18 de novembro de 2010

Vida de casal

A trapaceira mesmice que, ao longo do tempo, se instala nos casamentos é desafiadora. O cotidiano nos açoita com coisas a resolver, tarefas a cumprir e muita rotina. De repente o encontro para o almoço ou aquela saidinha passa a ser um momento de coisas práticas. E ai? O que fazer?

É preciso atenção a isto e fazer uma força a favor do namoro, do estimulo afetivo, da resposta amorosa.

Não dá tempo? Então revise no que você anda investindo seu tempo. O pior é, mais tarde, ter que assumir as dividas do erro de cálculo.

Quando os casais me perguntam qual a forma de escapar disto. Eu digo: vocês sabem.

A gente adora se sentir cuidado e cuida o que ama. Façam isso. Cada um do seu jeito, e um pouquinho do jeito que você sabe que o outro gosta. A presença verdadeira normalmente é lida como amor e é tudo de bom!

As diferenças. Usem estas a favor do casal e para trazer o diferente, sempre se tem o que acrescentar. Não menospreze o diferente, valorize. Numa relação, existe uma porção de coisas que um faz com mais destreza que o outro e vice-versa. Sabe por quê? Porque as pessoas diferentes tem diferentes habilidades, qualidades, inspirações, ritmos, tempos... E ainda bem! Alem do mais, sem diferença tudo fica muito sem tempero. E ai sim que a mesmice toma conta.

E, especialmente, aceite. Com o tempo a aceitação e a tolerância tendem a diminuir. Isto, normalmente, é reflexo da falta de cuidado e do manejo das diferenças. Revise, flexibilize, combine formas! A aceitação é uma benção, pois quem é perfeito mesmo? Quem não tem as suas dificuldades? Não há nada pior do que imaginar “um olho crítico sobre o que eu não faço tão bem e como faço”.

Abram os olhos, é assustador encarar todas as mudanças que, com o tempo, ocorrem com agente e com o companheiro. Não tem o que fazer, as pessoas mudam e que bom! “Para subir e descer a montanha da vida é preciso mudar”. Coragem! Mude a relação também, se modifique, nem sempre se precisa mudar a pessoa.

19 de outubro de 2010

Curso de alimentação natural

Vai uma dica para aqueles que apreciam a cozinha integral.


COZINHANDO NO VALE DO SER
CURSO DE ALIMENTAÇÃO NATURAL
Saúde e Consciência

Apesar das inúmeras possibilidades de ser entendida e interpretada,
a alimentação natural é tão somente a busca do equilíbrio e da harmonia em relação às leis naturais que regem tanto o nosso corpo, quanto à natureza.
Alimentar-se em consonância com as leis naturais significa compreender a enorme importância de viver integrado na dinâmica intrínseca e mágica da vida.

Data do curso: 27 e 28 de novembro/2010
Início: dia 16 (sábado) - 9h30min.
Término: dia 17 (domingo) - 15h30min.

Aula teórico-prática sobre consciência alimentar, alimentos naturais/integrais/orgânicos,
necessidades nutritivas, alimentos benéficos e maléficos para a saúde.
Oficinas práticas com preparação de refeições, pães e pastas, tortas salgadas e bolos.


Ministrantes: José Alberto (Zeca) e Inês Berti, que há 14 anos executam a alimentação
dos grupos da Escola Aberta Vale do Ser e desde 1998 ministram cursos de alimentação natural /integral no Vale dos Sinos, Porto Alegre e cidades do interior do RS.
Participam da Feira do Produtor em São Leopoldo com produtos naturais/integrais.

Local: Sítio da Escola Aberta Vale do Ser - Morro Reuter

Investimento: R$ 190,00 (incluindo hospedagem, refeições e apostila)

Informações e inscrições: Zeca ou Inês
Fones: (51)91971841 - 84946628
Emails: inesmandalas@terra.com.br
zecaintegral@gmail.com
Levar avental, caderno e caneta para anotações

25 de setembro de 2010

Pessoas insubstituíveis?

Vivemos a era do descartável e como tudo que descartamos se vão facilmente os relacionamentos. É, o grande número de separações e da alta exigência dos solteiros não deixa de ser reflexo disto.

Ok, mas o que fazer para não cairmos nessa? Algumas pessoas acreditam que o melhor jeito de se manter com alguém é se tornar indispensável e insubstituível e esta idéia, um tanto prática, até que é verdadeira. Mas aí vem a pergunta: como se faz essa mágica de se tornar indispensável? Buenas... se tu conheces o teu parceiro/a pense um pouco que tu sabes. A questão é o gasto de energia e tempo centrado no outro e não em si. E isso exige tempo e grande dedicação, que poderia ser teu mesmo. Mas que funciona, funciona e cada um sabe no que precisa investir.

Aí me ocorre: quem sabe se não é melhor tu te destacares e se diferenciar a tal ponto de se tornar por ti mesmo/a muito desejada e por conseqüência insubstituível.

Eu tenho visto que as pessoas desejam alguém que admiram, seja pelo que for, e isso vale também para os desimpedidos. Este é o melhor jeito de atrair pessoas novas. Investir em si pode ser muito proveitoso porque além de ajudar a crescer, faz com que tu te tornes verdadeiramente melhor e gratifica muito.
“A mulher” ou “o homem” insubstituível é aquele que se faz admirar e por conseqüência, desejar.

Vai ai um texto da antropóloga Mirian Goldenberg que me inspirou a escrever estas linhas.

A mulher inesquecível
O HOMEM brasileiro quer ser o primeiro na vida de uma mulher. Já a mulher deseja ser a única na vida do homem. Duas frases populares na nossa cultura amorosa.É só abrir uma das revistas femininas e ler os depoimentos de mulheres famosas sobre namorados e maridos. Elas dizem: "Ele me faz sentir que eu sou a mulher mais especial do mundo".É também o que dizem as "outras", para justificar o papel de amante de homem casado: "Eu sou a única. Ele só está com a esposa por obrigação. A verdadeira outra é ela. Eu sou a número um".

Como ser uma mulher especial em um mercado de relacionamentos onde a oferta é muito grande não só no mundo real, mas no virtual?Eles dizem que na internet está disponível um enorme cardápio de mulheres de todos os tipos físicos, idades, profissões, nacionalidades etc. É um verdadeiro shopping onde tudo é muito fácil. Basta um clique.Apesar da oferta excessiva, eles querem encontrar uma mulher especial, aquela que fará com que desistam de conquistar todas as mulheres do mundo.Há uma característica essencial para ser considerada uma mulher inesquecível: ela deve despertar admiração.Ela não é necessariamente a mais bonita, jovem ou sensual. Inesquecível, para eles, é: "Minha esposa, ela é a mulher mais marcante de toda a minha vida, ela me ensinou tudo o que eu sei sobre mim mesmo"; "minha namorada, ela me transformou em um homem muito melhor", e "minha ex-mulher, ela foi, é, e será para sempre o meu único e verdadeiro amor. É a pessoa que mais admiro no mundo".

