28 de dezembro de 2011

I Ching para 2012

Uma das minhas tradições de ano novo é consultar o I Ching para o próximo ano. Faço isso para compartilhar com as pessoas que vem para a festa de virada na minha casa da praia. Na tardinha do dia 31 nós lemos o Hexagrama do próximo ano, refletimos e fazemos uma brincadeira de registrar pretensões de melhoras, em uma parede especial da casa.

Para quem não sabe o I Ching é um antigo livro de consultas chinês. Muitas dinastias foram regidas pelos seus ensinamentos e este deu origem a parte da filosofia chinesa.
Estou agora sentada em frente a tal parede e relendo o que foi escrito para 2011, é realmente muito certeiro.

2011 foi o ano do – Hexagrama 49 - A MUDANÇA “ O mais importante é mudar o seu caráter, isto é como o fogo refinando o ouro. O ouro não gosta, acha doloroso, mas depois de re-formado fica feliz.” Neste ano a mudança ocorrerá, na suavidade ou na dor, isto depende do aluno.

Pois eu sugiro uma reflexão sobre o seu ano que passou. Veja se isso se confirma, cada um do seu jeito...

O jogo de 2012 já foi feito. Hoje na tardinha fiz a meditação e o jogo das moedas.

Para 2012 teremos o - Hexagrama 24 - O COMEÇO HUMILDE “ Aquele que escolher o caminho do passo a passo simples, com força e suavidade terá sucesso”. A humildade dos inícios será a vitoria.

Comentário:
Após o profundo incomodo veio a mudança e o ritmo da vida, de alguma forma, foi modificado. Isto aconteceu para se atingir algum outro estágio de consciência. O “sem sentido”, de hábitos poderosos e carcereiros quer incluir novos horizontes – o novo atrai, mas o habito prende. Por isso O COMEÇO HUMILDE. O começo é por si mesmo, aos poucos, com humildade...não se pode mudar o mundo sem antes a si mesmo e a simplicidade torna o homem sábio. É preciso suscitar dentro de si a elevação de pensamento, a firmeza na ação suave e a escolha do propósito.

Interessante não? Para mim este Hexagrama confirma a continuidade de tudo, pois após o “desmanchar para mudar” vem “o começo com simplicidade e humildade”... E o mais importante, será “vitorioso quem tiver persistência e escolher sabiamente” – com simplicidade.

FELIZ ANO NOVO!!

23 de dezembro de 2011

Queridos amigos FELIZ NATAL


















Neste Natal, antes de mais nada, desfrutem!

O sentido do Natal é poder compartilhar com as pessoas com quem nos relacionamos. Nós este ano, de alguma forma, tivemos uma relação de troca de idéias, algumas vezes de apoio, e até de carinho.
Sem dúvida que é bom dar e ganhar presentes, mas melhor ainda é saber que sempre poderemos contar com algumas pessoas; que podemos nos alegrar com as conquistas de cada um e que, mesmo a distancia, podemos contar com um ombro amigo!

Desejo um FELIZ NATAL e que o ano de 2012 seja recheado de paz, amor, alegrias, respeito, compreensão, atitudes, apoios, aceitação, brincadeiras, sexo, dinheiro e muita saúde para todos nós e nossas famílias!
Que as motivações para a construção da nossa felicidade circulem entre nós e nos contagiem ao longo de todo o Ano Novo.

8 de dezembro de 2011

Ser “encontrado”

Hoje, terminando meus atendimentos do dia, flutuava em meus pensamentos uma frase que eu não lembro em que livro de Gestalt eu li e que é mais ou menos assim:

Cada um de nós, secreta e desesperadamente sonha em ser “encontrado”, pois o nosso mais profundo ser anseia por fazer contato consigo mesmo.
E, para dar o devido tom poético que o momento merece...


TRADUZIR-SE

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?


Ferreira Gullar

27 de novembro de 2011

Porque hoje é domingo

Acho que de uns tempos pra cá, depois do nenê que não permite mais tanto cinema na telona, se atirar no sofá para ouvir e garimpar músicas tem sido o grande prazer dos domingos a noite.


E na onda da mais pura autenticidade...todo “errado” é válido!

Eu procurava uma música do Macalé, mas achei esta do Jorge Mautner que é fantástica.


24 de novembro de 2011

Ampliando Fronteiras

Com a devida humildade, sugerida pelo jogo do I Ching para 2012, estou aqui apresentando a minha mais nova ousadia.  É, queridos leitores, um espaço com colaboradores e tudo! Bem,  na verdade, só tem colaboradoras, mas, se aparecerem uns candidatos, estou ampliando... Hehehe...

Quem vem me acompanhando sabe que tenho passado por um rico processo de mudanças. Por isso, agora quero compartilhar mais.

Estou feliz em trazer para cá um pouco das minhas ‘ampliações de fronteira’ e tentar propiciar à mais pessoas o mesmo por aqui. Creio que apresentando diferentes visões, assuntos e experiências, estarei convidando vocês a ampliarem os próprios domínios.

As convidadas  que vão estar conosco no MULHERADA.COM  são representantes das nossas diferenças. Cada uma dessas mulheres vê o mundo a partir do seu próprio colorido, ou seja, de suas experiências e vivências pessoais e é exatamente daí que nasceu a idéia da frase da chamada. 

