29 de outubro de 2012

Para todas as mães que são super dedicadas, mas não são de ferro!

Deixo aqui um post que escrevi para o espaço confessionário do blog bebe.abril.com.br/. Este trata da importância de aceitar que não é possível ser uma super mãe sempre e que, às vezes, é preciso contar com a ajuda de outras pessoas.















"Quero compartilhar com vocês algo que aprendi com o meu filho de dois aninhos, pois isso fez eu dar um salto nos cuidados com ele e melhorou muito a minha relação com o meu marido.

Mãe cansa, se esgota, fica de saco cheio e, quando isso acontece, deve saber pedir ajuda sem culpa e respeitando o jeito de quem divide a responsabilidade.   

Tenho notado que esta é uma das coisas que ficam bem mais fáceis de lidar quando falamos sobre elas sem encará-las como fantasmas.

Costumamos lidar com o assunto de forma tão complicada, primeiro por que passamos por autocobranças. Segundo por temos dificuldade em aceitar que outras pessoas podem cuidar bem de nossos filhos, mesmo que façam isso de um jeito diferente do nosso. 

Pois é, eu sei que toda mãe deseja ser aquela mãe que é tudo o que o filho precisa, especialmente quando bebê. É por isso que nos informamos e trabalhamos para sermos o melhor. 

Quando os fofos nascem, vamos nos dedicando até onde dá, mas chega que um belo dia em que não dá mais. São momentos em que estamos muito cansadas ou que aquele tanto de disposição se foi.

Isso fica muito aparente, até mesmo para o pimpolho que amamos. Nestas ocasiões, para piorar, vem uma vozinha, das nossas próprias profundezas, sussurrando: “isso não está mais legal! Será que você é boa nisso?”.  Um horror.

Então, nestes momentos, é um gesto de sabedoria saber dividir a responsabilidade com alguém e só traz benefícios. No fundo você sabe que faz muito para o querido, o melhor que pode. Dá carinho, acolhe, aprendeu a fazer a melhor comidinha, tenta percebê-lo e até adivinhar a necessidade da hora, mas não dá para ser SUPER sempre.

Tenha certeza: ninguém é sempre a mãe maravilha.  

Nessas horas, alguém pode entrar em ação, um pai tão bom quanto, uma tia acolhedora, uma boa babá. Qualquer outro cuidador, com um tanto de disponibilidade e tranquilidade.

Mas para isso, é preciso se permitir, pedir ajuda sem achar que não é a “mãe boa o suficiente dos livros”, sem receio de perder para um paizão, confiando nas babás bem orientadas e reconhecendo que você é muito mais do que boa mãe, mas não tudo.    

Beijos a todas."

26 de outubro de 2012

Moonrise Kingdom

















Está em cartaz em Porto Alegre um filme que vale a pena conferir.  A trama se passa em 1965, numa pequena ilha da costa da Nova Inglaterra. Os pré-adolescentes Sam (Jared Gilman) e Suzy (Kara Hayward) sentem-se deslocados junto às pessoas com quem convivem. Após se conhecerem, passam a trocar cartas regularmente. Um dia resolvem deixar tudo para trás e fugir juntos. O que não esperavam é que toda a ilha iria se mobilizar na busca para reencontrá-los.

Fortes sentimentos contidos, inadequação e melancolica doçura neste trabalho do diretor Wes Anderson. Através do amor dos dois jovens somos lembrados de como os primeiros amores pareciam ser o ingresso para um reino fantástico Um maravilhoso registro do pathos juvenil nesta mistura de comédia e drama.












Moonrise Kingdom (Moonrise Kingdom)
Direção: Wes Anderson
Duração: 94 minutos
Gênero: Comédia/drama
Elenco: Jared Gilman, Kara Hayward, Bruce Willis, Edward Norton, Frances McDorman, Bill Murray, Tilda Swinton, 

15 de outubro de 2012









Para casais
Em busca da luz 

Observações a partir 
da Gestalt- terapia


Em seu livro A Busca da Elegância em Psicoterapia, Joseph Zinker, uma referência em terapia de casais, diz que muitas pessoas simplesmente não pensam sobre o seu jeito de ser nos relacionamentos. Outras pessoas já fazem este exercício mais frequentemente, voltado para si com mais clareza, mas mesmo assim não imaginam o quanto algumas coisinhas do seu comportamento, aparentemente bobas, podem ser tão relevantes no dia a dia com o outro. Eu mesma, não raro, me surpreendo com casais que ao ouvirem uma queixa do outro falam que não achavam que tal comportamento fosse tão incomodo.  Isto, segundo as palavras de Zinker, acontece porque é comum as  pessoas acharem que não tem necessidade de pensar sobre a arte de nos relacionarmos, tema abordado por ele com primazia. O que acontece é que a educação em se relacionar se aprende com o que se viveu como modelo na geração anterior. Ele explica que uma espécie de funcionamento pobre é passado de uma para a outra geração. E, para mim, isto fica claro no atendimento à casais. Eu observo muitas repetições sem um simples questionamento. Zinker coloca que estes padrões de funcionamentos normalmente são inconscientes e que nós resistimos muito em mudá-los. Destaca que muitas pessoas nem querem olhar para eles: isso dá muito trabalho. E estas acabam por achar todo o tipo de justificativa para não mexer no seus hábitos e melhorar a relação. 

Desta forma eu vou plantando a minha sementinha no despertar de algumas análises. Hoje quero brincar e trazer uma listinha de comportamentos para nos observarmos nas nossas relações.

A brincadeira é ler e fazer a pergunta para si mesmo, pensar um pouco na sua parte.  

Isto pode lhe dar alguma luz sobre o que anda fazendo no seu relacionamento.

Mas atenção use para se analisar e não ao seu companheiro/a. Eu sempre digo que algo importante para uma boa vida a dois é responsabilizar-se por si e cuidar do seu crescimento, pois normalmente a tendência é querer olhar o outro.

Aí vai...

Um casal em boa forma – do livro acima:

· Ouve um ao outro;

· Responsabiliza-se por seus sentimentos e ideias;

· Troca ideias de modo a alcançar uma boa combinação;

· Faz perguntas, um ao outro, ao invés de fazer suposições;

· Discorda e aceita as diferenças sem medo;

· Adapta-se um ao outro;

· Luta pelo que parece certo respeitando o outro;

· Começa, desenvolve e termina uma conversa e depois deixa que aquilo fique no passado;

· Compartilha dores, curiosidades, remorsos, ressentimentos, ternura – uma ampla diversidade de necessidades e desejos;

· Aprende a aceitar um “sim” com gratidão e um “não” com graça, sem cultivar ressentimentos;

· Desiste de algo que esteja completamente inacessível;

· Ri de si mesmo;

· Apoia os interesses e projetos um do outro;

· Mostra orgulho e compaixão pelas realizações e fracassos um do outro;

· Respeita a privacidade de cada um e, ao mesmo tempo, interfere quando o outro se retrai ao sentir dor;

· Tolera ideias estranhas e novas, e sonha junto.

Um desafio? Que nada muitas destas aposto que vocês já fazem, do seu jeito, mas outras podem ser desenvolvidas e ajudar bastante! 


12 de outubro de 2012

Para a criança que está em nós...




3 de outubro de 2012