Freud dizia que existe uma grande pergunta que ele não conseguiu responder, apesar de muitas décadas de investigação da alma feminina: o que quer uma mulher?Muitas brasileiras responderiam facilmente: ser especial, única, inesquecível. Aparentemente, por trás desse desejo está o medo de ser ignorada, invisível, apenas mais uma no meio de tantas outras.Ser inesquecível poderia protegê-las da invisibilidade social e da falta de reconhecimento do seu valor, poder e importância como mulher.

É cada vez mais difícil se tornar uma mulher inesquecível em uma sociedade que se caracteriza pelo consumo hedonista, onde as relações amorosas são tratadas como mercadorias frágeis, múltiplas e descartáveis. No entanto, prova de que o amor romântico resiste às profundas transformações sociais, homens e mulheres continuam alimentando esse ideal.

26 de agosto de 2010

Fronteiras do Pensamento – continuação

As duas primeiras conferencias do Fronteiras do Pensamento tiveram como tema tecnologia da informação e trouxeram ao publico uma série de novidades, uma visão maravilhosa e, para mim, um tanto assustadora de onde vamos chegar a curto prazo com a robótica e seus diversos desdobramentos. Mas, se o inicio voltava-se para modernização, as seguintes nos levaram a reflexões sobre o nosso papel humano nas sociedades e a consciência do que está acontecendo com o planeta.

O Dr. Mukwege, médico e fundador do Hospital de Panzi, em Bukavu, República Democrática do Congo, especialista em atendimento a mulheres vítimas de violência sexual, contou os dilemas vividos por milhares de africanos. Segundo ele, esses dilemas só podem ser entendidos dentro do contexto histórico. Falou da chaga profunda deste povo, que passou pela escravidão, o colonialismo e o ser humano, disputado pelos países da guerra fria .

A Conferencia de Jean-Michel Cousteau, oceanógrafo e ambientalista, produtor cinematográfico, educador, especialista em Arquitetura Marinha e fundador Ocean Futures Society – OFS, organização sem fins lucrativos, que trabalha com programas de conservação marinha e educação ambiental, tratou de ambientalismo do “macro” para o “micro”. Iniciou falando das mudanças climáticas e suas conseqüências e partiu para a Amazônia, segundo ele, o pulmão do mundo e de responsabilidade do Brasil. Ele mostrou imagens e vídeos, apontou problemas e recorreu ao amor como a melhor forma de sensibilizar as pessoas para a cura do planeta.

Abaixo veja os resumos disponibilizados pela UNIMED e os vídeos exibidos por Jean Michel Cousteau neste link da ONG fundada pelo oceanógrafo
http://www.youtube.com/user/OceanFuturesSociety


A África fala ao Brasil no Fronteiras do Pensamento - Denis Mukwege
Por Sonia Montaño

O médico ginecologista congolês Denis Mukwege aproximou a África do Brasil numa noite em que a solidariedade falou mais alto. A conferência pronunciada na noite de ontem, dia 28 de junho, teve como debatedor o jornalista Marcos Rolim, com longa trajetória em instituições internacionais de Direitos Humanos. Sem a pretensão de falar em nome de todos os africanos, o conferencista abordou o assunto proposto sob três ângulos: humanitário, médico e dos direitos humanos e democracia.

Segundo Mukwege, a África vive um profundo dilema. Está entre duas civilizações, suspensa entre dois mundos. O continente se situa entre o desenvolvimento e a autossuficiência, entre o progresso autônomo e a dependência. Essas dialéticas estão presentes no cotidiano africano, deixando o continente aparentemente entre duas forças: a tradição e a modernidade. Alguns se polarizam numa ou na outra, mas, para o conferencista, a África só pode ter uma saída entre as duas correntes, buscando caminhos de colaboração com o resto do mundo. Esses dilemas não podem ser entendidos fora da história, uma chaga profunda e dolorosa, que passou pela escravidão, o colonialismo e o ser disputada pelos países da guerra fria. Quanto à recuperação da independência, a áfrica sofre da perda de interesse estratégico para os antigos aliados. Após a guerra fria, o mundo se voltou para os países do Leste, e países como a República Democrática do Congo, com mais de 5 milhões de mortos e mais de 500 mil mulheres vítimas de violência sexual, estão à margem da preocupação da comunidade internacional.

A crise humanitária da África
Entre os grandes problemas da África subsaariana1, o conferencista destacou:
- A situação da saúde é alarmante, sendo que o desenvolvimento depende em ampla medida das condições de saúde das comunidades. Há também febre, tuberculose, paludismo e HIV. A mortalidade infantil também é grande. A África suporta 24% de mortalidade mundial, mas só tem 3% de profissionais da saúde mundial e menos de 1% dos recursos mundiais.
- Analfabetismo: o relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) de 2010 afirma que 72 milhões de crianças em idade escolar ainda não estão matriculadas na escola na África. O continente tem índices enormes de abandono e fracasso escolar pelo uso da língua estrangeira. Os alunos não podem usar a língua do cotidiano na escola. Esta experiência traz insatisfação.
- A fuga de cérebros: os africanos que acabam seus estudos superiores têm o dilema de migrar ou ficar. Muitos não permanecem no continente.
- O poder na África tende a ser aceito como inato e transmissível de forma hereditária. Nessa lógica monárquica são escolhidos os presidentes, que em três países da África são filhos dos presidentes anteriores que ficaram até morrer. A democracia não funciona assim, o poder é escolhido e deve prestar contas.
Não há democracia sem direitos humanos. Poucos países reconhecem a dignidade – inerente da pessoa. São raros os que garantem para todos as mesmas chances.

Ajuda humanitária
Para Denis Mukwege a ajuda humanitária deve ser questionada quando passa o tempo e os problemas estão longe de ser resolvidos. Ciclos sem fim de doença e de pobreza levam a pensar que os africanos são pobres justamente por causa dessa assistência. Quando o índice de ajuda alcançou seu ápice, o índice de pobreza aumentou.
Ajuda humanitária deve agir em situações de calamidade ou guerra e a ajuda deve ser incondicional e desinteressada; universal, imparcial, independente e neutral. Quando a ajuda é assistencialista, a crise perdura no tempo e surge o problema do retorno à autonomia dos beneficiários para se tornarem independentes. A ONU tem grandes meios tanto de comunicação quanto militares, mas se observa uma inércia, segundo o africano. Eles enviam pessoas para observar e elaborar relatórios enquanto a violência acontece na frente dos observadores. “Eu não posso aceitar que com 16 mil homens no Congo, a ONU não encontre uma solução para a violência..

O cuidado integral da vida
O médico lembra que quando uma mulher chega ao hospital porque foi violentada é atendida fisicamente sim, mas precisa ser ouvida. “Quando tratamos o doente devemos ir além do orgânico. O grande erro seria, nos casos que não apresentam problema físico, dizer que não há problema algum, que pode voltar para casa. Quando a pessoa vem nos ver quer que se preste atenção nela, deve ser escutada”, disse Mukwege.