Acredito muito no papel das diferenças como estímulo ao nosso crescimento. Para olharmos o mundo, nos permitindo ‘trocar os óculos’, ou simplesmente nos deixarmos entrar em contato com algo novo, muitas vezes precisamos de algo que nos toque, nos instigue, desperte a curiosidade.

Pois essa é a nossa proposta aqui.

21 de novembro de 2011

Na linha de mudança


Varias vezes eu escrevi aqui que a vida é feita de ciclos e que estes ciclos são feitos de um conjunto de “coisas” que vão saindo do nosso foco para darem espaços a outras. Pois este processo esta muito intenso no meu momento profissional. Eu estou diminuindo alguns interesses para dar lugar a outros e este tem sido o motivo do meu silencio.
Lembrei aquelas mães que dizem que quando uma criança esta muito quietinha é que está aprontando. É eu estou aprontando, estou mudando a forma. Logo este espaço vai ter outra cara e o seu foco modificado, mas enquanto isso não acontece eu vou indo devagar, como quem está recolhido para deixar brotar.

A gente se transforma a partir das experiências que vai vivendo e eu, com a maternidade, passei por um intenso processo de deixar a teoria de lado para viver na pratica. O meu “ouvido” se transformou a minha ação e o meu caminho esta se redirecionando junto com os interesses. Cada vez mais a Gestalt-terapia, em seu aspecto mais fenomenológico, faz sentido e cada vez mais as suas idéias direcionam o meu olhar.

Lembrei da fala da querida Jean Clark dizendo que as idéias nos ajudam a organizar um mapa temporário que nos dão um certo senso de direção naqueles momentos, tão freqüentes e humanos, em que nos sentimos perdidos. Isto sempre me soou muito acalentador para aqueles que já acompanhei na sua linha de mudança. Aquele lugar que se fica quando o velho, do jeito que era, já não serve e o novo ainda não tem cara.

Pois bem que a teoria sirva para mim!


17 de outubro de 2011

Eu voltei

Foram longos dias organizando a casa nova. Mudança é uma loucura, mas tudo tem suas compensações e eu, nestes dias de sumiço, estava me livrando de caixas e me sentindo cada vez mais feliz! Está sendo tão bom, o processo de ver, aos poucos, aparecer a minha cara, o meu jeito na casa que vai ser o "berço" dos próximos anos.

Nisso tudo me cai em mãos, ou melhor aos olhos, esta “piada”. Vejam que interessante. Eu acredito! Em vida após ao parto, após a formatura, após o casamento, após ao nascimento dos filhos, após as mudanças!! após a aposentadoria, após a morte... E tu?

No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês. O primeiro pergunta ao outro:
- Você acredita na vida após o nascimento?
- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui
principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída – o cordão umbilical é muito curto.
- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas
encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia
prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não
existe nenhuma.
- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente, como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela…

18 de setembro de 2011

Com música tudo fica melhor

Das minhas favoritas... Uma inspiração para os melancólicos de final de domingo. Verdadeiro “presente”!



Primavera - José Miguel Wisnik

A primavera é quando ninguém mais espera
A primavera é quando não
A primavera é quando do escuro da terra
Acende a música da paixão

A primavera é quando ninguém mais espera
E desespera tudo em flor
A primavera é quando ninguém acredita
E ressuscita por amor

A primavera é quando ninguém mais espera
E desespera tudo em flor
A primavera é quando não acredita
E Ressuscita por amor

A primavera é quando ninguém mais espera
A primavera é quando não
A primavera é quando do escuro da terra
Acende a música da paixão

A primavera é quando ninguém mais espera
E desespera tudo em flor
A primavera é quando ninguem acredita
E Ressuscita por amor

A primavera é quando do escuro da terra
Acende a música do tesão

16 de setembro de 2011

“Conselho de psicóloga”

Se você é destes que precisa de desculpa para se divertir ok, eu dou uma ajuda. Nada como uma escapadinha pra quebrar o “todo dia sempre igual”. Nossa, a cidade está borbulhando cultura, do Em Cena a Bienal tem muita coisa boa... Vai ai a minha dica – de quem olha para as coisas do humano, mas porque não?

Histórias de Amor Líquido, com texto de Walter Daguerre, direção de Paulo José e um trabalho de ator divino. Esta é para hoje e amanha, mas tem muito mais. http://www.poaemcena.com.br/

Inspirada na leitura da obra “Amor Líquido – sobre a fragilidade dos laços humanos”, do sociólogo alemão Zygmund Baumann. O tema recorrente no livro são os vínculos sociais possíveis no mundo atual, neste tempo que se convencionou denominar de pós-modernidade, com uma radiografia aguda das agruras sofridas pelos homens e mulheres que têm de estabelecer suas parcerias no mundo globalizado. O que permanece do livro na encenação é, em primeiro lugar, a exploração de um conceito: a idéia de líquido, de liquefação. Para Baumann, o mundo globalizado é marcado por relações que se estabelecem com extraordinária fluidez, que se movem e escorrem sem muitos obstáculos, marcadas pela ausência de peso, em constante e frenético movimento. A peça apresenta três histórias originais de ficção, “Rua Sem Saída”, “A Corretora” e “A Casa da Ponte”, que possuem ao todo 13 personagens, mas foram escritas por Walter Daguerre para serem encenadas por apenas cinco atores. Essas histórias são mostradas com outra característica importante: estão fragmentadas ao longo do texto, uma se misturando com a outra, obrigando os atores – que dobram papeis, a passarem de um personagem com extrema rapidez e desenvoltura, formando um panorama contemporâneo sobre os relacionamentos amorosos dos quais fazemos parte hoje em dia.

