22 de maio de 2012

Criatividade e ampliação de fronteiras

A Criatividade tem um papel muito importante no processo de crescimento, especialmente, por ser uma das fontes de estímulo a ampliação de fronteiras – as inúmeras possibilidades de entrarmos em contato com o mundo.

“Criatividade é a celebração da nossa própria grandeza, uma celebração da vida – minha celebração da vida!”. Esta frase é de Joseph C. Zinker um Gestalt-terapeuta que tem sido reconhecido por idéias inovadoras e especialmente por considerar a criatividade um atributo básico a nossa essência como seres humanos. Referencia fundamental na ênfase ao aspecto criativo em terapia.

Fico feliz aqui em poder estar com tanta cor, com tantos perfis diferentes, tanta abertura a possibilidades... E mais ainda em postar esta obra que inspirou um trabalho abstrato, do meu filho e seus coleguinhas, para a feira de arte da escolinha. Este eu mostro nas próximas, pois vou ver no dia da feira!


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Neste texto, de Patricia Albuquerque Lima,  se pode entender um pouco mais sobre a questão da ampliação de fronteiras relacionada a criatividade. Ela parte do conceito de regulação organísmica e aponta para o papel da criatividade, tão importante na superação de bloqueios e dificuldades.  


A criatividade na Teoria Organísmica de Kurt Goldstein
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?lng=pt


  No livro de Kurt Goldstein, o autor tratou da auto–regulação como uma das características fundamentais do funcionamento de qualquer organismo. Goldstein definia a auto–regulação organísmica como uma forma do organismo interagir com o mundo, segundo a qual o organismo pode se atualizar, respeitando a sua natureza do melhor modo possível. Segundo as palavras do próprio Goldstein (1995, p. 162): “Esta tendência a atualizar sua natureza e a si mesmo é o impulso básico, o único impulso pela qual a vida do organismo é determinada”.1...
  Kurt Goldstein percebeu que, quando uma pessoa é confrontada a realizar algo que se considera sem condições de fazer, isto gera uma experiência de grande ansiedade. Os comportamentos desordenados resultantes são comportamentos desarmônicos, tanto do ponto de vista do organismo, quanto do meio ambiente. Isto faz com que a pessoa evite, de todos os modos possíveis, se expor às situações que lhe gerem ansiedade. Na observação de seus pacientes, notou uma tendência em buscar comportamentos padronizados de ordem e em evitar experiências que pudessem gerar qualquer sensação de vazio, de desordem.
  A Gestalt–terapia compartilha com a teoria organísmica de Kurt Goldstein da idéia de que tentativa de repetição de padrões de comportamentos já conhecidos, a não mudança e não exposição a situações novas é uma tentativa dos indivíduos de não lidar com a ansiedade gerada pelo inesperado. Quando há uma cristalização deste padrão, a Gestalt–terapia vai entendê–la como um padrão neurótico de comportamento, padrão este que vai levando ao empobrecimento das experiências do sujeito, a um repertório repetitivo e limitado de comportamentos que não propiciam a mudança. 


Estar em contato é criar, gera movimento e novidades a cada instante. Esta possibilidade vai sendo perdida, em graus de restrição que variam de pessoa a pessoa, no que consideraríamos como um comportamento neurótico. O contato da pessoa consigo própria e com os elementos do meio (outras pessoas, ambiente físico e social, etc) possibilita a ampliação de fronteiras.

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