7 de agosto de 2011

Fronteiras do Pensamento 2011

Nesta segunda-feira o filosofo Edgar Morin será a ilustre presença do Fronteiras do Pensamento.  Ele, nos altos dos seus 90 anos, traz a sua contribuição discutindo sobre os rumos da humanidade.
Aborda que o caminho mais viável de conseguirmos contornar as barbáries atuais passa por um tipo de patriotismo civilizatório. Confesso que fiquei curiosa.

Em sua entrevista para a ZH do dia 06/08/2011 disse que existem alguns tipos de barbáries que assombram o mundo: crimes associados a guerras, à dominação que tem um fundo histórico; a barbárie profissional da técnica, do calculo, direcionada ao outro e ainda a barbárie interior em cada individuo. Estas todas com inúmeras justificativas, pois cada um teria seus motivos para cometê-las.

“ Para civilizar o mundo, por assim dizer, para torná-lo livre das barbáries devemos entregá-lo a algo mais forte. Mais forte não somente que a racionalidade, mas também que a fraternidade, a compreensão e o amor. Para civilizarmos o mundo atualmente devemos ter um coração patriota, no sentido de pertencimento à Terra-Pátria. Ter um coração patriota significa ter um amor fraterno pela pátria, nutrir por ela um sentimento paternal, ou no feminino, maternal, como se diz: “à pátria Mãe os maiores sentimentos”. O pertencimento é familiar, conota um despojamento da vaidade. Compreende que jamais vamos eliminar fontes de conflito, as corporações, todos os males possíveis que podem advir ao mundo. Podemos não chegar ao melhor dos mundos, mas a um mundo melhor. Civilizar a terra é isso”. Disse Morin

É um desafio...visto que, especialmente no Brasil, o nosso “pai-patria” anda meio descuidado. Mas será que esta minha fala não seria uma das justificativas? Vale conferir!

2 comentários:

  1. Parabéns pelo Blog!
    Bom fim de semana!
    Bjs!

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  2. Que desafio!
    Sempre que posso passo para dar uma olhadinha no teu blog.Ele é muito interessante.

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