5 de setembro de 2011

O despreparo da geração “eu mereço”

Claro que cada caso é um caso mas... acho que este texto pode servir para abrir os olhos dos pais super-protetores de hoje e ajudar alguns de vocês, que sofrem e não sabem bem porque, pois sempre tiveram “tudo”.

Dedico a aqueles que já se sentiram injustiçados por não terem nascido em “berço esplendido”, vejam o que isto lhes rendeu!


....Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência...



Retirado do texto Patrimônio da felicidade da jornalista Eliana Brum

28 de agosto de 2011

O brilho no olhar

Já que domingo chuvoso fica melhor com música... Um mar de vida!

Ela ainda é maravilhosa, permitindo que o brilho do seu olhar nos contamine
Uma homenagem a estrela Clara Nunes



É Água No Mar
É água no mar, é maré cheia ô
mareia ô, mareia
É água no mar...
Na Linha do Mar
...Galo cantou às quatro
Da manhã
Céu azulou na linha
Do mar
Vou me embora desse
Mundo de ilusão
Quem vem me sorrir,
Não há de me ver
Chorar....


25 de agosto de 2011

A vida é feita de ciclos

Algumas vezes as coisas são mais simples do que estão parecendo ser e é muito bom quando podemos enxergar isso. Tenho recebido muitas pessoas que se queixam de estarem vivendo um “desanimo” ou “ falta de energia”. Claro que cada caso é um caso, mas com freqüência, ao investigar, o que vai se formando é um quadro de descontentamento com tarefas e atribuições diárias, somados a dificuldades relacionais. É justamente ai que está o mais simples do que parece. Muitas destas situações aparentemente depressivas são movidas pelo que chamo de sinais da saturação.

As nossas vidas são feitas de ciclos e estes, sem que nos apercebamos, iniciam movidos pelos desejos de “ir mais”, aprender, concretizar etc...mas estes, como tudo, se esgotam e, quando isso acontece, vem a necessidade de troca de fase.

Mas por que as pessoas não mudam e pronto? Porque sempre que pensamos em encerrar algo vem uma sensação de perda associada a este algo. Parece que vamos perder o que tivemos de bom, largar. E, de certa forma vamos mesmo, mas para dar lugar a outras experiências que venham a somar as vividas e isso não é perder.

É assim que estamos vivos! Deixamos coisas, pessoas, papeis, imagens para darmos continuidade ao nosso crescimento.

É importante deixar a adolescência para ir se transformando em adulto jovem ou finalizar um ciclo da carreira profissional para subir de posto ou mesmo terminar um relacionamento amoroso que perdeu seu sentido.

Quando nós esgotamos o que podíamos agregar vêem os sinais. É preciso estar atento!


21 de agosto de 2011

Hoje é domingo, dia de música


Desculpem a ausência!Nos ultimos dias estive trabalhando muito. Vou mudar de casa e quem já fez isso sabe o que é... Para retomar, como quem chega suave, nada melhor que uma boa desculpa para deixar "o pensar" de lado.

Me inspirei no seu Zezinho, grande amigo de Dorival Caymmi, ele falava muito em Maracangalha. Dorival contava que quando o vivente não tinha um bom pretexto para sair de casa e quebrar com a rotina, dizia pra mulher: "Eu vou pra Maracangalha".
Parece uma boa, não acha?


E, como hoje é domingo, ai vai... Não perca esta gravação histórica!
http://www.youtube.com/watch?v=fr9-2Wjy2RY
Maracangalha Eu vou pra Maracangalha, eu vou
Eu vou de liforme (uniforme) branco, eu vou
Eu vou de chapéu de palha, eu vou
Eu vou convidar Anália, eu vou
Se Anália não quiser ir
Eu vou só, eu vou só, eu vou só
Se Anália não quiser ir
Eu vou só,
Eu vou só, eu vou só sem Anália,
Mas eu vou.


Dorival Caymmi
Fontes: capoeirabrasil wikipedia

7 de agosto de 2011

Fronteiras do Pensamento 2011

Nesta segunda-feira o filosofo Edgar Morin será a ilustre presença do Fronteiras do Pensamento.  Ele, nos altos dos seus 90 anos, traz a sua contribuição discutindo sobre os rumos da humanidade.
Aborda que o caminho mais viável de conseguirmos contornar as barbáries atuais passa por um tipo de patriotismo civilizatório. Confesso que fiquei curiosa.

Em sua entrevista para a ZH do dia 06/08/2011 disse que existem alguns tipos de barbáries que assombram o mundo: crimes associados a guerras, à dominação que tem um fundo histórico; a barbárie profissional da técnica, do calculo, direcionada ao outro e ainda a barbárie interior em cada individuo. Estas todas com inúmeras justificativas, pois cada um teria seus motivos para cometê-las.

