Vivemos num mundo obcecado pela beleza humana. Ela nos é oferecida em doses enormes, enche os olhos e é um colírio, eu diria que sedutor demais.






Num ambiente destes talvez seja inevitável imaginar que beleza é a coisa mais importante do mundo – em nós e nos outros. Uma ilusão!

A verdade é que o belo em si e, também do humano, nos encanta, nos alegra e  aciona algo inexplicavelmente positivo.  Mas pensarmos na beleza centrados na sua pura aparência, é um grande erro e a avaliarmos pelos olhos do outro maior ainda. 

Dentro da sua percepção de belo tem muito mais do que uma imagem. Pense nisso!

Inspirado no conto Beleza Cansa de Ivan Martins   

21 de agosto de 2013

As grandes pequenas coisas




Para não esquecer o  valor das pequenas coisas da vida,  eventualmente, é preciso passarmos por experiências que nos façam sentir na pele a perda do essencial.  É impressionante a capacidade humana de esquecer o quanto é bom caminhar, dormir relaxado, comer tranquilamente e até  fazer xixi e evacuar quando tem vontade. Sim, estas pequenas grandes coisas tão valiosas.

Me parece que depois de algum tempo os nossos desejos de realizar, seja lá o que for, tendem a deixar de ser o fundo e, de alguma forma, tomam um espaço excessivo. O errado não é desejar e ir atrás, mas esquecer do essencial. Pois por mais nobre que sejam as nossas buscas, elas não deveriam desviar o olhar das coisas maravilhosas que todos os dias estão presentes em nossas vidas.

De alguma forma todos nós sabemos  que com toda a correria do dia a dia, mais a força da mídia e das pressões externas,  é fácil se distrair do conteúdo e se preocupar com a forma.  É aí que somos pegos de surpresa e de um jeito ou de outro obrigados a parar e refletir.

Bem, depois de uma semana da minha parada,  eu só poderia estar escrevendo algo assim. No meu caso foi internação hospitalar, cirurgia  e tudo que vem junto e depois. O bom é poder concluir que a vida sempre faz a sua parte e que as pessoas que me acompanham são maravilhosas. Mas passado o pior e a dor,  a calmaria é um balsamo que pode encher o coração de amor, paciência, compreensão  e esperança na manutenção deste sentimento.

Estou bem, muito bem!  Desta vez fui pega de surpresa por esta “tal” de apendicite,  mas tudo transcorreu muito tranquilo e estou em plena recuperação.

Esta semana ainda não estarei no consultório, mas já na segunda-feira, dia 26/08 estarei atendendo os pacientes de psicoterapia e alguns casos de acupuntura, que não necessitem de procedimentos de shiatsu.

Como a lucidez já se restaurou, pois o atropelo nos deixa meio “fora da casa”, esta semana posso conversar com aqueles que necessitarem via Skype. Quem achar necessário entre em contato que combinamos um horário bem tranquilo.


Um abraço a todos e obrigada pelas mensagens de apoio e carinho. 

10 de agosto de 2013

Aos pais que “são” e ensinam seus filhos e filhas a “ser”.


Ninguém melhor do que um pai para mostrar que homens podem ser carinhosos e firmes; ninguém melhor do que um pai para ensinar que todos podem falar e também escutar; ninguém melhor para demonstrar a capacidade masculina de receber e dar atenção; ninguém melhor do que um pai que cuida, ensinando a cuidar; ninguém melhor para mostrar que as pessoas não são perfeitas e erram e, por isso, se desculpam; ninguém melhor para falar da importância do respeito ao outro, pedindo e também demonstrando respeito; ninguém melhor do que um pai para dar o exemplo de "pessoa", aceitando um filho que escolhe diferente e aprendendo com ele.



Um grande abraço a todos os queridos pais que amam, são presentes e reconhecem a importância do seu “ser” para seus filhos.

E o meu especial carinho ao meu pai e ao meu marido, que é um baita pai!



6 de agosto de 2013

Acomodação de adulto

Um dos principais problemas enfrentados no mundo adulto é a acomodação, repleta de insatisfação ou em simples apatia e entrega diante da vida.

A nossa conhecida preguiça, que quando olhada com mais profundidade pode ser considerada uma fuga, um ajuste criativo ou um comportamento de perfil de caráter. Fenômenos que a psicologia se dedica a estudar.

