4 de abril de 2012

É dando que se recebe...























De verdade esta frase vem de uma oração de São Francisco de Assim, mas como tantas outras, se tornou um dito popular repetido por nós sem a menor observação do sentido inicial.  E quem não concordar que atire a primeira pedra...

E assim são com tantas outras coisas que nós repetimos sem nos darmos conta da sua “raiz”. Isso acontece em muitos dos nossos bom dia! tão automáticos, em nossos tudo bem? que podem não ter a mínima intenção de realmente saber como vai o interlocutor. Num universo de frases jogadas ao vento, que compõe o nosso dia a dia.

Mas, quando algo que podemos chamar de especial, tem a força de nos tirar do “maquinismo” e nos tocar, isto nos faz refletir.

Quero compartilhar com vocês a minha experiência deste toque. Isto aconteceu em uma suposta palestra que fui ministrar em Uberaba MG, em comemoração ao aniversário de Chico Xavier.

Suposta porque ao sentar a mesa, disposta a convidar os participantes da noite a refletirem, eu fui surpreendida pelo conteúdo das falas, de estudiosos da doutrina espírita e do lugar de ministrante passei a aprendiz. E ai iniciou-se um processo de reflexão de sentidos, uma imersão.

Lá eu tive o privilégio de estar na companhia de Eurípedes, filho de Chico, que dá seqüência aos trabalhos de estudo, preces, disponibilização de materiais e informações através do museu e, principalmente, ao trabalho assistencial. Uma pessoa que, fora ser filho de quem é participou de uma escola viva, bebeu direto na fonte. E, eu não poderia deixar de dizer aqui, uma pessoa de uma autenticidade admirável em seu jeito de ser.

Na casa de preces, onde participei da homenagem, eu  experimentei um tipo de sensação de plenitude que é difícil de explicar, algo que realmente só pode se relacionar com o universo da espiritualidade. Me senti em paz...

No convívio com os amigos de Chico ouvi inúmeras  histórias que me confirmaram o belíssimo ser que era o nosso querido. Uma pessoa que aceitava as diferenças, respeitava o outro e acima de tudo se colocava em uma postura de imensa afetividade e acolhimento diante das dificuldades daqueles que vinham a ele.

Relatos de passagens que afirmava a coerência de sua fala e ação e isso, para mim, sempre foi uma das grandes provas de que é possível pregar e ser. Algo tão difícil para todos que, de alguma forma, estão envolvidos em algum tipo de ensinamento, seja religioso, filosófico, ideológico...
Mas, talvez a minha vivência mais marcante destes dias, foi presenciar a dura realidade das muitas  pessoas que vão em busca de alimentos e ajuda na casa assistencial e ver como são acolhidas em suas faltas e necessidades, com o igual respeito ensinado por Chico e mantido por Eurípedes. Seja quem for, com seus vícios ou escolhas de vida.

Naquele momento eu sentia o meu único pedido a Chico sendo atendido, o de conseguir me satisfazer mais com o que tenho e vivo.

Nestas horas nós podemos perceber o quanto somos ingratos com a vida. Quando nos queixamos do transito, do atraso de um amigo, de acordar com o choro na madrugada, de ter que levantar para ir a um compromisso que existe, ora bolas!

Pois fique com a reflexão e seja feliz!

Trecho da Oração de São Francisco de Assis

...Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

3 comentários:

  1. CLAUDIA QUERIDA, FICO MUITO FELIZ. DE LER. TUAS LINDAS PALAVRAS. E DE VER-TE RECONHECCENNDO. ESTE BELO SER DE LUX QUE ÉS! COMO DIZEM OS XAMÃS: UMA BOA VODA!
    BJ COM CARINHO
    ROSAURA

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  2. Lindo, lindo e lindo. Parabéns. já estou me cadastrando.
    visite o meu
    http://blogdabeteorquideas.blogspot.com/
    abraços

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