Encontro com o presidente Lula
Perguntado sobre o encontro que o conferencista deverá ter com o presidente Lula, ele disse que espera do presidente e dos brasileiros em geral a formação de uma rede mundial para combater a violência contra as mulheres, seja doméstica, sexual ou de qualquer outro tipo. “Preciso das vozes de vocês, se cada um dissesse não à violência contra a mulher a impunidade cessaria e o estupro, que é uma destruição da mulher, seria punido com muito mais rigor. Gostaria de expressar a todos os presidentes o sofrimento das mulheres congolesas”, disse Mukwege.
Mensagem para jovem médico brasileiro
Respondendo ao pedido do público de dar uma mensagem aos jovens médicos brasileiros, Mukwege disse que a mensagem os próprios médicos brasileiros, que conheceu na sua estadia em Porto Alegre, já a praticavam: “Quando temos um contato com um doente, temos a responsabilidade de ajudá-lo, não só tratar a ferida física, ouvir esse paciente, sustentá-lo na sua dor. Mostrar compaixão, isto aprendi com um médico brasileiro que está aqui na plateia e é esta prática que deve ser exercida: a da compaixão e da compreensão”, encerrou o conferencista.


A beleza do mundo submarino na visão de Jean-Michel Cousteau
Por Sonia Montaño

Filho de Jacques Cousteau, explorador francês pioneiro na descoberta dos recursos do fundo do mar, Jean-Michel Cousteau foi o conferencista da noite de ontem, 5 de julho, no Fronteiras do Pensamento. Jean-Michel, oceanógrafo e ambientalista francês, abordou o tema Aventuras no Oceano: do Amazonas à Antártida e teve como debatedora Lara Lutzenberger, bióloga, presidente da Fundação Gaia, e filha do ambientalista brasileiro José Lutzenberger. Ao apresentar Jean-Michel, Lara se lembrou de um encontro semelhante ao da noite de ontem, entre Lutzenberger e Jacques Cousteau, em um congresso na Alemanha, com crianças preocupadas com os problemas ambientais. A bióloga, introduzindo a conferência, afirmou que para lutar por uma causa devemos ter um vínculo emocional com ela, e para construir esse vínculo precisa de interação, conhecimento e enamoramento pela causa.

Jean-Michel Cousteau iniciou sua fala lembrando que aos sete anos seu pai o teria empurrado para dentro das águas oceânicas com um cilindro nas costas, junto com seu irmão, no Mediterrâneo. “Me senti como uma criança numa loja de brinquedos, me apaixonei pelo que vi”, afirmou o oceanógrafo. Os anos foram passando e, à medida que mergulhava mais profundamente, via cada vez mais lixo no fundo do oceano. Ele destacou as interligações do sistema aquático: se bebemos água ou esquiamos, é do oceano que estamos falando, se depositamos lixo no Amazonas ele vai chegar à Europa, à América, a todos os continentes.

Amazônia
Jean-Michel lembrou os anos de 1981 a 1983, quando passou 20 meses com seu pai e suafamília na Amazônia. O Amazonas se tornou o lar da família Cousteau durante esse período. Naépoca, a região amazônica de Manaus contava com muito poucos habitantes. Quatro anos atrás, o ambientalista voltou à região e a achou com 2milhões de habitantes, afetando o rio Negro e o rio Amazonas. “Quando se olha o Amazonas, que eu chamo de raiz do oceano, vemos que esses rios estão distribuídos em nove países diferentes. O Brasil controla 65% do rio, e 20% da água doce vem de lá”, explicou o francês. Para ele é urgente aprender a gerenciar esses recursos do mesmo modo que se gerencia uma empresa, usufruir dos lucros sem gastar os recursos. “Se você gasta mais que a receita, vai à falência. Neste ponto nos encontramos atualmente. Ninguém quer chegar lá. O Amazonas é um tesouro que vocês têm no país de vocês”, repetiu diversas vezes o conferencista.

Mudanças climáticas
Segundo o oceanógrafo, temos um trabalho a fazer: diminuir a emissão de CO2. Os céticosnão acreditam que as mudanças climáticas se devem à presença do homem na Terra, mas,conforme o conferencista, estão enganados. As mudanças acontecem quando não conseguimos mais reciclar o impacto que causamos no planeta. A emissão de CO2 é de nossa responsabilidade, ele acelera o processo de aquecimento que naturalmente ocorreria. Asmudanças climáticas terão ainda um impacto em muitas pessoas, que deverão abandonar suas casas, e não há estrutura para enfrentar esse problema. As regiões muito planas vão acabar embaixo da água. No sul do Pacífico já estão começando a sair do lugar onde vivem. A temperatura aumenta o volume da água e aquece o clima. Além disso, o CO2 produz um efeito de acidez no oceano que faz com que a capacidade dos animais de construir seu esqueleto diminua. Crustáceos não vão conseguir montar suas carapaças por causa dessa acidez. Outra consequência das emissões é que as geleiras estão diminuindo. Muitas pessoas dependem do gelo para a obtenção da água doce e para gerar eletricidade. As autoridades estão começando a perfurar para encontrar mais petróleo e gás na bacia amazônica, colocando uma tubulação para petróleo e outra para água. Precisa-se de 20 litros de água doce para cada litro de gasolina, e depois essa água é colocada de novo no ambiente sem tratar, poluindo. Ela deve ser tratada antes de ser colocada no ambiente, e há tecnologias que possibilitam o tratamento. Sua equipe está sugerindo isso no Peru e também em outras regiões onde esses procedimentos são realizados.

A tarefa do oceanógrafo e de seus colaboradores da fundação Ocean Futures Society é dialogar com empresários, autoridades e buscar de todas as formas fazer com que os que tomam as decisões tomem antes conhecimento desses fatos.

O mundo submarino
O ambientalista desmitificou ainda o mundo submarino como um mundo temido e ameaçador para o homem. “Meu pai me empurrou pra dentro da água e me tornei um mergulhador. Gosto de estar debaixo da água principalmente porque lá não há mosquitos, mas há jacarés, piranhas, tartarugas gigantes, crocodilos, anacondas e animais assustadores”, afirmou Jean-Michel. Contudo, mostrou diversos vídeos em que seus filhos nadavam com tais animais e estes não demonstravam interesse nos humanos. “No fundo do mar, eles não nos atacam, não estão interessados nas pessoas”, demonstrou o ambientalista.

Legado de Jacques Cousteau: protegemos o que amamos
Para resumir o legado principal do pai, Jean-Michel contou uma história. No final da expedição ao Amazonas, nos anos 1980, a família tinha adotado uma ariranha que estava machucada e cuidou dela. A ariranha morou com eles, brincava, era da família, estava tão acostumada aos humanos que precisaram encontrar outro lar para ela antes de irem embora. “Ela fazia bagunça, pulava na nossa cama, na mesa durante o almoço, mas nós a amávamos e foi muito difícil nos separarmos dela”, lembrou o cientista. Quando a separação foi inevitável, ficaram muito tristes, e seu pai lhes disse, depois de um longo silêncio: “As pessoas protegem aquilo que amam”. Para ele, isso foi o resumo de como virar o rumo da história, convidando a plateia a pensar nessa possibilidade enquanto exibiu um vídeo sobre as baleias do Havaí.

