18 de maio de 2011

Mas o que é isso companheiro?


Todos nós sabemos que as relações, sejam de que espécie, acontecem através da fala explicitada, aquilo que é colocado as claras, e da implícita, aquilo que julgamos subentendido. Daí surgem os contratos relacionais que norteiam casamentos, relações familiares, de amigos, colegas de trabalho e, também, os acordos de aceites das ações publicas e políticas.
Quem está atento as suas relações mais próximas sabe, quando um conteúdo do implícito se torna mais visível junto com ele vem a necessidade de transparência, pois aparecem “ruídos” que dão margem a muitas interpretações e atrapalham a relação. Muitas fantasias, alguns conceitos errôneos, inseguranças, dúvidas a respeito da honestidade do outro podem surgir neste momento.
Pois bem, hoje quero sair um pouquinho do intimo e me voltar ao público.
É verdade que a sociedade já está mais do que acostumados a lidar com o não dito do poder público, interpretado da forma que der, doa a quem doer.

Mas, eu aqui deste lado, pergunto: o que é isso companheira?

Vertiginoso aumento do patrimônio do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, entre 2006 e 2010, noticiado no domingo pelo jornal Folha de S.Paulo, não apenas levantou desconfianças sobre o homem mais forte do governo da presidente Dilma Rousseff como também reavivou na cena política escândalos antigos ligados ao petista. Ex-ministro da Fazenda, visto com simpatia por empresários e hoje o principal articulador do Palácio do Planalto, Palocci adquiriu em São Paulo imóveis no valor de mais de R$ 7 milhões. Em 2006, quando se tornou deputado federal pelo PT, seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral era de R$ 375 mil, em valores corrigidos, de acordo com o jornal. O ministro-chefe da Casa Civil afirma que os rendimentos são compatíveis com a atividade de consultoria que exerceu.

E por enquanto fica o dito por não dito...

485 mil estudantes jovens e adultos recebem o livro "Por uma vida melhor", da professora Heloísa Ramos que defende uma suposta supremacia da linguagem oral sobre a linguagem escrita, admitindo a troca dos conceitos "certo e errado" por "adequado ou inadequado". A partir daí, frases com erros de português como "nós pega o peixe" poderiam ser consideradas corretas em certos contextos. Pois o ministério não faz análise dos livros didáticos e não interfere no conteúdo. Segundo o ministro da educação, seria muito trabalhoso que este tivesse que dizer o que é certo ou errado.
" O ministro não faz análise dos livros didáticos, não interfere no conteúdo "

Que tipo de relação é essa?

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