27 de junho de 2013

Reflexão, ação e paz

O momento é de mobilização e em todo o lugar a nossa atenção volta-se para o que está acontecendo nas ruas, nos meios de comunicação e para o que pode ou não vir destas tentativas de diálogo. Hoje me ocorreu o quanto este momento deve ser sim de ação, mas também de muita reflexão e lembrei de um livro que traz isso de forma primorosa. 

É preciso que todos nós, antes de reproduzirmos falas, cartazes, antes até de sairmos as ruas, possamos saber pelo que estamos lutando. Estão circulando, por todos os veículos de comunicação, uma série de notícias que são verdadeiras e outras nem tanto. 

Além disso, tem a nossa antiga ignorância política que deve deixar este lugar e tornar-se uma clareza política.  Faz tempo que eu não escuto falar tanto de política e que bom! Todos nós despertamos, mas agora precisamos conhecer melhor do que falamos.

Hoje na minha meditação da manhã  percebi que estas coisas todas me sensibilizam e o quanto eu não posso deixar de voltar o meu olhar ao aspecto mais humano desta “batalha pela escuta e verdade”. O livro do qual lembrei chama-se “A Arte da Paz”, que abaixo pincelo algumas passagens para que possamos ampliar as nossas reflexões.

Deixo o convite para que você leia e faça as suas reflexões.

O padrão de liderança depende não apenas das qualidades e crenças de nossos líderes, mas também de nossas expectativas em relação a eles. À medida que acreditarmos que nossos líderes carecem de integridade, nossas expectativas provavelmente se espelharão em sua conduta. Portanto, cabe a cada um de nós melhorar o próprio padrão e, assim, elevar nossas expectativas em relação aos que nos liderariam.

Ao pensarmos em um modelo de padrão de liderança mais elevado nestes moldes que trouxe, não existe melhor representante que Mohandas Karamchand Gandhi.  Ele acreditava em um único padrão de conduta na vida pública e privada - um padrão fundamentado na integridade derivada dos valores absolutos da verdade e da não-violência. Acreditava que os indivíduos devem ter ideais e tentar viver de acordo com eles. Sua pretensão, porém, dirigia-se à integridade, não à infalibilidade. Cometeu sua cota de erros, mas não temia reconhecê-los. Não se esforçou pela coerência, exceto na busca de verdades.

Como todas as políticas, estratégias e leis exercem, em última análise, um impacto sobre as pessoas ou o meio ambiente, Gandhi acreditava que princípios morais tinham de ser incluídos na fixação de metas, na seleção de estratégias e na tomada de decisões. Ele lutou pelo aperfeiçoamento de todas as pessoas, de modo a se libertarem do medo e da exploração.

Algumas das idéias de Gandhi podem parecer irrelevantes hoje em dia - aplicáveis apenas em sua época e local. Mas quanto aos valores fundamentais da verdade, da não-violência e do serviço, ele tinha uma mensagem para todas as eras. Pediu-nos que rejeitássemos não apenas a violência física, mas também a violência do espírito. Torna-se cada dia mais evidente que, se não abraçarmos seu ideal de não-violência, as sociedades em todo o mundo se deteriorarão até a vida tornar-se intolerável.


A Arte da Paz - Lições de Mahatma Gandhi para sua empresa -
 Editora Campos 2000 - 
Keshavan Nair

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