16 de novembro de 2009

Repetições nos erros


É interessante como algumas situações se repetem e, mais interessante ainda, é percebermos que isto não acontece a toa. Cada um de nós faz suas interpretações quando se dá conta da repetição de tropeções, erros ou falhas.

Quando aparecem os relatos deste tipo de re-vivencias eu costumo tentar entender o que ainda não foi aprendido ou o que se deveria perceber e atenção: estou falando aqui das ciladas que nós mesmos nos colocamos.

Isto nos acontece, basta você notar que existem coisas que se repetem, que tem a mesma base ou o mesma causa e estas coisas sempre acabam lhe atrapalhando de alguma forma....

Hoje iniciei o dia com uma meditação e abri o I Ching. Uma parte do ensinamento era sobre as meditações enfermiças.

Os orientais falam muito da mente contemplativa, dizem que contemplar é observar a si mesmo e a vida. Este movimento pode ser muito rico para nos manter no presente, ajudar na compreensão das nossas ações e movimentos, aumentar a clareza de determinadas situações ...

Mas o jogo de hoje falava dos inúmeros momentos em que nos concentramos sim, mas em objetos que não constituem a realidade e que nos levam a estados mentais enganosos como o orgulho, a crença na infalibilidade ou, num ponto oposto, as inseguranças e a crença na incapacidade.

E é esta meditação, esta observação de si errônea ou jeito de se focar no problema com um “olhar” errôneo é que nos leva as repetições.

Ok, mas o que fazer?

Eu costumo sugerir que se entenda o que está acontecendo, olhando para o fenômeno e não para o porque e que, a partir disto, se re-observe a situação. Para isto é preciso abandonar a postura de queixa ou a “vitimização” e assumir um papel de quem também é agente no processo.

Ao resultado chama-se LIBERTAÇÃO.

11 de novembro de 2009

Conversando com Cláudia Guglieri de Novembro

Qual é o seu jeito de se relacionar?
Esta é a pergunta que vai direcionar a conversa do próximo encontro.

CONVERSANDO COM CLÁUDIA GUGLIERI são bate-papos informais com o objetivo de orientar, tirar dúvidas e compartilhar experiências.

O tema do próximo encontro – jeitos de se relacionar - foi inspirado no meu trabalho atual de consultório que une Gestalt-terapia e os princípios da Medicina Tradicional Chinesa.
Ao longo de alguns anos tenho observado que quando uma pessoa reconhece, o que chamo de seu perfil relacional, ela passa a compreender melhor suas interações familiares, amorosas, sociais e de trabalho.
Alem disto, entender que existem “jeitos” de se relacionar aumenta a compreensão do outro e isto facilita bastante nos relacionamentos.


Inicio: 19h
Local: Rua Freire Alemão 366 PoA
Inscrições pelo telefone 051 – 33337052
Investimento: R$ 30,00
Vagas limitadas – até 10 pessoas

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Os chineses, no decorrer de sua história milenar, foram sábios observadores de fenômenos naturais e, destas observações, criaram modelos para sua medicina, entendimentos filosóficos e de suas vidas.
Entre estes modelos está o modelo dos cinco elementos de onde me inspiro para o trabalho com os perfis de personalidade.
Faz alguns anos que venho estudando as ciências orientais - as bases da Medicina Tradicional Chinesa - e adequando os cinco elementos e a perfis. Um estudo onde observo tendências de ser, sentir, pensar, se expressar e se comportar.

Estas tendências associadas aos elementos chineses estão se transformando em boas ferramentas para ajudar as pessoas a se compreenderem melhor e também compreenderem as pessoas com quem se relacionam.

Deste trabalho acabou surgindo um método próprio de atender, o Método Sheng dos cinco movimentos, que tenho testado com bons resultados em psicoterapia individual, casal e grupos.

8 de novembro de 2009

Gestação parte1

É faz um tempinho que não publico, mas os motivos são muito justificáveis. Meu ultimo mês foi de introspecção, muito havia para sentir e pouco espaço para escrever.


Tudo começou com enjôos, sono, muita fome e um grande desejo que fosse um nenê e era.


Aí vem o Enzo!


Um filhote querido e sonhado por alguns anos, hoje com três meses e dois dias. Pirralho que ainda nem deu as caras e já tem feito revoluções.


Pois a gestação, nossa!


É verdade que já acompanhei algumas tantas pacientes grávidas, tenho cursos e formações em desenvolvimento, li um bocado sobre gestação... Mas estar dentro do processo é bem diferente, me coloca na posição de simples mulher e mãe que agora sou e me dá uma maior aproximação da vivência emocional de outras tantas.


Sem duvida um momento existencial extremamente significativo no qual a presença da mistura de sentimentos traz a tona um tanto dos registros do passado, outro tanto daquilo que se tinha como elaborado e mais um punhado do que se anseia.


Uma revolução? Sim, mas sábia em sua sutileza e muito particular.


Cada mulher vivencia a sua gravidez de uma forma e esta vai depender de como tudo começou, se há parceria, do momento de vida em que se está e, é claro, de uma porção de aspectos psicológicos e físicos.


E foi pensando em algumas particularidades da vivência feminina e em mulheres, que como eu, sonhavam com o seu filho, mas passaram grande parte da sua história se dedicando a carreira que pretendo escrever os próximos posts.


Concluo confirmando às candidatas a mães: que é um estado especial sim, cheio de nuances e delicadezas, permeado de ambigüidades e de uma encantadora e inevitável sensibilização ao sentir, no qual a oportunidade de re-significar se faz presente a todo momento.


“Sinto-me encantada pela vida do meu filho, tocada pela sua imagem na ecografia, mais segura pelo apoio do meu marido e de pessoas da família e isto para mim é muito”.