7 de dezembro de 2012

Sobre as diferentes formas de ver























Houve um tempo em que eu escrevia muito sobre o quanto os “óculos” que usamos interfere no que vemos, ou seja, o quanto o seu olhar lhe faz ver as coisas de uma forma que contém a sua historia.

Muitas vezes eu pergunto para aqueles que acompanho: é isso mesmo ou são os seus óculos que estão com este filtro? No trabalho com os adolescentes eu costumo propor uma brincadeira que dá cor aos óculos de determinados personagens. Eles adoram e esta brincadeira vai para as suas observações fora. Os óculos da vítima, do burro, do desajeitado, do rejeitado, do feio...

Esses óculos promovem cada dificuldade!

Pois esta semana eu me encontrei com as figuras de Maurits C. Escher (1898-1972). São ótimas, deram o que falar quando trabalhei com elas.

Maurits, em vários de seus quadros, desestrutura as leis da perspectiva, repete padrões, faz jogos espelhados, metamorfoses, combinações de formas côncavas e convexas, situações impossíveis, uma infinidade de opções de ver que vão fazer sentido dependendo do observador e do que se olha.

Mas, para nós aqui o que vale é pensarmos isso no nosso dia a dia, nas situações que vivemos, no que atribuímos às pessoas, etc...

Pois ao pensarmos que tudo pode ser visto de muitas formas, nós podemos usar a nossa criatividade para trocar a cor dos óculos que estamos usando para olhar algumas situações que passamos.

Aí uma situação que parecia tão difícil, penosa, sem sentido e até ridícula pode mostrar muitas surpresas.

E ATENÇÃO!!! Isto também vale para o inútil desejo de que o outro pense igual a você, pois se ele percebe diferente, como vai pensar, sentir e agir igual?!
 

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