“ Para civilizar o mundo, por assim dizer, para torná-lo livre das barbáries devemos entregá-lo a algo mais forte. Mais forte não somente que a racionalidade, mas também que a fraternidade, a compreensão e o amor. Para civilizarmos o mundo atualmente devemos ter um coração patriota, no sentido de pertencimento à Terra-Pátria. Ter um coração patriota significa ter um amor fraterno pela pátria, nutrir por ela um sentimento paternal, ou no feminino, maternal, como se diz: “à pátria Mãe os maiores sentimentos”. O pertencimento é familiar, conota um despojamento da vaidade. Compreende que jamais vamos eliminar fontes de conflito, as corporações, todos os males possíveis que podem advir ao mundo. Podemos não chegar ao melhor dos mundos, mas a um mundo melhor. Civilizar a terra é isso”. Disse Morin

É um desafio...visto que, especialmente no Brasil, o nosso “pai-patria” anda meio descuidado. Mas será que esta minha fala não seria uma das justificativas? Vale conferir!

1 de agosto de 2011

Coisas de mulher

Abstraindo o que, nós mulheres, sabemos sobre o devido lugar da estética, sobre a alta estima vir de dentro... e o sentir-se bem mais ainda. Mulher que se sente bem vestida, se sente melhor!

Olhem este casaco, eu não pude deixar de participar do sorteio no site E agora, o que é que eu faço?


Quer esse casaco em tricot Villa das Malhas?
Confere aí embaixo as regras do sorteio

http://www.lilarizzon.com.br/EAgora/#post114

24 de julho de 2011

Quando o canto é reza

Como hoje é domingo e toda hora é hora... Deixo um punhado desta reza cantada, assim tudo fica melhor!

Água Doce

Quando o canto é reza
Todo toque é santo
Toda estrela é guia
Todo mar encanto
Quando a lua passeia na pedra da sereia
Toda fonte é sagrada
Toda água é doce
Toda alma é pura
Toda hora é bela
Quando a mão se perfuma
Todo beijo é uma flor
Todo coração tem um mistério
Toda paixão tem um segredo
Toda fé tem um andor.
Quando a sombra do mal se esconde
Toda paz é filha de Gandhi
Toda força tem seu louvor
Quando o olhar se ilumina
O coração se inclina
O amor abre a cortina e todo chão se empina
Numa colina sob o lençol de alecrim
E lá de cima
Quem abençoa
É Nosso Senhor do Bonfim.

http://www.radio.uol.com.br/#/musica/roberta-sa-e-trio-madeira-brasil/agua-doce/224444

Roberta Sá & Trio Madeira Brasil

21 de julho de 2011

Quando a paixão é um problema

Na emoção de um novo romance é natural olharmos através de lentes mágicas que dão ao outro um colorido todo especial. Nós vestimos um óculos comandado pelos nossos desejo de realização, pelo que gostaríamos de ter de retorno, pelos nossos sonhos etc.. Um tipo de idealização que contribui para o inicio do vinculo, que é completamente “normal” e deve passar com o tempo.

Mas todo excesso é prejudicial a saúde. Eu gosto dizer que nós somos uma caixinha e que ninguém é tão maravilhoso. Nós seres comuns temos uma porção de coisas boas e outras tantas nem tão boas assim e, por isso, estamos evoluindo hehehe. Se você achou alguém que é pura perfeição, atenção! De uma olhada na realidade. O excesso de idealização transforma o outro, ou simplesmente nos impedi de enxergar a pessoa com quem estamos nos relacionando.

Veja bem, a intenção aqui não é lhe dar um banho de água fria, é que por incrível que pareça, paixões problemas não são muito difíceis de acontecer. Tenho acompanhado pessoas que se queixam de passar a desconhecer o companheiro(a), que se fixam em querer mudar o outro ou, em casos extremos, passam a se enganar quanto ao que recebem, limitando as suas vidas a buscar e buscar o que não vem, gastando uma energia desnecessária.

Este ultimo caso é o que mais prejuízos pode trazer a alguém, pois pode chegar a níveis de obsessão e compulsão pelo outro e, o mais importante, pode acontecer de forma muito sutil, sem que você se de conta. Portanto se você tem sinais de que a sua paixão está passando da conta e começando a trazer sofrimento e mais desagrado que agrado, revise.

É eu sei, falado assim parece assustador, mas o negócio é clarear a visão.
E para dar um “toque bom” deixo esta música.
www.youtube.com/watch?v=EtcrI8bED8A

15 de julho de 2011

Rir porque não?

Vista de perto, a vida é uma tragédia. Vista de longe, é uma comédia. Charles Chaplin

As coisas que mais me encantam na vida são: saborear (o que se tem ), rir (do motivo da hora) e conhecer (o que estiver na mira). Hoje presenciei duas situações que me fizeram pensar no valor do bom humor. Dependendo de como se olha uma situação tudo pode mudar!

Pesquisando por ai achei uma referencia de Nitzsche sobre bom humor. Ele, do seu jeito, falou daquele que sabiamente ria de si mesmo, da sua própria “miséria”. E por que não rir de si mesmo? Por que não tratar com bom humor o que poderia ser visto como a grande barreira, falha, dificuldade ou erro. Pois se tudo pode ser repensado, por que não dar um tom de leveza para aquilo que pareceu tão terrível. Tudo pode ficar um pouco ou bem mais fácil.

Alguns filósofos chineses falavam da postura do observador e isto nada mais é do que distanciar-se e revisar.

Eu, particularmente, gosto de fazer piada de mim mesma e de algumas coisas que me parecem “doideiras” minhas. Algumas pessoas já me olharam com estranhamento quando eu disse: deixa pra lá, sabe que "louco" não se ataca de frente.

É as vezes a vida pode parecer uma piada! E será que não é? Pelo sim pelo não...