Respondendo a perguntas do público, Jean-Michel lembrou algumas formas de contribuirmos para a busca de uma sociedade sustentável. “Nos EUA cada individuo consome de 1.000 a 1.600 sacolas durante um ano. Eu uso a sacola que minha mãe usava. Em alguns lugares, se você leva a mesma sacola recebe 5 centavos, pode melhorar seu padrão de vida e ajuda a diminuir o lixo. No oceano a tartaruga vai ver sacola de plástico e vai pensar que é uma água viva, vai comer o plástico e vai morrer”, exortou o francês.

O conferencista finalizou falando do seu livro Meu pai, o capitão, em homenagem aos cem anos que seu pai teria completado no dia 11 de junho deste ano. Na verdade, ele queria dar o título Minha mãe, o capitão, mas os editores não permitiram. No livro fica evidente a força da mãe de Jean-Michel, que animou a família e a tripulação. “Ela morreu sete anos antes e meu pai ficou totalmente perdido sem ela”, lembra o filho. Contudo, há muitos Cousteaus que seguem o caminho do seu pai sem necessariamente levar o sobrenome, dedicando-se ao bem-estar dos humanos no planeta. “Trata-se de gerenciar e proteger nosso ambiente, osistema que nos sustenta.

Devemos cuidar as pessoas, o oceano, a educação. Sei que amanhãposso não estar mais aqui, mas há muita gente que seguirá o sonho de meu pai”, enfatizou Jean-Michel.

26 de julho de 2010

Sobre SOLIDÃO CONTENTE

Recebi este texto de uma amiga.
Confesso que um dia vivi a minha solidão desta forma, curtindo muitos momentos e não era tão ruim. É preciso saber apreciar a tudo!

Quem quiser ler na integra procure SOLIDÃO CONTENTE de Ivan Martins

Ontem eu levei uma bronca da minha prima. Como leitora regular desta coluna, ela se queixou, docemente, de que eu às vezes escrevo sobre “solidão feminina” com alguma incompreensão. Ao ler o que eu escrevo, ela disse, as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas – e não é assim.


Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem. Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessa circunstância, decidem continuar sozinhas.

Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente – e mora sozinha.

Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo, ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar com elas mesmas.

“Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa”, disse a prima. “Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas”.

Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor.

...A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.

...Como diz a minha prima, ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa – desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos. Nem sempre é fácil.

22 de julho de 2010

Sobre o valor da amizade



Na vida, muitas vezes...

"O amor pode te dar asas, mas são as amizades que normalmente te seguram quando você está prestes a cair."

Feliz dia do amigo!!

28 de junho de 2010

Conferências Fronteiras do Pensamento 2

Hoje é dia de conferência do Fronteiras Do Pensamento e a palestra será A África Na Visão de Denis Mukwege. Denis é médico e fundador do Hospital de Panzi, em Bukavu, República Democrática do Congo, onde passou a se dedicar ao atendimento a mulheres vítimas de violência sexual. Uma celebridade em questões humanas que, em 2008, recebeu das Nações Unidas o Prêmio Direitos Humanos pelo seu trabalho de proteção aos direitos e à dignidade de milhares de mulheres congolesas e, em 2009, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz.

Abaixo disponibilizo o resumo oferecido pela UNIMED da ultima conferencia, em que o cientista e tecnólogo Raymond Kurzweil, de certa forma, deu continuidade ao tema inicial do ciclo falando sobre as repercussões da tecnologia da informação nas nossas vidas. Ele abordou questões como o significado do timing para qualquer tipo de invenção, o crescimento exponencial do mundo em contrapartida as possibilidades de crescimento lineares do cérebro humano. Temas que instigam a reflexão de todos nós, pois mudanças significativas vem ai e segundo Kurzweil cada vez mais rápidas.

Raymond Kurzweil: O mundo caminha a passo exponencial
Por Sonia Montaño

“A web dentro de nós, quando mentes e máquinas se tornam um” foi o tema que, no dia de ontem, 14 de junho de 2010, o cientista e inventor norte-americano Raymond Kurzweil, apresentou à plateia do Fronteiras do Pensamento. Foi a primeira teleconferência holográfica do sul do pais. A aparição ao vivo em tamanho natural e tridimensional impressionou o auditório. O conferencista, desde Los Angeles, acompanhava os movimentos do seu público de Porto Alegre através das câmeras e dos microfones instalados no Salão de Atos da UFRGS, inclusive, no final da conferência, respondeu às perguntas do público.
No início do encontro, Raymond Kurzweil narrou suas primeiras invenções, sendo que sua carreira de inventor iniciou aos cinco anos de idade. Após algumas experiências, o cientista chegou à conclusão de que a chave para ser inventor era o timing. Ele lembrou como três anos atrás as pessoas não usavam redes sociais. Estudando as tendências da tecnologia, o norte-americano descobriu uma forma de fazer previsões certeiras sobre as mudanças do mundo.
A tese defendida pelo conferencista, embora tecnológica, levou-o a tecer uma rede interdisciplinar, com consequências para outros campos como o social: as desigualdades, riqueza e pobreza; a saúde e a longevidade; a comunicação. Kurzweil lembrou que, se bem que algumas questões são imprevisíveis como qual empresa será bem-sucedida ou quem vai ganhar a Copa do Mundo, há certas coisas que conseguimos prever. Trata-se daquelas que se regem pelo crescimento exponencial.


Crescimento exponencial
O timing da tecnologia da informação é o do crescimento exponencial. Nossa intuição é lineal, não é exponencial. Essa é a razão pela qual o futuro é tão surpreendente. O crescimento exponencial é explosivo. Para o palestrante, 30 passos dados em termos lineares permitem chegar até 30. Entretanto, 30 passos de crescimento exponencial permitem chegar até um milhão. Ele lembrou que, quando era aluno do MIT, usava um computador que ocupava um espaço enorme e custava dezenas de milhares de dólares. Atualmente, no celular que carregava na mão há um computador que é mil vezes mais potente, 1 milhão de vezes menor e um milhão de vezes mais barato do que aquele do MIT.
A expectativa de vida humana também se beneficia da tecnologia e seu crescimento exponencial. Ela tinha 37 anos em 1800, 47 anos em 1900, e agora está chegando a oitenta. A saúde e a medicina se tornaram uma tecnologia da informação. O genoma poderia ser pensado como o software da vida humana. Hoje, alguns celulares atualizam seu software automaticamente e todos os dias. Contudo, o genoma passou milhões de anos sem ser atualizado.


