28 de julho de 2012

Menos que nada - filmes e reflexões











Menos que nada é um drama que trata dos limites do psicológico. De Carlos Gerbase, é uma adaptação do conto ”O Diário de Redegonda”, do médico e escritor austríaco Arhur Schnitzler (1862-1931).  Schnitzler abordava com primazia o comportamento humano – em suas glórias e em suas misérias – e a adaptação procura um caráter analítico da sociedade, que pode ser inferido a partir dos dramas individuais. Alem de tratar-se da fantástica observação dos limites da realidade de cada um e de suas possibilidades, Gerbase realiza algo muito interessante: adapta este conto para o contexto brasileiro e o aproxima do espectador atual.

De Viena para Porto Alegre - do final do século 19 para o início do 21. No site http://www.menosquenada.com.br/ você tem mais informações sobre o filme e suas adaptações para trazê-lo para perto das nossas realidades. Lá poderá encontrar uma entrevista com o diretor.

Adianto que Dante (o personagem principal), um arqueólogo de pouca ambição, trabalha com a liberação de obras, vive com o pai (um policial aposentado)  num pequeno apartamento e praticamente não tem vida social. Ele se apaixona por uma paleontóloga carioca de destaque no meio universitário, que vem para um congresso em Porto Alegre. A mulher que para ele é inatingível inicia o seu drama e muda inteiramente a sua vida.

"Minha motivação principal em “Menos que nada” é dar mais um passo nesse conjunto de reflexões sobre a imaginação humana... A psiquiatria e a psicanálise criaram um grande conjunto de denominações para as patologias mentais – sendo a esquizofrenia e a psicose as que mais se aproximam do estado de Dante – mas pretendo mostrar que essas classificações são inúteis se não houver, na base do tratamento, o reconhecimento do doente como um ser humano completo, em suas dimensões físicas e psíquicas. 
( Carlos Gerbase ).

O tema é super interessante e a intenção promete. Estou curiosa para conferir o resultado e fazer a minha leitura a respeito.

23 de julho de 2012

Auxílio no humor

Olhem isso que uma amiga enfermeira me mandou. Fiquei pensando nos efeitos terapêuticos...com certeza vai melhorar o humor de muita gente. Caso não tenha efeito procure a sua psicóloga (hehehe).


20 de julho de 2012

Aos meus Amigos





















"Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril"

Fernando Pessoa

18 de julho de 2012

Agora nas quartas tem perguntas e respostas para a gurizada. Vou começar como quem inicia um treinamento, passo a passo, mais adiante vamos aprofundando. Quem quiser mandar a sua pergunta sem se expor, use o meu email e mande a sua idade. (claudiaguglieri@gmail.com). A resposta vem na outra quarta e, é claro, sem nomes!



Menina de PoA, 14 anos.
Nunca sei onde colocar as minhas mãos, sou muito desengonçada e eu tropeço em tudo, derrubo as coisas...um horror... A minha mãe disse que eu estou muito estabanada,  pior  do que quando eu era criança. Quando vou nos lugares me sinto a pior das piores, parece que tá todo mundo me olhando, o que é que eu faço?


A primeira coisa é saber que isso não é só contigo, se te consola é tu e todos da tua idade. Talvez tu olhe os teus amigos e nem note que isso acontece com eles também, como eles podem nem notar isso em ti, um  alívio né?  Mas olha só, esta sensação de desengonçada, de não saber o que fazer com as mãos e o corpo, acontece porque na adolescência a mudança física é muito abrupta e fica difícil se adaptar tão rápido. Nós todos precisamos de tempo para acostumar o corpo ao espaço, isso é um exercício motor. E para se achar neste corpo então! Nossa, tudo cresce e parece  chamar tanto a atenção, mas parece!  

Pois bem, partindo do ponto que isso não é um “problema” que tu tem, mas uma consequência provável da tua repentina mudança corporal  da fase que tu está, e que não acontece só contigo, tu já pode te sentir menos pior. Depois que, provavelmente, não apareça tanto para todos como tu deve imaginar, pois mãe é mãe, elas notam tudo e nos falam para tentar ajudar. Mas as vezes é pior, por isso não considera o olhar dela como o de todos. Isto já vai te deixar mais tranquila e de bem com as tuas mudanças e até permitir que tu ache jeitos para lidar com os teus reais tropeços!

Se precisar neste período de adaptação use bolsos, carregue livros ou outros objetos para ocupar as mãos  – que não sejam cigarros, pois estes estão fora de moda. Quando derrubar as coisas pode sempre dizer um famoso: desculpe, foi ruim e, quem sabe, pedir ajuda para quando estiver em “situações de risco” como servir sopas, molhos...  hehehe

Quanto a estar estabanada, isto faz parte da emergência de tudo da adolescência e está super ok, mas preste atenção nisso. Quando tu estiver exagerando e as pessoas vão sinalizar, tente levar em conta, respire, pense nas minhas palavras e siga um pouco menos...

Por ultimo, tente não dar tanta  importância para o que vão pensar do teu jeito estabanado, a gente sabe que as vezes é incontrolável, e neste momento este é o teu jeito.

É isso aí.  
Beijos e boas coisas

10 de julho de 2012

Em Palavras da Galera...

... Goldryn nos apresenta seu lado funkeiro.

No esplendor de uma paz íntima

Este dispensa comentários, porque tudo depende de você...


Crônica de Salomão Schvartzman na Band News FM em 22/12/2009,
baseada em texto de Charles Chaplin, tendo como fundo
cenas do final do filme "Tempos Modernos".

6 de julho de 2012

Um brinde ao fim de semana e inicio de inverno!

Ou um viva ao encontro!
Melhor! Um brinde ao encontro!
E que os olhos sempre se ampliem...













O filósofo francês Maurice Merleau-Ponty exercitou em sua teoria reflexões sobre a fenomenologia, movimento filosófico segundo o qual, assim que algo se revela frente à consciência humana, o Homem inicialmente o observa e o percebe em completa conformidade com sua forma, do ponto de vista da sua capacidade perceptiva. Na conclusão deste processo, a matéria externa é inserida em seu campo consciencial, convertendo-se, assim, em um fenômeno.*   

Eu gosto muito das contribuições de Merleau-Ponty, elas dão base a Gestalt-terapia. Segundo ele  nós internalizamos o mundo e  o nosso olhar sobre ele a partir das nossas experiências. Por isso alguns vão ver a minha oferta de brinde e outros as pessoas  que se encontram. Esta ação, do olhar e sentir, norteia a nossa capacidade de observação das situações e define “o nosso óculos”, nosso ponto de vista.  Neste processo, surge um novo aprendizado do universo que nos envolve, um re-olhar, uma ampliação de fronteira. E é aí que vocês podem se abrir para... ver a taça ou o encontro!

Que a chuva inspire muitos olhares


5 de julho de 2012

Em Mulherada.com...

... Maria Cléo Machado nos traz informações sobre a cortiça, a rolha de vinho e como reciclá-las.