10 de julho de 2011

Domingo é dia de música

Porque hoje é domingo, brincar é bom de mais e a vida é breve e passageira.

Tem Quem Queira
Amigo, se andas triste
Vai para uma brincadeira
Se tu não quer
Tem quem queira (2x)
Se é por falta por de dinheiro
Te dou trabalho na feira
Se tu não quer
Tem quem queira (2x)

Se o teu caso é mulher
Tem a Maria Moreira
Se tu não quer
Tem quem queira (2x)
Ela gosta é de ti
E é uma mulata faceira
Se tu não quer
Tem quem queira (2x)


Se te dou esse conselho
É pra tu sair dessa asneira
Se tu não quer
Tem quem queira (2x)
O amor é muito bonito
E ele não tem pasmaceira
Se tu não quer
Tem quem queira (2x)

Portanto não bota fora
A tua alegria brejeira
Se tu não quer
Tem quem queira (2x)
Vai gozar a tua vida
Que ela é breve e passageira
Se tu não quer
Tem quem queira (...)

Antônio Vieira

Composição: Antônio Vieira

www.youtube.com/watch?v=Yi6X3ZsWdlQ

6 de julho de 2011

Término bom

Ontem a tarde foi o dia de falar em términos. Mais de uma pessoa trouxe o tema, as necessidades, dificuldades e o bom do termino “saudável”.
É isso ai: cada pessoa que passa por nossas vidas tem seu grau de importância, seu papel e seu legado. No fundo, a gente sabe quando tudo acabou e que este é o momento de terminar. Quando nós conseguimos fazer isso sem esgotar a relação, salvamos o bom que se viveu.

Abaixo leia o email de uma paciente já bem resolvida com seu ex.

Escrevo nem sei por que, pra variar. Na verdade pra responder o que tu perguntou na solicitaçao: sim, eu to bem.
Sei que falei que nao queria mais falar contigo nem saber de ti, mas passou. E o que restou foi essa lembrança de que tu foi uma pessoa importante pra mim, e que tenho que te guardar em mim com carinho e um certo cuidado. Cansei da raiva, da frustraçao, do ressentimento e resolvi limpar esses sentimentos dessa lembrança, porque o que tivemos, por mais dolorido, foi legal, e sendo legal, foi importante, e sendo importante, nao vai ser esquecido, e nao sendo esquecido, que reste como alguma coisa boa.

Li uma coisa do Caio Fernando e lembrei de ti... assim ó: Às vezes me lembro dele. Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou. Nunca mais o vi, depois que foi embora. Nunca nos escrevemos. Não havia mesmo o que dizer. Ou havia? Ah, como não sei responder as minhas próprias perguntas! É possível que, no fundo, sempre restem algumas coisas para serem ditas. É possível também que o afastamento total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua a buscar, a investigar — e principalmente a fingir. Fingir que encontra. Acho que, se tornasse a vê-lo, custaria a reconhecê-lo.”
Ainda penso que um dia, por acaso, em algum bar, a gente vai se encontrar e rir. Talvez a gente nem nem va se reconhecer mais, e isso vai ser ótimo - sinal de que mudamos e (espero) que crescemos.
Enfim, assim como tu espera que eu esteja bem, eu te desejo só coisas boas, felizes e bonitas, e principalmente inteligencia pra nao ficar fazendo bobagens por ai.
Te cuida. E cuida dos outros tambem.
Beijo

21 de junho de 2011

O Entusiasmo

O Entusiasmo é um tipo de vitamina E, uma benção. Quando temos o entusiasmo, temos os deuses por dentro e aí a vida vale a pena...

Confira o vídeo abaixo, nada do que eu escreveria traduziria com fidelidade as tão boas palavras de Eduardo Galeano.

http://youtu.be/mdY64TdriJk

6 de junho de 2011

Respeito

Neste fim de semana eu tive o privilégio de estar em um grupo terapêutico acompanhado por uma das pessoas, que eu vejo, como referencia em Gestalt-terapia, Walter Ribeiro. E, meu querido, por favor se um dia este chegar aos teus olhos me desculpe pela forma de referencia, esta é fruto do meu sentimento.

Eu nem poderia descrever aqui o tanto experimentado lá, até porque nem faria sentido para quem não esteve presente, mas algo me tocou profundamente e exige a minha tentativa.

Falo da “mágica” e profunda ação (sem ação) que a “simples” postura de respeito pode ter para nós mesmos e diante daqueles com quem nos relacionamos ou acompanhamos.
Inicia no quanto mais nós pudermos nos despir da nossa pré-avaliação de certo ou errado, do nosso pré-julgamento de deveria, da expectativa enquanto a forma ou jeito de ser meu e do outro. Quem somos nós para avaliarmos que as pessoas deveriam andar de acordo com o que eu aprendi e é bom para mim? Quem somos nós para nos desvalidarmos por não conseguir realizar algo que ouvimos ou entendemos como o melhor? Quem dá este poder a quém?
Ai entra o respeito, por mim e pelo outro: respeito ao seu movimento, a sua possibilidade, ao seu momento, a sua necessidade e ao outro no mesmo sentido.

E saibam, o que mais me tocou nisto tudo é a intuição de que quando eu me permito respeitar a mim mesmo e ao outro eu me dou a chance de amar.

23 de maio de 2011

O nabo - receitas


Segundo especialistas em alimentação oriental chinesa, este tônico dos meridianos do Rim, Pulmão e Baço-Pancreas, ajuda bastante a neutralizar os “agentes agressivos” do frio.