O genoma como software do corpo humano
Com a tecnologia dos genes, estamos a ponto de controlar a forma como os genes funcionam. Possuímos agora uma nova e poderosa ferramenta, capaz de desligar certos genes. Ela bloqueia genes específicos, evitando que criem certas proteínas como doenças virais, o câncer, e outras enfermidades. Um gene que será possível desligar é o receptor de insulina de gordura, que dá ordens às células gordas para guardarem todas as calorias. Quando esse gene é bloqueado nos ratos, esses ratos comem muito, mas mantêm-se magros e saudáveis, e, em regra, vivem 20% mais tempo. Novos métodos de acrescentar novos genes – a chamada terapia genética –estão também surgindo, depois que foram ultrapassados problemas anteriores de colocação precisa de nova informação genética. Raymond Kurzweil está fazendo um trabalho junto à empresa United Therapeutics, que, entre outras conquistas, conseguiu diminuir a hipertensão pulmonar em animais usando uma nova forma de terapia dos genes. Essa terapia já foi aprovada para testes em humanos. É possível, então injetar no corpo genes que não existiam antes. À medida que progredimos nessas pesquisas, podemos converter o funcionamento dos órgãos em modelos matemáticos para criar simuladores biológicos. Estas tecnologias estão em seu estágio inicial. Elas vão se tornar duplamente mais potentes a cada ano e pelo mesmo custo. Multiplicarão por mil em dez anos e por um milhão em 20 anos.


A teoria da evolução de Kurzweil
Ray Kurzweil apresentou uma máquina de leitura para cegos que foi o primeiro scaner, do tamanho de uma máquina de lavar roupas. Ele explica que a cada ano foi se tornando menor e faz muito mais coisas com o passar do tempo. Hoje cabe num computador na palma da mão. Beneficiamo-nos da lei dos retornos acelerados. Os avanços tecnológicos estão se tornando cada vez mais rápidos. A imprensa levou quatro séculos para conseguir uma plateia maciça. O telefone só levou 50 anos para atingir um quarto da população. O celular fez isso em sete anos. As redes sociais, menos ainda. O processo evolutivo cria uma capacidade, adota essa capacidade, usa-a em seu estágio seguinte, e essa capacidade anda mais rapidamente. Essa é a tese de Kurzweil sobre a evolução em geral e sobre a evolução tecnológica em particular. Ele vê a história em seis épocas. Na primeira, da Física e da Química, um Código Nuclear organiza e mantém a energia/matéria. Na segunda, do DNA, temos um Código Genético, o qual organiza e mantém a vida. Na terceira, era dos homens com seus prodigiosos cérebros, temos um Código Neural que organiza e mantém o cérebro/mente. Na quarta, da Tecnologia, explodem os códigos até convergirem, na quinta, em um Código Holográfico capaz de organizar e manter a consciência. Estaríamos a caminho da sexta, em busca de um Código Cósmico capaz de organizar e manter o universo. Tudo o que sabemos hoje sobre este código é que sua gramática é sábia e sua poética é bela.

13 de junho de 2010

Conferências Fronteiras do Pensamento.

Amanhã acontecerá a segunda edição do ciclo de conferências Fronteiras do Pensamento. Estou participando e, sem dúvida, está valendo a pena.



A primeira contou com a presença do médico e cientista Miguel Nicollelis com a apresentação “A neurociência do século XXI”. Falou de neurociência e dos avanços tecnológicos da área. Algo bonito de ver e assustador ao mesmo tempo. Saí do Salão de Atos da UFRGS desperta para a realidade do nosso futuro. A união da neurociência a tecnologia da informação é um avanço e tanto, beneficiará inúmeras pessoas no mundo. Ver a possibilidade de soluções para problemas tão graves como o Mal de Parkinson e outras tantas paralisias motoras é encantador.



Sem dúvida, estamos entrando na era da robótica, chips e demais ferramentas como braços e roupas eletrônicas não demoraram muito para estarem em uso. Mas no que se refere ao ser humano e seus limites, me parece um tanto assustador. Sabe-se lá onde isso tudo vai parar.



Dê uma olhada no resumo abaixo, eu recomendo, ele dá uma idéia do que estou tentando passar para vocês.



Amanhã, segunda-feira dia 14/06, o cientista Raymond Kurzweil fará uma apresentação holográfica, estará em tamanha natural e tridimensional no palco, como se estivesse fisicamente presente. Ele tratará acima de tudo da relação de toda esta tecnologia com o ser humano. Este cientista americano, tecnólogo em Inteligência Artificial se dedica a elaborar dispositivos eletrônicos de interação homem-máquina.
Vamos ver!



Resumo da conferencia “A neurociência do século XXI”

Por Sonia Montaño




O século da neurociência

O conferencista convidou a platéia a ver uma imagem de tempestade cerebral e ouvir uma sinfonia neuronal. As imagens e os sons correspondiam à transformação visual e motora em cem neurônios do cérebro de uma macaca chamada Aurora, disparados entre o instante em que ela era estimulada a uma ação e o momento em que ela começou a realizá-la. O cientista demonstrou assim que é possível captar o espaço temporal de um pensamento, a tempestade elétrica que faz com que o sonho se transforme em ação. Essa leitura e a decodificação da atividade elétrica do cérebro são conquistas com profundas implicações na medicina e no futuro de nossa própria espécie e, para demonstrar essa afirmação, o médico foi apresentando ao auditório diversos experimentos realizados em macacos e ratos.



A criação de braços robóticos

Uma primeira consequência da descoberta é a possibilidade de controlar membros mecânicos a distância, novas próteses. O fato vai permitir um dia que a atividade elétrica do nosso cérebro se liberte definitivamente dos limites físicos impostos por nossos corpos. O cientista mostrou esse processo de ida e volta de informações entre um cérebro de verdade e um robô com os experimentos realizados em Aurora. A macaca foi ensinada a jogar videogame, estimulada com o prêmio de suco de laranja a cada acerto. Capaz de jogar durante horas, Aurora aprendeu a ganhar, inclusive a trapacear. Enquanto o animal aprendia a jogar, a tempestade cerebral produzida era registrada com computadores que criavam modelos matemáticos, extraindo os comandos responsáveis pelo movimento. Essa informação era enviada a outra sala onde um braço robótico aprendia a fazer os movimentos da Aurora pela decodificação dos modelos matemáticos. A macaca via numa tela esse braço robótico e foi incorporando-o como próprio. Quatro semanas depois, foi aprendendo a jogar imaginando os movimentos, sem a ação motora. É a própria tempestade elétrica que alimenta agora os 21 modelos que movimentam o braço robótico. O cérebro da Aurora conseguiu se livrar dos limites físicos e agir a distância, só pelo pensamento.




O cérebro, grande simulador

Para explicar a descoberta que demonstra o cérebro como um grande simulador, Nicolelis apresentou outra macaca, Idoya. O experimento que foi realizado com Idoya, a primeira macaca a andar como nós, de forma bipedal numa esteira, mostra sua atividade cerebral e seus padrões de locomoção enquanto caminha na esteira. Idoya realizava essa atividade na costa leste da Carolina do Norte, e sua atividade cerebral era enviada para Kyoto, no Japão, onde um robô decodificava a tempestade cerebral da primata. O robô era projetado na frente da macaca, e ela tinha assim a impressão de que eram suas próprias pernas. Com esse experimento, o médico demonstra que uma simulação produzida por bilhões de neurônios interconectados se amplia, incorporando novas ferramentas como se fossem do próprio cérebro. O corpo passa a terminar agora nos limites da ferramenta que o cérebro controla.



