15 de outubro de 2012









Para casais
Em busca da luz 

Observações a partir 
da Gestalt- terapia


Em seu livro A Busca da Elegância em Psicoterapia, Joseph Zinker, uma referência em terapia de casais, diz que muitas pessoas simplesmente não pensam sobre o seu jeito de ser nos relacionamentos. Outras pessoas já fazem este exercício mais frequentemente, voltado para si com mais clareza, mas mesmo assim não imaginam o quanto algumas coisinhas do seu comportamento, aparentemente bobas, podem ser tão relevantes no dia a dia com o outro. Eu mesma, não raro, me surpreendo com casais que ao ouvirem uma queixa do outro falam que não achavam que tal comportamento fosse tão incomodo.  Isto, segundo as palavras de Zinker, acontece porque é comum as  pessoas acharem que não tem necessidade de pensar sobre a arte de nos relacionarmos, tema abordado por ele com primazia. O que acontece é que a educação em se relacionar se aprende com o que se viveu como modelo na geração anterior. Ele explica que uma espécie de funcionamento pobre é passado de uma para a outra geração. E, para mim, isto fica claro no atendimento à casais. Eu observo muitas repetições sem um simples questionamento. Zinker coloca que estes padrões de funcionamentos normalmente são inconscientes e que nós resistimos muito em mudá-los. Destaca que muitas pessoas nem querem olhar para eles: isso dá muito trabalho. E estas acabam por achar todo o tipo de justificativa para não mexer no seus hábitos e melhorar a relação. 

Desta forma eu vou plantando a minha sementinha no despertar de algumas análises. Hoje quero brincar e trazer uma listinha de comportamentos para nos observarmos nas nossas relações.

A brincadeira é ler e fazer a pergunta para si mesmo, pensar um pouco na sua parte.  

Isto pode lhe dar alguma luz sobre o que anda fazendo no seu relacionamento.

Mas atenção use para se analisar e não ao seu companheiro/a. Eu sempre digo que algo importante para uma boa vida a dois é responsabilizar-se por si e cuidar do seu crescimento, pois normalmente a tendência é querer olhar o outro.

Aí vai...

Um casal em boa forma – do livro acima:

· Ouve um ao outro;

· Responsabiliza-se por seus sentimentos e ideias;

· Troca ideias de modo a alcançar uma boa combinação;

· Faz perguntas, um ao outro, ao invés de fazer suposições;

· Discorda e aceita as diferenças sem medo;

· Adapta-se um ao outro;

· Luta pelo que parece certo respeitando o outro;

· Começa, desenvolve e termina uma conversa e depois deixa que aquilo fique no passado;

· Compartilha dores, curiosidades, remorsos, ressentimentos, ternura – uma ampla diversidade de necessidades e desejos;

· Aprende a aceitar um “sim” com gratidão e um “não” com graça, sem cultivar ressentimentos;

· Desiste de algo que esteja completamente inacessível;

· Ri de si mesmo;

· Apoia os interesses e projetos um do outro;

· Mostra orgulho e compaixão pelas realizações e fracassos um do outro;

· Respeita a privacidade de cada um e, ao mesmo tempo, interfere quando o outro se retrai ao sentir dor;

· Tolera ideias estranhas e novas, e sonha junto.

Um desafio? Que nada muitas destas aposto que vocês já fazem, do seu jeito, mas outras podem ser desenvolvidas e ajudar bastante! 


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