Abaixo estão algumas receitas enviadas pela querida Zilda. Ela, de tanto comer nabo, desenvolveu estas delícias que até mesmo aqueles que acham que não levam jeito na cozinha podem fazer.

Salada de cenoura e nabos
Ingredientes : 1 nabo comprido, 2 cenouras, Maionese, Requeijão, Molho branco, Ervas finas, Batatas palha
Modo de fazer: Misturar 1 colher de sopa de maionese, 1 colher de sopa de requeijão e meia xícara de chá de molho branco. Acrescentar 1 colher de chá de ervas finas. Ralar as cenouras e o nabo. Mistura, acrescentar meia xícara de batatas palha. Misturar com o molho de ervas.

Pastéis de forno
Ingredientes: 1 nabo comprido, Requeijão, Nata, 2 fatias de presunto ( ou peito de peru, etc.), Temperos a gosto, Massa folhada para pastel
Modo de fazer: Ralar o nabo; picar as fatias de presunto e mistura com 2 colheres de sopa de requeijão e 2 colheres de sopa de nata. Temperar a gosto ( salsinha, cebolinha, orégano , etc. ). Rechear as massas de pastel e levar ao forno médio por mais ou menos 30 minutos.

Lasanha
Ingredientes: Fatias de mussarela, Fatias de presunto, Queijo ralado, 1 nabo comprido, Temperos a gosto, Molho branco, Molho de tomates
Modo de fazer: Descascar o nabo e cortar em fatias finas. Aferventar rapidamente. Montar a lasanha: 1 camada de nabos fatiados, 1 camada de mussarela, 1 camada de nabos fatiados, 1 camada de presunto, 1 camada de nabos fatiados. Polvilhar cada camada de nabos com temperos a gosto ( salsa, cebolinha, orégano, etc. ) e com molho branco e molho de tomates. Cobrir a última camada de nabos com queijo ralado. Levar ao forno por 20 ou 30 minutos. Fogo médio.

Queridos leitores, quero registrar que não trabalho com nutrição ou coisas relacionadas a alimentação. Da ultima vez que publiquei uma dica de alimentação natural recebi vários convites para dar cursos. Deixemos claro que o meu “negócio” continua sendo a psicologia hehehe.
Bom proveito!

18 de maio de 2011

Mas o que é isso companheiro?


Todos nós sabemos que as relações, sejam de que espécie, acontecem através da fala explicitada, aquilo que é colocado as claras, e da implícita, aquilo que julgamos subentendido. Daí surgem os contratos relacionais que norteiam casamentos, relações familiares, de amigos, colegas de trabalho e, também, os acordos de aceites das ações publicas e políticas.
Quem está atento as suas relações mais próximas sabe, quando um conteúdo do implícito se torna mais visível junto com ele vem a necessidade de transparência, pois aparecem “ruídos” que dão margem a muitas interpretações e atrapalham a relação. Muitas fantasias, alguns conceitos errôneos, inseguranças, dúvidas a respeito da honestidade do outro podem surgir neste momento.
Pois bem, hoje quero sair um pouquinho do intimo e me voltar ao público.
É verdade que a sociedade já está mais do que acostumados a lidar com o não dito do poder público, interpretado da forma que der, doa a quem doer.

Mas, eu aqui deste lado, pergunto: o que é isso companheira?

Vertiginoso aumento do patrimônio do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, entre 2006 e 2010, noticiado no domingo pelo jornal Folha de S.Paulo, não apenas levantou desconfianças sobre o homem mais forte do governo da presidente Dilma Rousseff como também reavivou na cena política escândalos antigos ligados ao petista. Ex-ministro da Fazenda, visto com simpatia por empresários e hoje o principal articulador do Palácio do Planalto, Palocci adquiriu em São Paulo imóveis no valor de mais de R$ 7 milhões. Em 2006, quando se tornou deputado federal pelo PT, seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral era de R$ 375 mil, em valores corrigidos, de acordo com o jornal. O ministro-chefe da Casa Civil afirma que os rendimentos são compatíveis com a atividade de consultoria que exerceu.

E por enquanto fica o dito por não dito...

485 mil estudantes jovens e adultos recebem o livro "Por uma vida melhor", da professora Heloísa Ramos que defende uma suposta supremacia da linguagem oral sobre a linguagem escrita, admitindo a troca dos conceitos "certo e errado" por "adequado ou inadequado". A partir daí, frases com erros de português como "nós pega o peixe" poderiam ser consideradas corretas em certos contextos. Pois o ministério não faz análise dos livros didáticos e não interfere no conteúdo. Segundo o ministro da educação, seria muito trabalhoso que este tivesse que dizer o que é certo ou errado.
" O ministro não faz análise dos livros didáticos, não interfere no conteúdo "

Que tipo de relação é essa?

15 de maio de 2011

Meninas que iniciam o bate-papo

Já a mais ou menos um mês recebi alguns telefonemas e um email de uma bem conhecida revista para jovens adolescentes. A jornalista que fez contato desejava que eu respondesse a algumas dúvidas das meninas leitoras. Eu, mesmo achando as perguntas um tanto senso comum, conversei com alguns meninos e respondi as dúvidas das meninas. Como não tive nenhum retorno da revista dou-me o direito de publicar. Aí vai...