O sonho de criar um corpo artificial

O conferencista explicou que o objetivo de todos os seus experimentos, além de estudar as tempestades do cérebro que mostram nossos desejos, experiências, temores, é usar a interface cérebro-máquina para reabilitar o movimento em casos de lesões medulares.

Cérebros que ainda sonham em vasculhar o mundo e não podem realizar isso porque foram privados da função motora se beneficiarão de uma medula espinhal eletrônica possibilitada por uma veste robótica, um novo corpo que o paciente vai usar como seu. O engenheiro Gordon Cheng, colega de Nicolelis no Centro de Neuroengenharia da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, maior roboticista do mundo, é quem está criando essa veste.



A cura do Mal de Parkinson

Outro dos resultados obtidos por Nicolelis e sua equipe tem a ver com a cura do Mal de Parkinson. Experimentos feitos em um camundongo parkinsoniano, que se encontrava paralisado, mostraram como o cérebro pode receber e processar ordens de movimento. O cientista explicou que o estado parkinsoniano nada mais é que uma crise epiléptica, em que neurônios dispam no mesmo momento. O cérebro precisa de caos, ordem demais é patológico. A sincronia perfeita é a paralisia. Se todos os neurônios disparam ao mesmo tempo, a diversidade que o cérebro precisa ter não ocorre. A solução foi produzir caos dentro da ordem cerebral do camundongo, e dessa forma os pesquisadores conseguiram que o animal recuperasse o movimento sem nenhuma medicação. Esses procedimentos poderão ser usados em futuro próximo em pacientes humanos para essa e outras doenças.



Conclusão: o futuro da neurociência

Para encerrar uma noite que o público demonstrou ser inesquecível, pela calorosa resposta de aplausos em pé ao conferencista, ele reservou os últimos minutos para afirmar que a neurociência do século XXI vai fazer muito pela humanidade. Mais do que explicar quem somos, e suscitar novas terapias, novas curas para doenças que afetam milhões de pessoas, a neurociência e a ciência em geral vão ser agentes de transformação social. Como exemplo dessa afirmação, Nicolelis falou do Instituto Internacional de Neurociências de Natal-Edmond e Lily Safra, em que funciona um arquipélago de conhecimento. Lá o método científico é ferramenta de formação de cidadãos. Segundo o médico, o Instituto está ligado ao mundo da neurociência por uma dimensão virtual que nucleia todos os que querem produzir esse tipo de conhecimento, sem fronteiras, que vai além das universidades, definidas por Nicolelis como castelos medievais. O Instituto é um experimento sociológico em que crianças de periferia provindas das piores escolas avaliadas pelo MEC aprendem ciência de ponta se divertindo em um grande parque de diversões. Elas aprendem fazendo robótica, ciência, tecnologia, informática. Inspiradas em Santos Dumont, o brasileiro que se propôs a voar e voou, as crianças aprendem que elas podem realizar seus próprios voos.





9 de junho de 2010

Dia Dos SEMnamorados

Na semana do dia dos namorados resolvi propor algo diferente. Se você é solteiro não fique de fora.

Estou lançando o Dia Dos SEMnamorados.


Não, não tem ranço nisso. Nem se trata de oposição a comemoração daqueles que festejam estarem juntos. Me agrada ver as pessoas felizes, o espírito amoroso da noite do dia 12 de junho e gosto de curtir com o meu marido.

O que passa é que acompanho uma porção de pessoas que se deixam abater pela data.

Então, nada disso, vamos iniciar uma campanha para que os “desocupados” se divirtam tanto quanto os “ocupados”. Afinal toda desculpa para um vinhozinho com amigos é válida.

O Dia Dos SEMnamorados é dia 11 de junho, na sexta-feira, não fique de fora, reúna os seus amigos, conhecidos e afins e se divirta.

Mande um email, ligue, entre em contato, dê risada da solteirice e aproveite.

22 de maio de 2010

Mulher atual

Pois o tempo passa...e se observarmos bem podemos notar o seu movimento, não só no nosso dia a dia, mas na vida.

Olhem que interessante, estava eu aqui embalando o Enzo no seu bebê conforto enquanto leio coisas ótimas e pesquiso para o meu livro. Ele acaba de fazer um mês e dorme tranquilamente ao meu lado, a resmungadinha se vai no embalinho.


Esta cena retrata não só o meu momento de vida, mas também o da mulher atual. Descreve as inúmeras mães de hoje que, apesar de toda vivência tumultuada dos primeiros dias de um recém-nascido, podem estar presentes afetivamente com seus filhos e manter-se em suas outras versões.


Meninas é possível. Com o mesmo trabalhão que as nossas mães tiveram, tenham certeza!

E o tempo continua passando e com ele tudo continua se acomodando. Vale a velha lição: quando nós relaxamos diante da mudança ou de algo que parece difícil, podemos vivenciar e tirar as devidas lições, sentir prazer e notar os benefícios.

É isto só confirma o que venho sempre afirmando: sábios são os chineses em sua antiga arte de observação de si.

4 de maio de 2010

As felicitações a esta nova mãe


Agradeço a todos aqueles que têm me enviado emails tão carinhosos, interessados e as muitas felicitações a esta nova mãe!

Hoje o Enzo está com 14 dias! Um nenê muito lindo...pelo menos aos olhos desta super corujona.

E nós? Nós estamos nos adaptando e dia a dia vai ficando mais gostoso, pois o inicio é um tumulto: mamada, tempo do arroto, a fralda cheia novamente, um tempinho de menos de três horas e tudo de novo. Mas quem já passou pela experiência sabe, lá pelas tantas uma olhadinha, um suspiro ao ouvir a voz da mãe ou do pai, um gesto ao sentir o cheirinho conhecido e agente se derrete e esquece o trabalhão e todo e qualquer tumulto.


Leiam abaixo o que a Carolina, uma paciente querida e um tanto sábia nestas questões, me escreveu sobre este momento e sobre os filhos.

“Acho que toda mãe passa por isso, e eu sempre digo que nossos filhos não vem com manual, é uma descoberta mútua e que nem sempre é fácil. Mas é MARAVILHOSO ser mãe, é uma benção!!!!

... A gente tem que se acostumar com o nenê e ele com a gente, dói a barriga, dói o o bico do seio, dói quando o leite desce, não se consegue dormir, tem a ansiedade...mas quando você vê o milagre que gerou...vale passar por tudo isso e muito mais!!!! A gente ama mais que tudo, briga por eles (e com eles!), chora em uma simples apresentação da escola...

Eu te desejo a maior felicidade do mundo, e não lembra muito das minhas reclamações das gurias, até mesmo porque eu reclamo num minuto e no outro já esqueci e encho elas de beijos, abraços e carinhos! Ser mãe é assim!!!”

Bonito né?

21 de abril de 2010

É hoje o dia !!!


