6 de junho de 2011

Respeito

Neste fim de semana eu tive o privilégio de estar em um grupo terapêutico acompanhado por uma das pessoas, que eu vejo, como referencia em Gestalt-terapia, Walter Ribeiro. E, meu querido, por favor se um dia este chegar aos teus olhos me desculpe pela forma de referencia, esta é fruto do meu sentimento.

Eu nem poderia descrever aqui o tanto experimentado lá, até porque nem faria sentido para quem não esteve presente, mas algo me tocou profundamente e exige a minha tentativa.

Falo da “mágica” e profunda ação (sem ação) que a “simples” postura de respeito pode ter para nós mesmos e diante daqueles com quem nos relacionamos ou acompanhamos.
Inicia no quanto mais nós pudermos nos despir da nossa pré-avaliação de certo ou errado, do nosso pré-julgamento de deveria, da expectativa enquanto a forma ou jeito de ser meu e do outro. Quem somos nós para avaliarmos que as pessoas deveriam andar de acordo com o que eu aprendi e é bom para mim? Quem somos nós para nos desvalidarmos por não conseguir realizar algo que ouvimos ou entendemos como o melhor? Quem dá este poder a quém?
Ai entra o respeito, por mim e pelo outro: respeito ao seu movimento, a sua possibilidade, ao seu momento, a sua necessidade e ao outro no mesmo sentido.

E saibam, o que mais me tocou nisto tudo é a intuição de que quando eu me permito respeitar a mim mesmo e ao outro eu me dou a chance de amar.

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