Como ganhar confiança para conversar com o menino?
Para puxar um assunto você não precisa de muito, mas o primeiro "oi" pode ser bem difícil. Pois bem, eu diria que o importante é se desafiar e começar, depois disso fica bem mais "fácil". Para aumentar a confiança comece sabendo que eles, mesmo sem dizer, valorizam as meninas que se aproximam para iniciar um bate-papo, acham elas corajosas e donas de si. Então meninas, o meu conselho é o seguinte: mesmo que vocês não estejam tão seguras assim, se desafiem e mostrem-se seguras. Saibam que confiança se aprende, se conquista e uma das formas para isso é exercitar esta capacidade que está ai dentro de você. A história funciona assim: respira fundo e vai lá, a gente se mostra confiante e vai ganhando confiança.

Qual a melhor maneira para puxar assunto?
Os meninos ficam felizes quando uma menina puxa o assunto, pois isto também é bem difícil para eles. Eles costumam me contar as “durezas” de ter sempre que iniciar ou correr atrás. Uma certeza eu lhes digo: Os meninos mais maduros acham muito interessantes meninas que falam de tudo, mesmo que não seja um assunto em comum, o que eles mostram admirar é a menina que tem sua opinião. Queridas: eu diria que nós meninas não precisamos entender e gostar dos mesmos assuntos que eles, mas para puxar assunto, pode ser mais fácil falar algo comum aos dois, qualquer coisas serve. Ler e se informar sobre coisas que estão acontecendo pode ajudar bastante. Se vocês fizerem isso e desenvolverem alguma opinião a respeito, melhor ainda. Mas nisso tudo tente não deixar de ser natural, você mesma, quando somos nós mesmas a conversa surge.

Como dar a entender seu interesse sem parecer “atirada” ?
Na verdade varia muito o ponto de vista dos meninos sobre uma menina ser “atirada”. Eles não acham que uma menina que mostra seu interesse é “atirada”, mas tudo depende de como você mostra seu interesse. Uma vez um menino de 17 anos me disse: uma garota tem de mostrar sim seu interesse, mas com indiretas, olhares e atitudes. NADA DE MANDAR A AMIGA NO SEU LUGAR! Portanto atenção: nesta fase se você está interessada é melhor ser direta, falando ou demonstrando. Já conversando com meninos de 14 e 15 anos ouvi dizer que uma pitada de "joguinho" sempre tem seu charme. Portanto fique esperta e cria oportunidades, demonstre seu interesse com "indiretas" aí o menino chega.

Nesta faixa etária o que importa mais: o exterior, a autenticidade ou o respeito por seu jeito de ser?
Nessa idade os meninos não buscam um par para a vida, uma mãe para os seus filhos ou coisas do gênero, daí a aparência conta bastante. Essa é a idade de sair fazendo números. Meninos e meninas costumam achar que “quanto mais melhor”. Eles curtem conhecer várias meninas sem se preocuparem com grandes compromissos. Mas nem por isso a aparência é tudo. Nas palavras de outro menino de 17 anos: se ela for LINDA mas for vazia, sem opinião e personalidade, é claro que o menino, em algum momento, vai querer ela, mas só para ficar. Portanto meninas não se esqueçam: beleza pode ser importante e se é assim, caprichem no visual, sendo bonita do seu jeito. Cada uma tem algo que chama mais a atenção e é o seu forte, destaquem isso: um cabelo diferente, o brilho na boca mais volumosa, saia para pernas bonitas etc... Valorize o seu melhor, lembrando sempre que ninguém é perfeito e nenhuma menina tem tudo lindo.



7 de maio de 2011

Ser mãe


Eu que costumo dizer que nós constantemente temos algo (uma gestalt) que nos conduz, estou aqui hoje, de cara e coração, porque a minha, deste ultimo ano, foi me deixar ser mãe.

E feliz porque uma mãe como eu, tão cheia de tantas outras coisas alem de ser mãe, neste momento pode afirmar que: a gente se deixa ser mãe quando se deixa sentir. Mas ser mãe é tanto sentimento que nem se tem como não se deixar. O serzinho vem com tudo, penetra, e é, deixar ou deixar. Uma destas coisas que nem a razão consegue conter.

Para ilustrar lembrei das palavras do letrista e músico Toquinho: “este é um sentimento que só sabemos quando temos um filho. E antes dele nem sabemos que esse amor existe. Quando vem essa criança e começamos a conviver com ela, a gente pensa: Puxa eu podia amar tanto mais e nem sabia”...

Portanto fica ai a minha homenagem ao Dia das Mães. Dou um viva a minha descoberta de um amor que aflorou dentro de mim, me transformou e me fez mãe.

19 de abril de 2011

A esperar por nós

Em homenagem ao futuro que nos espera...
Que como diz a letra: Sem pedir licença Muda a nossa vida E depois convida A rir ou chorar...
Em homenagem as fantasias de criança e especialmente ao meu filhote que completa 1 aninho na semana da Pascoa e tem, como nós, muito a sonhar...

http://youtu.be/-Gsdp2zSCjY

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...

Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...

Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...

Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul

Pinto um barco a vela
Brando navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...

Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...

Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...

Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...

De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...

Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...

E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar

Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...

Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar

Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo(Que descolorirá!)

Aquarela
Toquinho / Vinicius de Moraes / G.Morra / M.