É hoje o dia
Da alegria
E a tristeza
Nem pode pensar em chegar

Diga espelho meu
Se há na avenida alguém mais feliz que eu

20 de abril de 2010

Cada coisa, cada um...

Este jeito é o mais certo. O mais adequado. Deveriam ser assim...desta forma... Quem disse mesmo?

Segundo os taoistas chineses a natureza é um organismo que progride sendo deixado ser. Wu-wei significa não interferir, não agir contra a tendência.


Cuidado! Isto não significa passividade, significa observar e saber agir de acordo. Em chinês temos uma palavra cuja pronuncia é li, um ideograma que pode ser traduzido como razão, principio das coisas ou “padrão orgânico”.


É mais ou menos assim: quando olhamos para as nuvens, elas não são simétricas, não tem formas específicas e parelhas, mas nós sabemos que isto está em perfeita ordem. Não é uma bagunça apesar de ser do jeito que é e está.


Assim é a vida, por mais que lutemos em vão contra isto. De repente as coisas acontecem e nadar contra o rio não adianta, mas se nós entendermos o fluxo podemos entrar em harmonia com ritmo e nos sair bem.

Assim deveríamos deixar as pessoas serem, organizadas ao seu jeito. Nós criticamos a organização das estrelas? Não né, simplesmente aceitamos que são assim e achamos encantador. E elas, para nós leigos em astronomia, não tem nada de padrão.


Pois é isso aí...
E eu? Aqui, em paz, a espera do Enzo e dia a dia aprendendo com o ritmo e o novo que se apresentam.


Quem quiser ler mais sobre estas coisas que escrevi busque: O Tao da Filosofia – Alan Watts.

13 de abril de 2010

Meditando com o I Ching



Um oráculo pode nos dar a idéia de predição de futuro e destino e o é, mas nunca de um limitador do livre arbítrio. O I Ching nos diz que existe a possibilidade de estarmos caminhando em uma direção, nos chama a atenção para algo... alerta a atenção, aponta conseqüências para determinadas escolhas. Cabe a nós a elegermos um andar superior ou não e, para isso, não há certo ou errado, há o momento, a possibilidade e vontade de cada um.



Jogo da meditação de hoje




SUNG – CONFLITO



Julgamento



Sung insinua que, embora haja sinceridade no esforço de alguém, ele ainda se defrontará com resistência e impedimento; mas se ele idealizar uma providencia com eficácia terá boa sorte. Enquanto que se ele prosseguir com a disputa ao fim será desastroso (levar ao extremo).

Será vantajoso ver o grande homem (o que damos valor), não será vantajoso atravessar a grande corrente (um caminho muito perigoso).



Observações



Nestas linhas temos força no trigrama superior, como se fosse para regular ou controlar o inferior. (temos o próprio individuo em perigo combinado com a força que vem do exterior).



Tudo isto é imaginado para dar a idéia de luta e discórdia. Mas existe uma linha cheia no centro de K´an, é o símbolo da sinceridade, e da outra condição a figura. Um individuo assim representado será prudente e terá boa sorte, mas a discórdia é má e se for continuada terá um efeito desastroso.



O “grande homem”, cuja intervenção é por certo boa, da muito valor ao devido método e ao lugar adequado.





8 de abril de 2010

Workshop Teórico- Vivencial:

Em alguns momentos a vivência nos diz mais que a própria escuta.

Eu recomendo!


Workshop Teórico- Vivencial: " Por uma abordagem expressiva para integrar-se pessoa: O uso de recursos expressivos nos processos de crescimento e desenvolvimento pessoal" ..

Facilitação de Esp. Luciene Geiger e Ms. Aline Piason. Inicio dia 12 de abril às 14 horas.
Inscrições na secretaria do Delphos: (51) 3212.0675


Garanta sua vaga!!!

4 de abril de 2010

Queridos

Quem acompanha o blog deve saber o motivo atual das minhas poucas publicações: o Enzo está muito perto de nascer e a minha energia muito voltada para este serzinho especial.

Deixo uma borboleta
Que a leveza, o colorido e a semente do amor se espalhe...

Boa Páscoa a todos

13 de março de 2010

Para mulheres e homens...vale para os dois

Quando o assunto é relacionamento, sempre vale a pena dar uma lidinha. Recebi este texto de uma paciente que vem buscando entender melhor os homes e seus relacionamentos.

Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe; Se ele não te quer, nada pode fazê-lo ficar.
Pare de dar desculpas (de arranjar justificativas) para um homem e seu comportamento.
Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas.
Pare de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer.
Nunca dedique sua vida a um homem antes que você encontre um que realmente te faz feliz.
Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você merecia,”foda-se, mande pro inferno, esquece!”, vocês não podem “ser amigos”.Um amigo não destrataria outro amigo.
Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque ele está mesmo.
Não continue (a relação) porque você acha que: “ele vai melhorar”? Você vai se chatear daqui um ano por continuar a relação quando as coisas ainda não estiverem melhores.
A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma.
Evite homens que têm um monte de filhos, e de um monte de mulheres diferentes. Ele não casou com elas quando elas ficaram grávidas, então, porque ele te trataria diferente?Sempre tenha seu próprio círculo de amizade, separadamente do dele.
Coloque limites no modo como um homem te trata.
Se algo te irritar, faça ele saber.
Nunca deixe um homem saber de tudo, mais tarde ele pode usar isso contra você.
Você não pode mudar o comportamento de um homem, a mudança vem de dentro.
Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você… mesmo se ele tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor.
Não o torne um semi-deus.Ele é um homem, nada além ou aquém disso.
Nunca deixe um homem definir quem você é.
Nunca pegue o homem de alguém emprestado.Se ele traiu alguém com você, ele te trairá.
Um homem vai te tratar do jeito que você permita que ele te trate.
Todos os homens NÃO são cachorros.
Você não deve ser a única a fazer tudo…compromisso é uma via de mão dupla.
Você precisa de tempo para se cuidar entre as relações. Veja as suas questões antes de um novo relacionamento.
Faça-o sentir falta de você algumas vezes… quando um homem sempre sabe que você está lá, e que você está sempre disponível para ele, ele se acha…
Nunca se mude para a casa da mãe dele.
Não se comprometa completamente com um homem que não te dá o que você precisa. Mantenha-o em seu radar, mas conheça outros

O medo de ficar sozinha faz que várias mulheres permaneçam em relações que são abusivas e lesivas. Você deve saber que você é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e se um homem te destrata, é ele que vai perder uma coisa boa.

Se ele ficou atraído por você à primeira vista, saiba que ele não foi o único.Todos eles estão te olhando, então você tem várias opções.

Faça a melhor escolha!!

Oprah Winfrey, apresentadora

9 de março de 2010

Dia internacional da mulher

Ontem, dia internacional da mulher, foi um dia atípico. Já de volta, recebi alguns parabéns, lindas rosas vermelhas e um cartão que falava de admiração do meu marido e ouvi queixas de mulheres que acham isso tudo uma tremenda bobagem. Uma até disse: só índio e mulher tem dia comemorativo.