Mas hoje quero observar a preguiça como algo vivido e repetido na vida adulta, com intensidade aparentemente leve, mas constante. Um movimento, ou melhor, não movimento que mantem o comum estado de acomodação. Algo sorrateiro que simplesmente vai se estabelecendo no cotidiano das pessoas e que, por parecer o mais normal do mundo, não é questionado.
  
Acho que tudo se aprende e se entregar a acomodação é mais uma destas coisas aprendidas e repetidas. Quando a pessoa, de alguma forma, entende que chegou a um ponto que deveria para, mas de um jeito que pode ser negativo. Negativo quando impede de continuar com brilho nos olhos, com animo e disposição para experimentar, seja lá o que for e der colorido ao cotidiano.
    
Não me impressiona que a adolescência esteja sendo tão cultuada e se estenda por tanto tempo, não permitindo que muitos jovens se tornem adultos e que alguns vários adultos continuem agindo como tais. Os adultos tem dificuldade para serem adultos e continuarem se  renovando, se alimentando de o que lhe dá prazer e sentido. Por que? Por inúmeros porquês e cada um vai saber justificar bem o seu.

Ontem mesmo eu tentava ajudar uma mãe preocupada com o seu filho adolescente, aparentemente viciado em jogos no computador, nós víamos a questão da fuga do menino.  Quando esta se foi, recebi uma mulher que se queixava do mesmo comportamento do seu marido, só que nas redes de relacionamento. Observamos, neste caso, a nítida fuga que representava gratificação no outro.
Porem, não se trata do objeto em si, nós poderíamos estar falando aqui do controle remoto da TV, da novela, de alguma trilogia romântica de sedutores, dominadores ou vampiros  estupendos. Ações que costumam levar a realidade a caminhos sem volta e mudanças desnecessárias, com perdas significativas.
  
O problema é ficar ali parado, repetindo o conhecido, fugindo e esperando um resgate mágico que vem de fora, quando o verdadeiro resgate está dentro, está na própria pessoa. Quando a solução vem de fora, normalmente, trata-se de uma distração de algo interno maior e não resolve.
  
Se reinventar, dar colorido a vida, nas pequenas coisas que seja, buscar o que se tem para aprender ou reviver exige um tipo de esforço, mas que vale muito a pena.
  
Veja bem, não precisa mudar de emprego, pois é bem possível que você esteja se fechando para o que ainda pode desenvolver em você dentro da sua área. Muito menos trocar de esposa ou marido, se a “salvação” não está fora e nem em ninguém, está em se reinventar na sua relação.

Desacomode-se! Reaja! Olhe por outro ângulo, eu tenho certeza que aí em você tem alguns segredos não revelados, nuances de habilidades, alguns desejos reprimidos e alguma coisa guardada bem de cantinho. 

5 de agosto de 2013

Bate-papo com os pais

O adolescente se olha no espelho e se acha diferente. Constata facilmente que perdeu aquela graça infantil que, na nossa cultura, parece garantir o amor incondicional dos adultos, sua proteção, e solicitudes imediatas. Essa segurança perdida deveria ser compensada por um novo olhar dos mesmos adultos que reconhecesse a sua imagem como sendo a figura de um outro adulto. Ora, esse olhar falha: o adolescente perde ( ou, para crescer, renuncia) a segurança do amor que era garantido a criança, sem ganhar em troca outra forma de reconhecimento que lhe pareceria, nessa altura devido.  Contardo Calligares.

Neste trecho acima podemos refletir sobre a demonstrada insegurança dos nossos adolescentes.

“Eu imaginava que agora teria algo muito melhor". Este algo melhor pode ser traduzido por um  reconhecimento  almejado em grande parte da infância, um status semelhante ao dos adultos. Mas este não vem, ao contrário.

“Eles só dizem que não é isso ou não é assim,  parece que não sei nada direito, não posso nada, que eu sou  imaturo, desatento, bagunceiro, desorganizado, egoísta etc”... Então eles não sabem o que fazer, parecem se sentir sem chão, incompetentes, incapazes e desajeitados para saber por onde ir.

Esta é, podem acreditar, a grande primeira confusão e desilusão. E agora o que fazer? Dormir, fugir, se isolar, se esconder, negar de diversas formas é o que fazem primeiro. Procuram conversar e ficar com os que são iguais, isto lhes consola, alivia e faz um bem.

Quando conversar é difícil e De onde vem tanta insegurança? Serão os temas do Bate-papo com os pais desta sexta-feira, dia 09/08/2013, no consultório da Zona Sul. 

Inscreva-se no telefone (51) 33337052