21 de março de 2011

Meditação

Muitos de vocês já devem ter ouvido falar de Meditação, mas poucos sabem da profundidade dos seus benefícios. Pois bem, vale dar uma espiada abaixo na explicação do Sergio e, quem sabe, até experimentar o seu curso. Isto porque eu tenho observado o quanto algumas pessoas se beneficiam desta prática. É comum eu encaminhar para meditação pessoas que sofrem de ansiedade, em especial por acreditarem que não dão conta de algo que, normalmente, é imposto pelas “doideiras” dos excessos da vida moderna. Acredito que na pratica elas experimentam um estado de presença e foco no presente que ajuda a tranqüilizar. Minha argumentação passa também pela própria experiência: é uma benção aprender a colocar cada coisa no seu lugar e prazeroso estar atento ao que se esta sentindo, presenciando, ouvindo, executando no presente. E depois disto feito pensar com calma no depois.

M E D I T A Ç Ã O
A meditação pode ser aprendida e praticada por qualquer pessoa, devido a sua simplicidade. Essa prática consiste em focar e estabilizar a atenção no aqui e agora. Relaxar de forma atenta, respirar melhor e conscientemente, aumentar a qualidade da presença e do sentimento de ser o que já somos, são alguns de seus resultados.
O diferencial do curso é o aprendizado da meditação fora de contexto religioso, por meio de princípios da Educação para Ser. Esse curso se completa em si mesmo, mas é também pré-requisito para os que desejarem avançar em seus estudos e ingressarem na nova turma da Escola de Meditação que inicia em abril de 2011.

Sérgio Veleda

Ainda tem vagas para o próximo curso. Dias 25 (noite), 26 e 27 de março de 2011, em Porto Alegre. O telefone para inscrições é 30268224.

15 de março de 2011

A Magia da Transformação

Pois bem, acabaram-se as férias, o carnaval tardio se foi e agora é voltar a rotina. Muitos de nós aproveitamos este “inicio de ano” para botar em prática um pouquinho das promessas feitas no virar de 2010. É um bom momento! Especialmente para retomar os cuidados com a nossa paz de espírito. Eu aqui faço a minha parte: dou dicas, explico algumas coisas, discuto casos, dou exemplos. E para “começar” 2011, olhe só o que me mandou a Ester, uma paciente, que voltou de viagem a Índia em janeiro.

A Magia da Transformação

TRANSFORMAR, palavra que ouvimos em muitos momentos da nossa vida. Ficamos esperando que uma mágica aconteça, que leve a transformação e quando não acontece, ficamos tristes, perdidos e as vezes muito irritados.
Mas, a mágica existe e acontece no momento em que estamos prontos.
Como acontece?
Bem, o modo que ela acontece, depende de cada um de nós, porém existe um caminho a ser trilhado para que ela aconteça.
Qual o caminho??
Vá em busca de si mesmo, através do autoconhecimento, buscando para isso o terapeuta que julgar mais adequado, sem ter o medo de mudar quando for necessário. Mas, fique atento para que esta mudança não seja só uma fuga de si mesmo.
Durante o autoconhecimento, observe o mundo a sua volta. Esteja certo de que não somos o centro do mundo, apenas o centro de nós mesmos. O mundo continua girando, os fatos acontecerão com ou sem você e não por causa de você.
A magia da TRANSFORMAÇÃO ocorre em nossas vidas, quando percebemos a nós mesmos e o próximo, quando encontramos o equilíbrio entre sermos o centro de nós mesmos e estarmos inseridos no mundo, respeitando o nosso semelhante e colaborando ativamente para que o universo a nossa volta melhore e efetivamente se transforme.
Pense, se cada um de nós fizer a sua parte, aos poucos teremos uma convivência melhor entre as pessoas e conseqüentemente construiremos o planeta que almejamos.
Boas tentativas.
Maria Ester
Claudia Guglieri - Psicologa Gestalt

6 de janeiro de 2011

Para os jovens adultos que acompanho



Todas as fases da vida tem seus desafios, suas belezas e seus aprendizados.

Passar para a fase adulta, ter uma profisão, casar, ter filho são experiencias desafiadoras e que podem ser lindas. A vida é feita de escolhas e, nesta longa viagem de crescer, é preciso deixar que algo se vá para que novas coisas sejam colocadas no seu lugar.
Quando o bebê troca de fase ele deixa de ser nanado no colo, lhe é solicitado que comece a comer com as próprias maozinhas e que peça o que quer. Porem, quando isso acontece, ele ganha a descoberta do mundo a partir das próprias mãos, da sua marcha e da sua fala e isso é maravilhoso. Assim é em todas as outras fases do desenvolvimento e não seria diferente para se virar adulto.
Um adulto precisa desenvolver a sabedoria de abrir mão de alguns hábitos adolescentes, de algumas formas de conduzir situações de alguns jeitos de se posicionar. Ser adulto vivendo a plenitude da liberdade de ação, das escolhas próprias e legimas, usufruindo da tranquilidade e da paz de ter segurança em quem se é, também é maravilhoso. Podem acreditar!

Que 2011 seja um ano de boas escolhas para todos nós!





3 de janeiro de 2011

Feliz Ano Novo!

Meus Amigos

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de Ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número
e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente.
Para vocês, desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você, desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
Para vocês, neste Ano Novo, desejo que os amigos sejam cúmplices.
Que sua família esteja mais unida.
Que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de desejar tantas coisas!
Mas nada seria suficiente para repassar o que realmente desejo a você.
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam movê-los a cada minuto, rumo à felicidade.”

Carlos Drummond de Andrade