Pois a vida é cheia de contradições mesmo. Me parece que se a busca é de equiparação, para não falarmos em igualdade porque homens e mulheres não são iguais mesmo, que se tenha um dia especial.


Mas que é gostoso e justo recebermos os parabéns é, por uma porção de motivos que nós mulheres e homens bem sabemos...Alem disso: que flores!


Aí abaixo partes de um texto bem interessante da Sonia Hirsch

Aqui entre nós, foi mau negócio aquele de sair da costela de Adão; já saímos meio por baixo. E olhe que seria muito mais lógico sermos criadas primeiro, dado que em matéria de reprodução o macho é apenas um detalhe, mas enfim, agora não adianta mais. Ele queria mesmo criar o homem a sua imagem e semelhança.


A mulher era somente um recurso para reproduzir mais homens.

Ficamos com as crianças, a cozinha, o tanque e a cama. Só isso, sabe? Coisinhas leves, apropriadas ao nosso frágil ser. Feitas sob medida para nos prender ao seio do lar e evitar assim maiores danos ao mundo. Porque mulheres, vocês sabem, são muito encrenqueiras.


Não, sério: mulheres são uma constante ameaça. São Jerônimo mesmo, um padre muito cristão do século 4, já disse que “a mulher é portal do demônio, o caminho da imoralidade, a picada da serpente, numa palavra: objeto perigosíssimo”. E São Tomas de Aquino afirmava que “a mulher foi criada para ser boa ajudante do homem, mas só na concepção...já que noutras questões o homem é melhor assessorado por outros homens”.
...
Ninguém mais acredita no demônio, então aquele tal pacto que tínhamos com ele foi para o brejo, e com o advento do feminino até ficamos por cima em algumas situações, inclusive na cama, o que é muito mais cômodo para todo mundo mas muita gente nunca vai chegar a saber.
...
- Indo? Para onde, senhoras? Interrompe aquele senhor desconfiado que parece o coelho de Alice.


Ah! vejamos...


Que nada, meu senhor; nós estamos apenas indo mesmo. Feito rio que corre para o oceano, esperando que vá dar numa praia linda, cheia de sombra, frutas, água fresca e lugares ao sol.


Satisfeito? Muito bem. Então, se não se importa, com licença. ...

24 de janeiro de 2010

Gestação II – Entrega e bate-papo com o nenê

É estou com quase seis messes e o Enzo cresce dia a dia, já se mexe e muito e eu cada vez mais encantada, feliz e disposta a entrar na onda deste guri. Quem acompanha o blog deve ter lido o texto Gestação I e acompanhou os altos e baixos do início, a alegria de ser mãe permeada pelas difíceis mudanças que vêm junto, especialmente para alguém como eu que sempre dedicou muito ao profissional.

Mas está tudo certo, no lugar certo e no momento certo! E normalmente é assim para tudo na vida.

Menina nauseada, deixe de ser tão controladora, tão resistente e medrosa, que as náuseas diminuem. Acredite! Os projetos não serão perdidos e sim adiados, os cursos, clientes e parceiros vão entender e esperar, é só um parêntese. Vá se dando conta de que nem tudo depende tanto só de ti.

Mas mesmo que seja difícil superar estas coisas todas ainda no primeiro trimestre, saiba que no segundo tudo vai se acomodando e nada melhor que as mexidas do pimpolhinho para te convencer que tem realmente algo mágico acontecendo.

Agora eu estou batendo muitos papos com o meu, estou convencida de que alguns dos chutinhos e empurrões vem do jeitinho dele se comunicar e nós estamos achando a nossa comunicação. É muito bom!

Penso que esta nossa comunicação já vai dando a ele a noção das suas possibilidades e um tom importante do meu afeto e carinho por ele.

Experimente! É claro que cada mãe vai dar a essa interação o seu jeito, mas tenha claro que as comunicações de vocês podem começar aí e, mais... que esta é uma baita oportunidade para ti e para o nenê.

Bem tá dada a dica, só mais uma coisinha.

Se tu tens o pai presente, chame ele também. Ajude ele a participar e vá acostumando a ele e a ti com um três que pode fazer diferença. Os homens podem parecer mais durões, também... Lembre-se que eles não sentem o nenê e para eles parece que vai se tornar verdadeiro quando nascer, mas insista.

Por hora é isso. Entregue-se e aproveite!

22 de janeiro de 2010

Términos amorosos


Janeiro é um mês atípico mesmo, para muitos, um grande intervalo entre as comemorações de final de ano e o feriado de carnaval. Mas, mesmo tendo que trabalhar na cidade, há quem saiba desfrutar destes dias, em especial os que curtem as programações especiais de teatro, cinemas e as ruas mais vazias. Eu sou uma destas pessoas e tento fazer aquela “limonada” deste período que antecipa as minhas férias, porem o meu risco é entrar demais no ritmo tranqüilo, acabar ficando preguiçosa e até deixar de escrever...

Mas como sempre tem coisas boas por ai... Dê uma espiadinha nas dicas que o nosso amigo Luis Poeta dá para o impacto inicial de términos amorosos.

Quem está pronto para elas? Quando amamos alguém passamos a nos identificar de tal forma com a pessoa amada que nossos referenciais de individualidade se fundem e se confundem dentro de nós...


... Assim foi comigo.

...Dezesseis anos se passaram e sou procurado por um amigo na mesma situação. Ele me pede um abraço e chora seu inconformismo. Então, a grande surpresa quando fico sabendo o motivo pelo qual fui procurado. Justamente por já haver passado por isso. Me emociono, e aquele filmezinho de terror passa rápido na minha cabeça. Não consigo me imaginar como exemplo de superação, mas mesmo assim lhe dou 3 conselhos: -1) Não tomes nenhuma decisão precipitada; -2) Não procures achar razões para o acontecido; -3) Tente lembrar do que restou e ainda está a teu lado contando contigo: a tua vida e os teus filhos. Fico feliz por poder ajudar o meu amigo. Feliz e sem saber o que pensar de mim mesmo...

Luis Poeta – http:luis-poeta.blogspot.com

5 de janeiro de 2010

Para este ano

Em 2010 faça o seu melhor em atitudes e exemplos!

Este é o resumo do jogo do I CHING que fiz nas vésperas da virada.

Hexagrama 43 (Kuai)
DECISÂO

Após o sucesso, e justamente por isso, o sábio decide progredir mais ainda e o faz em atitudes e exemplos.

No hexagrama 41 diminui suas faltas, no 42 aumenta suas virtudes e no 43 põe em prática em exemplos e comportamentos. Assim ele realiza o grande objetivo.

Desenvolver a compreensão ilumina a mente do discípulo e traz a alegria e o bom humor; Desenvolver o conhecimento espiritual traz a sabedoria.

O discípulo que compreende e tem sabedoria é harmonioso e não teme suas ações.

“É benéfico ter um lugar para ir e transformar as pessoas não desenvolvidas”.

O exercício da virtude se faz necessário ao mundo atual.
Feliz 2010 a todos!!!
Abraços